Aqueles 25 minutos de Francisco com Angela Merkel

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09 Maio 2016

Antes da audiência privada com Francisco, nessa sexta-feira, Angela Merkel se apresentou às 9h30 em São Pedro para participar da missa celebrada no altar da cátedra pelo cardeal Walter Kasper. Ela não era a única protestante a participar dentre aqueles que, em poucas horas, participariam da cerimônia de apresentação do Prêmio Carlos Magno.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 07-05-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Papa Francisco, em tom de brincadeira, dizia aos jornalistas, tempos atrás, que ele finalmente tinha aceito o prêmio, logo ele, que geralmente declina todo reconhecimento, pela "santa e teológica obstinação do cardeal Kasper", que tinha atuado como mensageiro.

Em Aachen, assim como em Berlim, eles estavam esperando. A chanceler, depois de voltar para a pátria, falou de "uma mensagem clara e encorajadora" de Francisco: "Ele nos exortou a ter em mente três coisas: a capacidade de diálogo, de integração e de fazer alguma coisa. Eu acho que fazer alguma coisa é a tarefa atribuída a nós: agir para manter a Europa coesa".

Integração, futuro da Europa, 25 minutos de conversa

Na Santa Sé, não foram publicadas notas oficiais, o encontro era privado. Mas, no Vaticano, confirma-se um clima "particularmente cordial". Quando, no fim, o papa presenteou-lhe um medalhão com o Anjo da Paz, Merkel comentou: "Hoje, na Europa, temos muita necessidade dele".

A sintonia entre o papa e a chanceler nasce de uma preocupação comum. Não é segredo que a Igreja Católica não gostou do entendimento entre a União Europeia e a Turquia para mandar os migrantes de volta. Francisco tinha dito isso quando a Hungria, no ano passado, levantou o arame farpado: "Os muros caem, todos. O problema permanece, mas permanece com mais ódio". E repetiu isso no mês passado, retornando de Lesbos: "Não resolve nada, um muro. Não é uma solução. Devemos fazer pontes, mas as pontes devem ser feitas de modo inteligente, com a integração e o diálogo".

Francisco aprecia o esforço da Alemanha, como  da Itália, de não olhar para o outro lado. Mas o fato, explicam no Vaticano, é que "esse não pode ser o problema de um país só. Nem a Alemanha nem a Itália podem fazer isso sozinhas".

O papa aceitou o prêmio, justamente porque a Europa não pode virar as costas e se isolar. A União Europeia se tornou "louvavelmente mais ampla", mas não deve se afastar do "projeto arquitetado pelos Pais", sob o risco do seu fim.

Merkel acompanhava absorta o discurso, enquanto Francisco citava os "fundadores" da Europa e, em particular, o seu grande antecessor: "Sem capacidade de integração, as palavras pronunciadas por Konrad Adenauer no passado ressoarão hoje como profecia de futuro: 'O futuro do Ocidente não está tão ameaçado pela tensão política, mas sim pelo perigo da massificação, da uniformidade do pensamento e do sentimento; em suma, de todo o sistema de vida, da fuga da responsabilidade, com a única preocupação com o próprio eu'".

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