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13 Dezembro 2016

"Independente das posições contrárias sabe-se que o que todos colombianos desejam é a paz no país, que a partir desse acordo pode estar mais próxima", escreve Ludmila Culpi, professora de Relações Internacionais e Ciência Política no Centro Universitário Internacional Uninter e mestre em Ciência Política e doutoranda em Políticas Públicas.

Eis o artigo.

O Senado da Colômbia aprovou no dia 31 de novembro o acordo de paz firmado entre o governo de Juan Manuel Santos e a guerrilha das FARC. Após a inesperada derrota do plebiscito do dia 2 de outubro o presidente contava com o apoio da maioria dos deputados, o que culminou na aprovação do acordo.

Esse novo acordo é uma versão mais amenizada em relação aquele submetido à consulta popular em outubro, com maiores punições aos guerrilheiros como solicitava uma parte da sociedade. O acordo aprovado preservou a possibilidade de disputar eleições aos guerrilheiros assim como criar partidos políticos, o que é bastante criticado. O documento determina a eliminação do cultivo de drogas financiado pelos rebeldes e prevê programas de inclusão dos guerrilheiros à sociedade civil.

O debate político acerca desse novo acordo foi muito dividido tanto na opinião pública quanto no âmbito parlamentar. Os grupos contrários ao acordo, da bancada liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe do partido Centro Democrático, alegam não haver avanços em suas demandas principais, que são o acesso a política aos guerrilheiros e a impunidade completa, já que estes não irão presos antes de ocuparem cargos políticos. Essa bancada denuncia a votação no Congresso como um instrumento ilegítimo, uma vez que não houve uma nova consulta popular via referendo.

Por outro lado, o grupo do governo que defendeu o acordo no Congresso alega que nunca houve um processo de paz tão criticado, com o questionamento da capacidade política do Congresso para promulgar um acordo de paz. O Ministro do Interior Juan Fernando Cristo fez a seguinte provocação: "Vale a pena negar hoje ao país o final do conflito somente porque há a possibilidade de que as FARC aspirem a um posto público em 2018?”.

Por sua vez, Ivan Duque, que é visto como o possível candidato de Uribe para as eleições de 2018, denunciou o Governo, afirmando que este “se utilizou da paz para fazer uma satanização das opções críticas e convertido em uma plataforma eleitoral”.

Denota-se que mesmo com a aprovação do acordo, o debate ainda não se encerrou e terá lugar nas eleições de 2018. Independente das posições contrárias sabe-se que o que todos colombianos desejam é a paz no país, que a partir desse acordo pode estar mais próxima.

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