Cresce a rejeição ao "Gasolinaço" no México

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09 Janeiro 2017

A Igreja Católica e os empresários solicitaram ao governo do México que "reconsiderasse o Gasolinaço", o aumento dos preços dos combustíveis que provocou os protestos que deixaram um policial morto, cinco feridos, mais de 500 detidos - uma centena deles acusados de terrorismo - e 250 lojas saqueadas, e que continuavam hoje, com bloqueios de estradas em cinco estados.

A informação é publicada por Página/12, 06-01-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

A Conferência do Episcopado Mexicano (CEM) pediu ao governo, legisladores e políticos que "reconsiderassem o Gasolinaço" e resolvessem esta situação de maneira "inteligente e criativa". Em conferência de imprensa, Alfonso Miranda Guardiola, secretário-geral da CEM, incentivou as autoridades a serem "sensíveis" frente a este "golpe radical" à economia familiar. Insistiu que deve-se "baixar" o preço do combustível, pois o aumento gerou descontentamento, atos de protesto e até mesmo saqueios.

Por sua vez, o presidente da Confederação Patronal da República Mexicana (COPARMEX), Gustavo de Hoyos, pediu ao governo do presidente Enrique Peña Nieto que seja "sensível ao invés de seguir pelo caminho mais fácil de aumentar os impostos sobre a gasolina".

"O governo pede a compreensão dos mexicanos, mas para pedir, primeiro é necessário dar. O que dará o Estado aos seus cidadãos? Qual é o seu compromisso? Estamos à espera para escutá-lo", disse ao jornal El Universal.

Na quarta-feira, Peña Nieto disse que compreendia "o incômodo e a raiva" pelo aumento dos combustíveis, mas sustentou que essa era uma medida necessária para manter a estabilidade econômica e que é um resultado do aumento dos preços internacionais. No domingo entraram em vigor os aumentos de preços, os maiores em anos, de 20,1% para a gasolina e 16,5% para o diesel, como parte de uma política de liberalização dos preços.

Durante os eventos de quarta-feira um policial morreu e outros cinco ficaram feridos, um deles gravemente, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Cidade do México.

Enquanto isso, mais de 500 pessoas foram presas na Região Metropolitana do Vale do México a partir dos saqueios e atos de vandalismo cometidos, relataram diversas autoridades. "De acordo com informações fornecidas pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado do México, foram registrados 430 casos de prisão em flagrante pelo suposto envolvimento em atos de vandalismo", disse o governo do estado do México, em um comunicado.

Entre os presos estavam quatro policiais da Comissão Estatal de Segurança Pública (CES) do Estado do México, que foram flagrados carregando objetos de um supermercado na localidade de Ecatepec. Além disso, 96 pessoas foram presas e acusadas de terrorismo e motim no estado de Veracruz, no leste do país, a partir dos saqueios cometidos durante os protestos.

O governo de Veracruz informou em um comunicado de imprensa que foram detidos não apenas as pessoas que participaram dos saques, mas também usuários de redes sociais que convocaram as pessoas para cometer esses atos criminosos contra supermercados e outras lojas.

Da mesma maneira, ao menos 250 lojas em sete estados e no Distrito Federal foram saqueadas, informou o diretor de Relações Governamentais da Associação Nacional de Supermercados e Lojas de Departamento (ANTAD), Manuel Cardona. O governo prometeu mão de ferro para conter os abusos, e a cúpula empresarial exigiu ao Executivo proteção para os comércios e advertiu que os fatos levaram o país a "uma falta de Estado de Direito".

Na Região de Veracruz e Boca del Río, onde foram registrados os maiores conflitos, ontem houve paralisação dos transportes públicos - coletivos e táxis -, de modo que cerca de meio milhão de habitantes tiveram dificuldades para deslocar-se.

Embora nenhum novo caso de saqueio tenha sido relatado, o clima de protesto se manteve ontem. Em pelo menos cinco estados foram registrados bloqueios de estradas e de acessos aos centros de distribuição de combustíveis, assim como às instalações da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Os manifestantes convocam novas marchas através das redes sociais da internet.

O ajuste de 14 a 20% no preço da gasolina é parte de uma flexibilização do mercado de combustíveis que começará a partir de março em várias regiões do México e que chegará ao seu ápice em 2018.

A flexibilização está integrada na reforma energética realizada em 2014 pela administração de Peña Nieto. Ela inclui um esquema aberto com novos agentes privados e permitirá que a oferta, a demanda e os custos sejam os únicos a determinar os preços dos combustíveis.

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