Grupo de nicaraguenses, liderado por Ernesto Cardenal, pede ao mundo para não legitimar as próximas eleições

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Por: André | 11 Julho 2016

Um grupo de personalidades nicaraguenses, encabeçado pelos poetas Ernesto Cardenal e Gioconda Belli, e opositores ao governo de Daniel Ortega, pediram, na quinta-feira, à comunidade internacional para não legitimar as eleições gerais de novembro, nas quais o presidente busca uma nova reeleição.

 
Ernesto Cardenal, ex-ministro da Cultura, rompeu com o sandinismo por discordâncias com Daniel Ortega. Fonte: http://bit.ly/29tCkjy  

A reportagem é publicada por La Nación, 07-07-2016. A tradução é de André Langer.

“Instamos a comunidade internacional para honrar seu compromisso com a democracia e a paz na Nicarágua assumindo um papel mais ativo e a não comprometer sua boa fé prestando-se a manobras do regime orientadas a dotar de legitimidade a farsa eleitoral”, pediu esse grupo integrado por 27 pessoas em um manifesto público.

No documento, o grupo repudiou a “farsa eleitoral que o grupo governante pretende impor” nas eleições de novembro e sugeriu que, “caso se concretizarem (...), seus resultados deveriam ser anulados”.

Instaram também as forças políticas, econômicas e sociais “comprometidas com a democracia para reunir esforços em um amplo marco de concertação para forçar Daniel Ortega a criar as condições necessárias para garantir eleições verdadeiramente livres, honestas, includentes e com observadores independente, nacional e internacional”.

Além disso, convocaram os nicaraguenses a defender seu direito de eleger e ser eleitos, “por todos os meios pacíficos ao seu alcance”.

Processo excludente

No manifesto, o grupo expôs que “o mais grave é que pela primeira vez em mais de 25 anos se pretende realizar eleições excluindo, mediante artimanhas, as principais forças políticas de oposição”.

De acordo com esse grupo, Ortega, “utilizando os seus representantes” na Suprema Corte de Justiça e no Supremo Conselho Eleitoral, excluiu a principal força política de oposição, “subtraindo os seus legítimos representantes da representação legal”.

A principal coalizão opositora da Nicarágua, atingida por uma série de sentenças judiciais, decidiu, recentemente, não participar das próximas eleições.

Sem este grupo no jogo eleitoral, o principal partido que competirá com os governantes sandinistas será o Liberal Constitucionalista (PLC) do ex-presidente Alemán, que, quando governou (1997-2002), repartiu os poderes do Estado com Ortega, na época na oposição.

A oposição também acusa o Supremo Conselho Eleitoral de alterar os resultados das eleições municipais de 2008 e as eleições presidenciais de 2011 a favor do governante Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Em novembro, a Nicarágua elegerá presidente, vice-presidente, 90 deputados federais e 20 representantes para o Parlamento Centro-Americano (Parlacén).

Os sandinistas, com Ortega em busca de uma nova reeleição, são os favoritos para ganhar as eleições, segundo a última pesquisa de intenção de votos feita pela empresa local M&R Consultores.

Caso Ortega, que retornou ao poder em janeiro de 2007, vencer as eleições, assumirá para o quarto mandato e o terceiro consecutivo.

Além de Ernesto Cardenal e Gioconda Belli, assinaram o manifesto o empresário Fabio Gadea Mantilla, que foi o segundo candidato presidencial mais votado nas eleições passadas, nas quais foi derrotado por Ortega.

Também o embaixador da Nicarágua em Washington durante o primeiro governo sandinista (1979-1990), Carlos Tünnermann, os deputados da oposição Carlos Langrand e Edipcia Dubón, ex-funcionários do governo de Enrique Bolaños (2002-2007) e dissidentes sandinistas, entre outros.

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