Paraguai. Cinco policiais mortos pela guerrilha

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Por: Jonas | 21 Julho 2015

Familiares dos policiais que foram mortos pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), nesta semana, manifestaram-se, hoje, no centro de Assunção para exigir a renúncia do ministro do Interior, Francisco de Vargas, após a morte, na sexta-feira, de três agentes e de outros dois no último domingo.

A reportagem é publicada por Página/12, 19-07-2015. A tradução é do Cepat.

Cerca de cem pessoas marcharam pelo ‘casco antiguo’ da capital paraguaia, convocados por familiares de policiais tombados e de agentes aposentados, e acompanhados de vários legisladores da oposição, para pedir a renúncia de Vargas, assim como a libertação de Edelio Morinigo, um policial sequestrado pelo EPP, há um ano. Os participantes, reunidos em frente ao Panteão dos Heróis de Assunção, também protestaram contra o presidente paraguaio, Horacio Cartes, por causa das 29 vítimas civis, policiais e militares que morreram nas mãos do grupo armado, durante seus dois anos de mandato.

As faixas e cartazes também eram contra o comandante da Polícia Nacional, Créspulo Sotelo. “Comandante inútil, deixem de lado seus interesses e façam algo para que não morram mais policiais”, dizia um, carregado por uma mulher. “A vida de nossos familiares não vale 500.000 guaranis”, dizia outro cartaz.

Na sexta-feira, três policiais foram encontrados mortos por disparos e sua caminhonete incendiada em uma estrada rural, em um local situado a 250 quilômetros ao norte de Assunção. Os três homens foram encontrados estendidos no chão, perto de seu veículo em chamas, que havia sido baleado com mais de cem disparos.

Os mortos circulavam na colônia Yaguaretá Forest, um local que pertence ao distrito de Santa Rosa del Aguaray, departamento de San Pedro, após ter recebido um pedido de ajuda. O fato ocorreu a menos de 25 quilômetros do local onde outros dois policiais foram baleados no último domingo. San Pedro é, junto com Concepción e Amambay, um dos três departamentos do centro e nordeste do país, onde o governo afirma que o EPP tem suas “zonas de influência”.

É uma das regiões de tradição camponesa mais empobrecidas do país e com menos presença do Estado, próxima da fronteira com o Brasil, onde também fica a rota que movimenta 80% das 30.000 toneladas de maconha que os narcotraficantes produzem no Paraguai.

Pelo menos doze supostos guerrilheiros foram abatidos pela Força de Tarefas Conjuntas (FTC), que também sofreu meia dúzia de baixas.

Vargas, o ministro do Interior, havia atribuído ao EPP o assassinato dos três policiais. “Estão procurando fugir de onde a Força de Tarefas Conjuntas (FTC) tem maior presença. O modus operandi é buscar os lugares mais vulneráveis e os postos policiais que estão mais desprotegidos”, declarou Vargas em uma coletiva de imprensa, pouco depois do atentado. “Esta escalada de ataques, esta reação, obedece a uma ação clara do governo na zona de influência, não devemos perder isto de vista, ainda que os resultados não estejam à altura do que desejamos”, disse.

O primeiro ataque do EPP, durante o mandato de Cartes, ocorreu dois dias após seu juramento do cargo, no dia 17 de agosto, e nele morreram cinco guardas de segurança de uma fazenda de gado, de propriedade brasileira, em Tacuatá, na fronteira do departamento de San Pedro com o de Concepción. Um deles também era um policial em atividade. Poucos dias depois, o governo conseguiu que fossem aprovadas emendas à Lei de Defesa Nacional para enviar, de imediato, forças militares à região onde supostamente este grupo opera. Deste então, Cartes criou a Força de Tarefas Conjuntas, com policiais, militares e agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), localizados na fronteira dos três departamentos. Ao menos doze possíveis guerrilheiros foram abatidos pela FTC, que também sofreu meia dúzia de baixas.

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