Vaticano denuncia o “desmatamento sem controle” que coloca em risco 30 milhões de pessoas na Amazônia

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Por: Jonas | 04 Março 2015

O presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, alertou que está em risco a sobrevivência de 30 milhões de pessoas na Amazônia, a floresta tropical mais extensa do mundo, que compreende seis milhões de quilômetros quadrados, caso continuem a contaminação por parte das grandes empresas e o desmatamento “sem controle”.

 
Fonte: http://goo.gl/TlbXsW  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 02-03-2015. A tradução é do Cepat.

“O que está em jogo é a defesa da vida de várias comunidades que, no total, representam mais de 30 milhões de pessoas”, disse o cardeal africano em uma coletiva de imprensa no Vaticano, na qual foi apresentado o projeto da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).

Turkson reivindicou a proteção da Amazônia e das comunidades indígenas que vivem ali e que estão ameaçadas “pela contaminação, pela radical e rápida mudança do ecossistema do qual dependem e pela falta de proteção dos direitos humanos fundamentais”.

Neste sentido, criticou que “o desmatamento” avance “sem controle” e que se iniciem “os projetos de mineração e de agricultura intensiva, sem consultar, nem envolver as populações locais da Amazônia, no respeito de sua dignidade”.

Por sua parte, o presidente da Cáritas, Michel Roy, pediu para proteger a Amazônia da pilhagem e da atividade de empresas mineradoras, petroleiras e de gás.

O arcebispo de Huancayo (Peru) e presidente do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano, Pedro Ricardo Barreto, criticou “os grandes projetos extrativos, as monoculturas e a mudança climática” que “colocam em grave risco suas terras e o entorno natural”.

“A Amazônia é um território devastado e ameaçado pelas concessões dos Estados às corporações transnacionais”, lamentou. Por outro lado, alertou sobre a “alta incidência de secas na Amazônia”. Algo que, segundo disse, “não se pensava que fosse possível e que hoje está sendo experimentado com grande força”.

“Os Estados priorizam o crescimento econômico e as políticas sociais que favorecem a exploração dos recursos naturais como urgência nacional”, comentou a respeito.

A Amazônia é compartilhada por Guiana, Suriname e Guiana Francesa (0,15%), Venezuela (1%), Equador (2%), Colômbia (6%), Bolívia (11%), Peru (13%) e Brasil (67%). A “Rede Eclesial Pan-Amazônica” (REPAM), organizada pelo Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM (DEJUSOL) e pela Comissão Episcopal para a Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi criada em setembro de 2014.

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