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09 Setembro 2016

Uma discussão que começa a mobilizar os especialistas em mudanças climáticas é que o engajamento da sociedade na luta contra os combustíveis fósseis é fundamental para contermos o aquecimento global e manter as condições para a existência da vida no planeta.

A reportagem é de Silvia Calciolari e publicada por naofrackingbrasil, 08-09-2016.

E o fraturamento hidráulico, tecnologia altamente poluente para a exploração do gás de xisto, também conhecido como FRACKING, está intensificando as mudanças climáticas. Isto porque ao extrair do subsolo o metano da rocha de xisto, o método não convencional permite o vazamento sistemático deste que é um gás de efeito estufa dezenas de vezes mais danoso à camada de ozônio que o dióxido de carbono.

O Bispo de Umuarama, Dom Mamede Filho (ao centro) conversou sobre a campanha Não Fracking Brasil com Juliano Bueno de Araujo (à direita) e Reginaldo Urbano Argentino, presidente da Cáritas Paraná e membro da COESUS. Foto: Marcel Ribeiro/COESUS/350Brasil

Inspirados pelo Papa Francisco e os alertas para conter a exploração dos recursos naturais contidos na ‘Laudato Si’, um seminário organizado pela Diocese de Umuarama e Cáritas Paraná reuniu na semana passada em Umuarama, cidade do Noroeste do Paraná, especialistas, ambientalistas, agentes da pastoral e gestores públicos para debater Mudanças Climáticas e Justiça Social.

Para o bispo de Umuarama, Dom João Mamede, toda a sociedade tem o dever de zelar pelo meio ambiente. “Francisco nos convida a uma conversão ecológica, ou seja, é dever de todo cristão, de todo católico, zelar pela casa comum, que é o nosso planeta. No Brasil a Campanha da Fraternidade da CNBB do ano que vem também vai discutir a questão ambiental, então todos os nossos diocesanos e todo nosso povo é chamado a ouvir e agir em face das mudanças climáticas”, ressaltou Dom Mamede.

Abandonar os fósseis

“É preciso se informar, participar de discussões e se engajar em movimentos que combatam o aquecimento global provocado pela indústria dos combustíveis fósseis, que devem ficar no solo”, afirmou Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina, que participou do seminário. Ela é da coordenação nacionalmente da campanha Não Fracking Brasil, que luta contra a entrada no país desse modelo minerário e pressiona os gestores públicos a investir numa matriz energética sustentável, 100% limpa e renovável.

Além de Nicole, Juliano Bueno de Araujo, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org e fundador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida – também fez palestra no seminário sobre extrativismo e defendeu a proibição do Fracking como alternativa energética e da importância da atuação da Igreja Católica no debate sobre as mudanças climáticas.“Estar aqui com o povo de Deus é uma alegria, pois estamos todos com o sentimento de cuidado com a casa comum e com a necessidade deste diálogo. Todos precisam fazer ações individuais, ações coletivas, para que possamos estabelecer a condição da Vida como ponto principal. Nosso Senhor Jesus já há dois mil anos nos disse: É a necessidade do caminhar e de agir”, enfatizou Juliano Bueno de Araujo.

Já o professor Ivo Poletto, assessor nacional do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social destacou a tomada de consciência por meio do debate sobre o Meio Ambiente. “Eu pude sentir como cresceu a consciência das pessoas em relação ao Fracking, mas, além disso, nesse fim de semana nós trabalhamos uma visão mais ampla, tentando compreender melhor tudo o que está acontecendo no nosso planeta, sobretudo o uso de combustíveis fósseis para produzir energia. E o Seminário nos desafia a mudar nosso jeito de agir e o nosso jeito de ser”, salientou.

Ações práticas

O presidente da Cáritas Paraná, Reginaldo Urbano Argentino, que é membro da Diocese de Umuarama e organizador do evento, falou sobre a interação dos diferentes saberes durante o seminário. “Temos professores, ambientalistas, agentes de pastorais, religiosos, enfim, todas as pessoas envolvidas na questão ambiental e, portanto, quero agradecer a disponibilidade e a preocupação que demonstraram. Agora precisamos dar andamento nas questões práticas”, falou o presidente.

O primeiro encaminhamento é uma vigília ecumênica pelos impactados climáticos, que deve acontecer no próximo ano. Foi determinada a criação de grupos de articulação e formação para pressionar o poder público a aprovar a proibição do Fracking em toda região. Umuarama já é território livre do Fracking desde maio deste ano, quando a cidade toda esteve mobilizada contra o gás da morte.

Por fim, também ficou estabelecida a criação de um Fórum Regional Climático para discutir e implementar práticas de energias limpas em toda cidade e região Noroeste do Estado, que servirá de modelo de mobilização e ação para outras cidades do Brasil.

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