O Papa aos novos bispos: “O Povo de Deus intui e se afasta quando reconhece os narcisistas e manipuladores”

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • Um novo documento anti-Francisco com cem assinaturas: “Atos sacrílegos durante o Sínodo, precisa se arrepender”

    LER MAIS
  • Plano de Guedes constitucionaliza drenagem de recursos dos pobres para os ricos

    LER MAIS
  • Por que o fim do DPVAT é mais um golpe no financiamento do SUS

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

17 Setembro 2016

O Papa Francisco disse, na última sexta-feira, a um grupo de bispos de diversos países que as pessoas “estão cansadas” dos “encantadores mentirosos”, dos sacerdotes e dos prelados “na moda”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 16-09-2016. A tradução é de André Langer.

“As pessoas fogem, porque o Povo de Deus intui e se afasta, quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores das causas próprias, os apregoadores de vãs cruzadas”, disse durante uma audiência na Sala Clementina do Palácio Apostólico do Vaticano.

Aos bispos recém nomeados, que participaram nestes dias em Roma de um curso sobre como realizar seu trabalho pastoral, garantiu que podem oferecer “ao mundo mendicante” apenas a bondade, a beleza, a verdade, o amor e o bem.

“Não se trata de atrair para si próprio; o mundo e o Povo de Deus estão cansados de encantadores mentirosos. E me permito dizer: de sacerdotes na moda ou de bispos na moda. Em vez disso, procurem seguir a Deus”, insistiu.

Mais adiante, pediu para não se acostumar “à rendição”, nem inventar “discursos amargos” para justificar a própria falta de vontade, nem à comodidade que bloqueia sob a desculpa dos lamentos. “As lamentações de um bispo são coisas feias”, exclamou.

Pelo contrário, chamou-os para olhar para os seus fiéis com uma nova perspectiva, com o olhar da unidade e tentar de tudo para chegar a eles e não economizar esforço algum para recuperá-los.

“Hoje, tantos colocam máscaras e se escondem. Gostam de construir personagens e inventar perfis. Tornam-se escravos dos míseros recursos que recolhem e aos quais se aferram como se bastassem para comprar o amor que não tem preço”, constatou.

“Não suportam a emoção de saber serem conhecidos por alguém que é maior e não despreza a nossa pequenez, é mais santo e não culpa as nossas fraquezas, é realmente bom e não se escandaliza com as nossas feridas. Não seja assim para vocês: deixem que este calafrio percorra vocês, não o removam e não o silenciem”, disse.

“Não tenham medo de propor a misericórdia como síntese de quanto Deus oferece ao mundo, porque o coração do homem não pode aspirar a nada maior”, disse o Papa Francisco aos participantes do Curso de Formação para Novos Bispos, organizado pela Congregação para os Bispos em colaboração com a Congregação para as Igrejas Orientais, a quem recebeu em audiência na Sala Clementina do Vaticano.

Em seu discurso, dirigido aos prelados “pescados” pelo coração de Deus para guiar o Povo Santo, o Bispo de Roma refletiu sobre alguns aspectos e características do pastor segundo o coração de Jesus Cristo, Sumo Sacerdote.

“Deus os precede no seu amoroso conhecimento – disse o Papa –, Ele os pescou com o anzol da sua surpreendente misericórdia. Suas redes foram misteriosamente se apertando e vocês não puderam fazer mais nada a não ser deixarem-se capturar. Eu sei que ainda um calafrio atravessa vocês quando pensam no seu chamado que veio na voz da Igreja, Sua Esposa”.

Recordando a emoção de algumas figuras bíblicas, como Moisés, Natanael e os apóstolos, personagens que viveram a mesma emoção do chamado do Senhor, o Pontífice convidou-os para continuar descobrindo o mistério de Deus. “Não se envergonhem das vezes em que também vocês sentiram este distanciamento do pensamento de Deus – disse-lhes o Papa. Pelo contrário, abandonem a pretensão da autossuficiência para confiar como as crianças n’Aquele que revelou o seu Reino aos pequeninos”.

Antes de concluir o seu discurso, o Papa Francisco convidou todos os novos bispos para rezarem juntos e para pedirem a bênção de Deus, já que a bênção é sempre a invocação do rosto de Deus sobre nós. É Cristo o rosto de Deus que jamais se obscurece. E pediu que este sempre os acompanhe e ilumine em seu caminho.

Leia mais...

Um olhar de fora. Padres vileiros, os discípulos preferidos do Papa Francisco

Papa Francisco: "Os padres devem crescer na capacidade de discernir"

Papa Francisco a jesuítas poloneses: nem tudo é preto no branco

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O Papa aos novos bispos: “O Povo de Deus intui e se afasta quando reconhece os narcisistas e manipuladores” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV