Gobiernos de países de América Central contribuyen para la crisis de refugiados, dice Amnistía Internacional

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Por: João Flores da Cunha | Traducción: Juan Luis Hermida | 21 Outubro 2016

Los gobiernos de El Salvador, Guatemala y Honduras están “dando la espalda a centenas de millares” de personas que escapan de la violencia en América Central, de acuerdo con un informe divulgado en 14-10 por la organización no gubernamental Amnistía Internacional. La ONG denunció que esos países no han cumplido con la responsabilidad de proteger sus ciudadanos de la violencia, y que eso aumenta el número de refugiados que se ven obligados a huir de la región.

Llamado de “¿Hogar dulce hogar? El papel de Honduras, Guatemala y El Salvador en la creciente crisis de refugiados”, el informe destaca que la región convive con un nivel de violencia que es típico de zonas de guerra. Los tres países forman lo que se conoce como Triangulo Norte, región marcada por la violencia desde mediados del siglo XX, y que cuenta con índices de homicidio que está entre los más altos del mundo.

Habitantes de esos países se ven forzados a huir para América del Norte “para salvar la vida”, según Amnistía Internacional. El informe también responsabiliza los gobiernos que no den asistencia a las personas que son deportadas de los Estados Unidos y de Méjico cuando esas personas vuelven para América Central y precisan ser reintegradas en la sociedad.

Las personas que sufren con la violencia en América Central son “protagonistas de una de las crisis de refugiados menos visibles del mundo”, afirmó Salil Shetty, secretario general de Amnistía Internacional. El informe destacó todavía la impunidad de los crímenes, que raramente son solucionados, y el hecho de que ellos afectan principalmente a los jóvenes: más de la mitad de los asesinados en 2015 en esos países tenían menos de 30 años, según la ONG.

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