Bergoglio convida prefeito italiano, enquanto governo boicota o seu modelo

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13 Outubro 2016

O sonho de Mimmo Lucano, prefeito de Riace, na Itália, era o de se encontrar com Bergoglio. "A sua mensagem revolucionária é a que mais se aproxima do universalismo dos direitos que aqui, no nosso pequeno, tentamos praticar", dissera ele em uma entrevista concedida a este jornal. E o encontro vai ser feito. Lucano foi convidado, "por desejo do Papa Francisco", para participar da cúpula europeia, nos dias 9 e 10 de dezembro, na Casina Pio IV, no Vaticano.

A reportagem é de Silvio Messinetti, publicada no jornal Il Manifesto, 11-10-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Com ele, também a prefeita de Madri, a ex-magistrada Manuela Carmena. Trata-se de uma cúpula sobre as boas práticas implementadas no mundo em favor dos refugiados e dos sem-documentos. Um assunto notoriamente caro ao papa argentino.

"Construir outros muros e cercas – está escrito na nota que antecipa o congresso – não vai parar os milhões de migrantes em fuga. Urge que os prefeitos, como autoridades mais próximas da cidadania, ponham à disposição as suas competências para acolher e regularizar todos os migrantes e refugiados. É necessário que as vozes dos prefeitos seja ouvida para promover a construção de pontes, e não de muros."

Mas a boa notícia mitiga apenas em parte a indignação de Lucano diante daquilo que aconteceu no Ministério do Interior italiano há alguns dias. O serviço central para a imigração comunicou que, a partir de agora, estão proibidas as notas inventadas em 2011 por Lucano para superar os pântanos burocráticos onde muitas vezes o sistema Sprar atola.

Um mecanismo revolucionário: Lucano instituiu uma moeda local, uma espécie de bônus social conversível, mediante o qual os comerciantes de Riace dão crédito aos migrantes. São notas com o retrato de Martin Luther King, Che Guevara, Peppino Impastato, Pio La Torre, Charlie Chaplin e outros ícones da liberdade e da justiça. Elas têm um valor de um, dois, cinco, 10, 20 e 50 euros. Os débitos contraídos são liquidados em poucos meses, e, enquanto isso, mantém-se de pé um experimento tão prático quanto eficaz. Isso a fim de compensar o atraso dos fundos públicos e para assegurar aos refugiados um poder de compra real.

Mas tudo isso, evidentemente, incomoda alguns. Não é a primeira vez que se tenta obstaculizar o "modelo Riace". Já tentaram antes. Eis, portanto, a ordem de tirar de circulação os bônus-moedas.

Lucano está enfurecido e está pronto para sair às ruas com todos os migrantes acolhidos se a proibição não for retirada. Nesta semana, ele vai se encontrar com o chefe do Departamento para as Liberdades Civis e a Imigração do Ministério do Interior italiano, Mario Morcone.

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