Avança a causa de beatificação de Helder Camara

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09 Mai 2016

Constituída no mês de agosto de 2014 pelo arcebispo de Olinda e Recife D. Fernando Saburido, a Comissão histórica do processo de beatificação de D. Helder Câmara se reuniu no Estado de Pernambuco para atualizar a marcha da causa diocesana e marcar os próximos passos. O propósito declarado pelos membros da comissão é duplo: poder redigir um relatório conclusivo a submeter à comissão de teólogos que tomará em mãos o seguimento do percurso e fazer que o processo local se conclua até o fim do ano para encaminhar a Roma as conclusões.

A informação é de Rafael Marcoccia, publicada por Terras d’América, 07-05-2016.

O encontro dos componentes da Comissão histórica ocorreu por ocasião do primeiro aniversário da proclamação de Dom Helder Câmara como “Servo de Deus” da parta da Santa Sé.

Responsável de analisar do ponto de vista histórico o material coletado sobre ele, a Comissão é constituída por quatro especialistas: o professor Luiz Carlos Luz Marques, da Universidade Católica de Pernambuco, que também é presidente da comissão histórica, a historiadora Lucy Pina Neta, do Instituto Dom Helder Câmara; José Oscar Beozzo, membro da Comissão de estudos de História da Igreja na América Latina e do Centro Ecumênico de Serviços de Evangelização e de Educação Popular de São Paulo; e Silvia Scatena, da Universidade de Modena e membro da Fundação João XXIII de Bolonha.

Os pesquisadores se dedicaram de modo particular ao exame do conjunto da correspondência ocorrida entre D. Helder e numerosos amigos, sacerdotes e fiéis e à organização do elenco dos trabalhos publicados por ele, sob sua orientação e sua ação pastoral. Bem como reunir notícias e artigos referíveis a D. Helder, publicados no decurso dos anos na imprensa nacional e internacional.

Documentos

O material recolhido foi classificado em três grupos. O primeiro abraça o período que vai de 1909 a 1936; ou seja, do nascimento até os primeiros anos de exercício ministerial. Grande parte de tal material foi coletado em Fortaleza, sobretudo nos arquivos da Cúria metropolitana e no Seminário da Prainha. Um segundo tipo de material se refere ao período no qual D. Helder trabalhou como sacerdote e bispo auxiliar do Rio de Janeiro entre 1936 e 1964, coletado sobretudo na arquidiocese do Rio de Janeiro.

Um terceiro grupo de documentos, compreendidos entre os anos de 1964 e 1999, foi reunido em grande parte em Recife, onde D. Helder foi arcebispo. A comissão consultou os arquivos do Instituto Dom Hélder Câmara e da Cúria arquidiocesana, além de entrevistar pessoas que tiveram contato ou que trabalharam diretamente com ele.

Foram também analisados os arquivos de um dos mais importantes pensadores católicos do Brasil, Alceu Amoroso Lima, um amigo com o qual D. Helder mantinha correspondência desde os anos do seminário, e os arquivos da Conferência nacional dos bispos do Brasil (CNBB), da qual Dom Helder foi fundador e secretário geral por doze anos.

A pesquisa dos membros da Comissão histórica se estendeu também para fora do Brasil. Foram consultados os arquivos do jornalista francês José de Broucker, o primeiro biógrafo de Dom Helder, cujos materiais se encontram na Universidade de Louvain-La-Neuve na Bélgica.

A Comissão histórica examinou todo o material e elaborou um relatório final. A reunião de 19 de abril, entre os membros da Comissão e o postulador da causa de beatificação, o capuchinho Jociel João Gomes da Silva, serviu para decidir as características editoriais, a extensão e os critérios para selecionar os escritos mais relevantes de D. Helder entre cartas, programas radiofônicos, homilias, poesias, meditações e conferências.

O relatório será agora submetido a uma comissão de três teólogos que examinarão o material coletado à luz da doutrina da Igreja. O postulador declarou que quer encerrar o procedimento local até o fim do ano e transmitir as atas à Congregação para as Causas dos Santos em Roma.

Livros

Para comemorar o aniversário da declaração que permitiu enumerar D. Helder entre os “Servos de Deus”, a jornalista Tereza Rozowykwiat lançou, em Recife, o livro Meus queridos amigos – As crônicas de Dom Helder Câmara – que reúne 200 de 2549 crônicas lidas por Dom Helder no seu programa Um olhar sobre a cidade, na Rádio Olinda, entre os anos 1974 e 1983.

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