Eleições em El Salvador. Frente Farabundo Martí em vantagem

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Por: Jonas | 31 Janeiro 2014

Os dois principais candidatos presidenciais de El Salvador, o governista Salvador Sánchez Cerén e o opositor Norman Quijano, mostraram-se confiantes na vitória, na véspera da finalização oficial da campanha, com vistas nas eleições de domingo. Sánchez Cerén, da governista Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN, esquerda), e Quijano, da Aliança Republicana Nacionalista (Arena, direita), completaram o seu penúltimo dia campanha. O candidato da FMLN, também vice-presidente salvadorenho, em uma entrevista para Rádio Maya Visión, reafirmou que não tem nenhuma dúvida da vitória, no dia 2 de fevereiro, e que vencerá Quijano no primeiro turno. Além disso, sustentou que os salvadorenhos têm clareza que na disputa eleitoral só há uma opção (a sua) de mudança e de continuidade da gestão do atual governo da FMLN, presidida por Mauricio Funes.

A reportagem é publicada por Página/12, 30-01-2014. A tradução é do Cepat.

Nessa semana, organizações juvenis salvadorenhas aderiram a candidatura da FMLN, como parte das últimas ações de campanha do governista. De sua parte, o opositor Quijano também disse aos jornalistas que está seguro de sua vitória e, inclusive, adiantou que já escolheu “a melhor equipe de governo na história do país” para enfrentar a grave crise de insegurança, pobreza e desemprego que El Salvador enfrenta.

Quijano destacou que ele e seu partido estão lutando contra todo o aparato do Estado, controlado pela FMLN, e pediu aos salvadorenhos que não se deixem amedrontar por ninguém ao votarem. Entre outras atividades, Quijano se reuniu na capital salvadorenha com equipes de “defesa do voto” de seu partido, ao mesmo tempo em que seu companheiro na disputa, René Portillo, encabeçou um ato de campanha no departamento ocidental de Ahuachapán.

Coincidindo com o último dia de campanha eleitoral, Quijano encerrou seu trabalho, ontem, com uma concentração na capital salvadorenha. Sánchez Cerén realizou um comício em Soyapango, localizada a uns seis quilômetros ao leste de San Salvador, embora tenha encerrado oficialmente sua campanha na capital, no sábado passado.

Cinco candidatos participarão das eleições no dia 2 de fevereiro, mas a disputa está centrada em Sánchez Cerén e Quijano. As pesquisas dão vantagem a Sánchez Cerén, mas pode ser que haja um segundo turno, pois nenhum alcançaria a metade mais um dos votos. Um total de 4.955.107 eleitores deve votar e eleger o novo presidente de El Salvador para o período 2014-2019.

Por outro lado, o ex-presidente salvadorenho Francisco Flores, que governou El Salvador entre 1999 e 2004 e cuja gestão é recordada por haver imposto o dólar estadunidense como moeda nacional, está sendo investigado por supostos casos de corrupção que podem levá-lo a prisão por várias décadas.

Flores, investigado pelo destino de fundos milionários doados por Taiwan durante sua gestão, tentou sair às escondidas por via terrestre, revelou anteontem o presidente salvadorenho Mauricio Funes. O ex-mandatário é na atualidade o máximo assessor da campanha do candidato presidencial Quijano, que devido às múltiplas denúncias sobre o caso citado, experimentou uma sensível queda nas simpatias políticas de cara às eleições de domingo.

Flores é acusado de ter recebido uma milionária doação do governo de Taiwan, que teria obtido em cheques pessoais, sem ser reportadas à fazenda nacional, nem ser auditadas pelas controladorias públicas. O presidente Funes, da governista Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), denunciou que Flores tentou sair do país através da fronteiriça La Hachadura, mas quando um empregado da Migração notou movimentos estranhos no veículo, impediu sua saída.

O chefe de Estado afirmou que Flores “queria sair do país para evadir a Justiça” sem se reportar a Migração como exigem as normas, assinalou a agência Prensa Latina. O ex-presidente é investigado por duas instâncias estatais: uma comissão ad hoc da Assembleia Legislativa e pela Promotoria Geral da República, que tentam averiguar o paradeiro de ao menos dez milhões de dólares que o então presidente recebeu do governo de Taiwan para diferentes projetos e programas oficiais, mas que não entraram no cofre.

Para assombro dos deputados que o investigam, no dia 7 de janeiro, Flores concordou que recebeu cheques pessoais em seu nome na qualidade de “cooperação não tradicional” de parte de governantes taiwaneses. E, inclusive, afirmou: “Recebemos 10, 15 ou 20 milhões de dólares”.

Anteontem, a comissão parlamentar recebeu novamente Flores para voltar a interrogá-lo pelo paradeiro das milionárias doações e o ex-mandatário repetiu três conceitos básicos: “Não depositei cheques de Taiwan em nenhuma conta; não me apropriei de dinheiro de Taiwan e o dinheiro doado foi entregue integralmente a seus destinatários”.

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