México. Comissão interamericana investiga caso dos 43 estudantes desaparecidos

Revista ihu on-line

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

Mais Lidos

  • Livro analisa os teólogos, a virada ecumênica e o compromisso bíblico do Vaticano II

    LER MAIS
  • Adaptando-se a uma ''Igreja global'': um novo comentário internacional sobre o Vaticano II. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Desigualdade bate recorde no Brasil, mostra estudo da FGV

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: João Flores da Cunha | 17 Novembro 2016

Representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH iniciaram no México uma investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes em Iguala, que segue impune após mais de dois anos. Os representantes estiveram no país entre 9-11 e 12-11 para dar início a seu trabalho de apuração, que terá duração de um ano, até novembro de 2017.

O caso, que ocorreu em 26-09-2014, chocou o país, e até hoje não foi resolvido. 43 estudantes de uma escola de Ayotzinapa desapareceram em Iguala após serem detidos neste dia pela polícia local, e seu paradeiro é desconhecido desde então. A versão oficial dá conta de que eles teriam sido entregues pela polícia a membros do narcotráfico, que os teriam matado e queimado seus corpos em um lixão.

No entanto, essa hipótese, que exime de culpa o governo federal, nunca foi aceita pelas famílias. Há indícios de que o Exército, que tinha militares presentes na região, teria se omitido.

Para o presidente da CIDH, James Cavallaro, “não é possível seguir buscando formas de reforçar a versão do lixão de Cocula”, onde os estudantes teriam sido queimados. Seria “fisicamente impossível” que isso tivesse ocorrido, afirmou ele, durante o anúncio do plano de trabalho da comissão. Essa hipótese foi descartada, segundo a CIDH, e o governo mexicano deve “mudar sua narrativa”, afirmou Cavallaro.

Por recomendação da comissão, que é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos – OEA, foi instituído ainda em 2014 um grupo interdisciplinar de especialistas independentes. O mandato desse grupo se encerrou em abril deste ano, e seus integrantes denunciaram intervenção do governo nas investigações.

A hipótese com a qual a CIDH trabalha, a partir dos achados desse grupo independente, é a de que a versão oficial teria resultado de testemunhas que falaram sob tortura. Quase 80% das pessoas que foram presas em decorrência do caso tinham lesões corporais.

A missão dos representantes da CIDH começou com uma visita à escola rural de Ayotzinapa onde estudavam os 43 desaparecidos. "Não perdemos a esperança de voltar a ver e abraçar nossos filhos", afirmou um dos pais dos estudantes desaparecidos aos representantes da CIDH. Os representantes da comissão enfatizaram que os objetivos de seu trabalho são descobrir a verdade sobre o que ocorreu com os estudantes e levar o caso à Justiça.

Leia mais:

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

México. Comissão interamericana investiga caso dos 43 estudantes desaparecidos - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV