Papa anuncia novos cardeais. Um breve perfil. Três são latino-americanos. Um é brasileiro

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09 Outubro 2016


Novos rostos no colégio dos cardeais. “Com alegria anuncio que no sábado, 19 de novembro, na vigília da conclusão do jubileu, terei um consistório para a nomeação de 13 novos cardeais, de 11 nações”, falou o Papa Francisco no Angelus, da manhã deste domingo, 09-10-2016. No dia 20 celebrarei a missa com eles”.


A informação é de Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider, 09-10-2016. A tradução é de IHU On-Line.

Francisco designou 17 novos cardeais: 13 são possíveis eleitores num eventual Conclave, entre os  quais o núncio apostólico na Síria, Mario Zenari, que permanece, contudo, na nunciatura de Damasco. E quatro que tem mais de 80 anos e, portanto, não são eleitores.

Os 13 eleitores são:

- Mario Zenari, italiano, que o Papa anunciou que permanecerá “núncio na martirizada Síria”; (1)

- Dieudonne Nzapalainga, arcebispo de Bangui, na República Centro Africana; (2)

- Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, Brasil; (3)

- Blaise Cupich, arcebispo de Chicago, EUA;

- Carlo Osoro Sierra, arcebispo de Madrid, Espanha;

- Patrick D’Rozario, arcebispo de Dhaka, Bangladesh; (4)

- Baltazar Enrique Porras Cardozo, arcebispo de Merida, Venezuela;

- Jozef De Kesel, arcebispo de Maline-Bruxelles, Bélgica; (5)

- Maurice Piat, arcebispo de Port Louis, Ilha Maurizio; (6)

- Kevin Farrell, prefeito do dicastério para os leigos, família e vida;

- Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Tlalnepantla, México; (7)

- John Ribat, arcebispo de Port Moresby, Papua Nova Guiné; (8)

- Joseph William Tobin, arccebispo de Indianapolis, EUA. (9)

Os quatro novos cardeais anunciados pelo Papa, que, tendo superado os 80 anos, e que não serão eleitores num eventual novo conclave, são:

- Anthony Soter Fernandez, arcebispo emérito de Kuala Lumpur, Malásia;

- Renato Corti, arcebispo emérito de Novara, Itália; (10)

- Sebastian Koto Khoarai, bispo emérito de Mohale’s Hoek, Lesotho; (11)

- Ernest Simoni, padre da arquidiocese de Shkodre-Pult, Albania.

A repartição geográfica dos cardeais eleitores anunciados neste domingo pelo Papa, é esta: três europeus, três da América Latina, três dos EUA, dois africanos, um asiático e um da Oceania.

Particularmente comovente é a história de um dos novos purpurados acima de 80 anos.

No dia 20 de abril deste ano, Francisco reconheceu o padre Ernest Simoni na Audiência Geral e lhe beijou as mãos. Um gesto que expressou uma ideia reiterada por Francisco: também os sobreviventes das perseguições de hoje e de ontem, são mártires. “É com um beijo nas mãos – confirmou naquele dia o jornal L’Osservatore Romano – que Francisco acolheu na manhã de hoje o padre Ernest Simoni, albanês, que passou 28 anos na prisão: o Papa, comovido, o abraçara no dia 21 de setembro de 2014, em Tirana, depois de ter ouvido a história da sua perseguição que durou 11 mil dias, durante os quais o padre Ernest foi torturado e submetido a trabalhos forçados”.
 
O papa, voltando, no domingo passado, de Baku, Azerbaijão, dissera no avião que tinha a intenção de nomear novos cardeais: “A lista é longa, mas há somente 13 lugares. E se deve ter equilíbrio. Gosto que se veja, no Colégio cardinalício, a universalidade da Igreja: não somente o centro, ou seja, ‘europeu’, mas de todas as partes. Os cinco continentes, se for possível”.

Notas da IHU On-Line:

1.- Mario Zenari é o único italiano criado cardeal neste domingo, que participa de um eventual conclave. Observadores ressaltam que ele é primeiro da lista. A opção de Francisco manifesta a preocupação e a solicitude para com a situação dramática da Síria. Segundo Francisco, 'a Síria martirizada".

2.- Dieudonné Nzapalainga é mais jovem cardeal deste consistório. Ele nasceu em 1967. É religioso da Congregação dos Padres Espiritanos como também, no Brasil, o arcebispo de Manaus. Fez o mestrado em teologia no Centro Sèvres, em Paris, dos jesuítas. Participou do último Sínodo dos Bispos e organizou a visita do Papa Francisco à República Centro Africana, onde foi aberta pelo Papa a primeira Porta Santa do Ano Jubilar da Misericórdia.

Ele é comprometido totalmente com o processo de paz no País. Em 2013 participou, com o Presidente do Conselho Islâmico e o Presidente da Aliança Evangélica, em Bangui, da fundação da Plataforma inter-religiosa pela paz no País. Ele é primeiro cardeal da República Centro Africana.

3.- Sérgio da Rocha é oriundo da diocese de São Carlos, SP, tendo trabalhado muitos anos na Arquidiocese de Campinas. Foi bispo auxiliar de Fortaleza e arcebispo de Teresina. Atualmente é arcebispo de Brasília, DF, e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB. É o segundo cardeal de Brasília.

4.- Patrick D’Rozario, arcebispo de Dhaka, é religioso da Congregação da Santa Cruz. É o primeiro cardeal de Bangladesh.

5.- Jozef De Kesel, Arcivescovo, é arcebispo de Malines-Bruxelles tendo sido nomeado pelo Papa Francisco. Ele é doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana com a tese "Le refus décidé de l’objectivation. Une interprétation du Jésus historique dans la théologie chez Rudolf Bultmann».

O vaticanista Sandro Magister, sempre muito crítico em relação ao atual pontificado, ressalta que antecessor de De Kesel não foi feito cardeal por Francisco. Mas que o atual arcebispo é um discípulo de Godfried Danneels, cardeal arcebispo emérito de Bruxelas e que foi sucedido por André-Joseph Léonard. Segundo Magister, Danneels participou "de San Gallo, o clube cardinalício dos grandes eleitores de Bergoglio no conclave fracassado de 2005 e no vitorioso de 2013".

6.- Maurice Piat, arcebispo de Port Louis, Ilhas Maurício, foi presidente da Conferência Episcopal do Oceano Índico de 1996 a 2002 e de 2013 a 2016. Desde 2000 é membro do Comitê Permanente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madasgacar. Participou, em 2015, do Sínodo dos Bispos sobre a Família.

7.- Aguiar Retes, arcebispo de Tlalnepantla, no México, foi presidente da Conferência Episcopal Mexicana de 2006 a 2012 e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano - CELAM - entre 2011 e 2015. Ele estudou no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e fez o doutorado em Teologia Bíblica na Pontifícia Universidade Gregoriana. Tanto em 2014 como em 2015 participou da Assembleia dos Sínodo dos Bispos sobre a Família, indicado por Papa Francisco.

8.- John Ribat, arccebispo de Port Moresby, Papua Nova Guiné, é religioso dos Missionários do Sagrado Coração. Desde 2014 é presidente da Federação da Federação das Conferências dos Bispos Católicos da Oceania. É o primeiro cardeal de Papua Nova Guiné.

9.- Joseph William Tobin, arccebispo de Indianapolis, EUA, é religioso redentorista. Ele foi Superior Geral dos Redentoristas. Quando era secretário da Congregação para os Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, foi eleito arcebispo. Segundo alguns vaticanistas, por ter defendido a causa da religiosas americanas, então sob investigação pelo Vaticano, Bento XVI o nomeou arcebispo de Indianópilis.

10.- Renato Corti, arcebispo emérito de Novara, é reconhecido na Itália com um fiel seguidor do cardeal Carlo Maria Martini. Ele foi durante muitos anos bispo auxiliar de Milão, sob o pastoreio de Martini.

11.- Sebastian Koto Khoarai, bispo emérito de Mohale’s Hoek, Lesotho, é religioso Oblato de Maria Imaculada. É o primeiro cardeal de Lesotho.

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