Novo arcebispo de Sydney promete limpar registro da Igreja sobre abusos

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17 Novembro 2014

archbishop-fisherO bioeticista dominicano Anthony Fisher (foto), que foi empossado como arcebispo de Sydney na quarta-feira, prometeu melhorar o registro da Igreja com relação à proteção de menores e pediu desculpas pelos abusos sexuais cometidos pelo clero.

A reportagem é de Abigail Frymann Rouch e Mark Brolly, publicada pela revista inglesa The Tablet, 13-11-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Em sua homilia durante a missa de instalação na lotada Catedral de St Mary, Dom Fisher falou das experiências "angustiantes" das vítimas, dos "atos vergonhosos de alguns clérigos" e das "falhas graves de alguns líderes" para responder aos casos.

O prelado de 54 anos disse que reza para que a Igreja possa "emergir mais humilde, mais compassiva e espiritualmente regenerada depois desse período de escrutínio público" e pediu aos católicos que estão desiludidos para voltar e "ajudar-nos a ser uma Igreja melhor".

A Igreja Católica na Austrália está participando de uma Comissão Real sobre o abuso sexual infantil institucional, e também houve investigações a nível estadual de casos históricos de abuso por parte de organizações religiosas.

O arcebispo Fisher, que liderou a diocese de Parramatta por quatro anos, sucede o cardeal George Pell, que foi transferido de Sydney no início deste ano para se tornar prefeito do novo Secretariato de Economia do Vaticano.

Ele também descreveu o cristianismo, o islamismo e o secularismo como as "três grandes ideias que moldam a alma humana em nossa época", observando que elas às vezes colidem. O respeito pela liberdade religiosa foi sempre um dos pontos fortes da Austrália, disse ele, acrescentando que a riqueza, a coesão e a paz do país são fruto de sua herança judaico-cristã, "embora essa seja muitas vezes subestimada".

Fisher, que tem graduação em história, direito, teologia e bioética, fez um discurso de despedida aos líderes comunitários em Parramatta antes de sua instalação.

Nele, alertou os australianos a serem vigilantes com relação a separação entre Igreja e Estado e contra o totalitarismo religioso e secular.

Referindo-se ao assim chamado Estado Islâmico (ISIL), o arcebispo eleito Fisher disse que o ISIL "é um exemplo de fé ... que usa ou é usada para obter controle através da violência e assim estabelecer uma teocracia".

Ele também expressou preocupação com "um laicismo totalitário ou 'ateocracia' que, de igual modo, visa banir todos aqueles com quem não concorda", e deu como exemplos os "países comunistas que proíbem ou limitam radicalmente o culto, a educação e a prática religiosa; ou o secularismo cada vez mais intolerante de alguns países ocidentais".

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