Luz verde para o episcopado rosa no País de Gales

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18 Setembro 2013

É uma decisão histórica a que emergiu das urnas no dia 13 de setembro, na reunião dos responsáveis da Igreja Anglicana do País de Gales: permitir a ordenação episcopal a mulheres. E também foi grande a satisfação dos promotores de uma proposta, rejeitada ainda em 2008, e aprovada com algumas modificações, que alinha a Igreja às "irmãs" da Escócia e da Irlanda.

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 14-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depois de um intenso debate que durou várias horas e da aprovação de uma emenda introduzida especificamente (sob a proposta do arquidiácono de Llandaff, Peggy Jackson, e do pastor Canon Jenny Wigley) para aqueles que, em consciência, se declaravam contra a autoridade de uma bispa, a votação expressou um veredito favorável: em um ano, as reverendas da Igreja do País de Gales poderão ser eleitas bispas.

Uma escolha que acaba deixando de lado a Igreja da Inglaterra, a única que recentemente negou de novo a ordenação episcopal feminina, mas um olhar para as cédulas dos eleitores assinala uma significativa consonância: se os bispos aprovaram por unanimidade e o clero se manifestou com 37 "sim" e 10 "não", mais uma vez foram os leigos (já responsáveis pela "stop" da Igreja inglesa) os mais indecisos: 57 "sim", 14 "não" e 2 abstenções.

Até hoje, são 33 as bispas da Comunhão Anglicana.

A última em ordem de tempo a ser eleita é a inglesa Helen-Ann Hartley, que se tornará bispa de Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia, nos primeiros meses de 2014.

Com a decisão do dia 13 de setembro, o País de Gales também se alinha às Igrejas de Bangladesh, Brasil, América Central, Hong Kong, Japão, México, Índia do Norte, Filipinas, Sudão e Uganda, todas províncias onde é permitida a ordenação feminina, embora se, depois, de fato, elas ainda não tenha sido eleitas.

Mulheres bispas estão presentes, por sua vez, na Nova Zelândia e Polinésia, Austrália, África do Sul (a decisão é do Sínodo de 1992, mas a primeira foi eleita no ano passado), Islândia (desde 2012), Canadá, Estados Unidos e Cuba. A bispa norte-americana Barbara Clementine Harris – nascida em 1930, ex-bispa de Massachusetts de 1989 a 2003 e depois bispa auxiliar de Washington até 2007 (graças ao seu mandato, ocorreram a Marcha de Alabama ao lado de Martin Luther King Jr. e uma longa militância pelos direitos civis) –, é a primeira bispa da Igreja Episcopal.

O primaz da Igreja da Inglaterra, Justin Welby, nunca fez mistério sobre a sua aprovação a uma escolha em favor do episcopado feminino e, apesar do voto negativo que estende muito os tempos de uma reviravolta, ele conseguiu reabrir a discussão no próximo outono europeu, apesar das fortes reservas dos tradicionalistas, em cujas fileiras há vários leigos.

Grande é a diferença com a Igreja Luterana dos EUA, que há apenas um mês até elegeu uma mulher para a presidência da federação (ELCA): Elizabeth Eaton, de 58 anos, bispa de Cleveland, foi eleita com 600 votos, derrotando o presidente cessante, mas, na disputa de quatro candidatos, as bispas eram três. E, para marcar outra diferença, em maio passado, a Igreja dos EUA elegeu o primeiro bispo homossexual entre os 65 no cargo.

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