Bispo luterano será o próximo ministro da Casa Civil da Costa Rica

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Por: André | 25 Abril 2014

O presidente eleito da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, confirmou que o bispo da Igreja luterana costarriquense, Melvin Jiménez (foto), será o ministro da Casa Civil, embora o artigo 142 da Constituição estipule que os ministros devem ser seculares. O chefe de Estado eleito explicou que a decisão não entra em contradição com as normas constitucionais, pois esta lei só pode ser aplicada aos sacerdotes católicos, já que a Carta Magna em seu artigo 75 estabelece esta confissão como religião oficial do Estado.

 
Fonte: http://bit.ly/1jXB6cy  

A reportagem é publicada por InfoCatólica, 24-04-2014. A tradução é de André Langer.

Jiménez não é apenas o primeiro bispo luterano ministro da Costa Rica, mas, além disso, foi assessor e peça importante na campanha eleitoral que levou Solís à Presidência do país em 06 de abril passado. O clérigo protestante exercerá seu novo cargo como ministro sem perder seu título eclesiástico, mas pedirá uma permissão especial à sua comunhão eclesial para não exercer o ministério durante a atual administração.

Solís argumentou que sua decisão vai além da sua afinidade com Jiménez, de quem disse possuir “atitudes” para interagir com os setores econômicos e sociais do país centroamericano, além da influência que possa ter entre a comunidade religiosa.

A nomeação de Jiménez como ministro não levantou polêmica apenas por sua possível incompatibilidade com a Constituição, mas também pela suposta “discriminação” que possa representar para os católicos uma semelhante decisão.

A Igreja católica não se pronunciará

Embora esta decisão tenha sido comentada em alguns círculos do catolicismo costarriquense, a reação da Conferência dos Bispos da Costa Rica será cautelosa, de acordo com o vigário da Comunicação da Diocese da Província de Alajuela, Sixto Varela, pois “não se pronunciará”.

A opinião dos católicos é compartilhada por alguns especialistas e advogados constitucionais costarriquenses que também acreditam que a medida seja “discriminatória”, ao mesmo tempo que consideram equivocada a interpretação de Solís, pois a Constituição busca “evitar a ingerência excessiva do clero em assuntos políticos”.

Por outro lado, e em consonância com a decisão do novo presidente do país, algumas parcelas da oposição consideram que a “norma constitucional é um limite que se aplica exclusivamente ao clero católico”. Essa é a opinião do futuro deputado do Partido Libertação Nacional (PLN), Rolando González.

González, que foi chefe da campanha do candidato à presidência pelo PLN, Johnny Araya, explicou que esse artigo da Constituição foi escrito em 1949 baseando-se na Constituição anterior, de 1871, quando o debate era entre os liberais e os conservadores afins aos católicos, razão pela qual esta norma faz alusão a eles, como explicou o jornal costarriquense La Nación.

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