''Os católicos podem aprender a sinodalidade com os irmãos ortodoxos''

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01 Julho 2013

O diálogo entre os cristãos não deve ser um exercício meramente teórico, nem deve se limitar a uma troca de informações para conhecer melhor uns aos outros, mas deve levar à capacidade de "aprender" uns com os outros, especialmente sobre as questões espinhosas da autoridade e do governo da Igreja.

A reportagem é de Alessandro Speciale, publicada no sítio Vatican Insider, 28-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Para o Papa Francisco – que se encontrou na manhã dessa sexta-feira com a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que foi a Roma, como de costume, para a festa de São Pedro e São Paulo no dia 29 de junho –, isso significa, para os católicos, acima de tudo, a possibilidade de aprender mais com os irmãos ortodoxos sobre o "sentido da colegialidade episcopal" e sobre a "tradição da sinodalidade, tão típica das Igrejas Ortodoxas". "Estou confiante de que o esforço de reflexão comum, tão complexo e laborioso, dará frutos a seu tempo", acrescentou.

São questões que o papa já havia destacado durante o seu encontro com a cúpula do Sínodo dos Bispos e que, há anos, estão no centro dos trabalhos da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas. O presidente da comissão da parte ortodoxa, o Metropolita Ioannis Zizioulas, de Pérgamo, lidera a delegação do Patriarcado de Constantinopla em Roma nestes dias.

Em 2007, o trabalho da Comissão Mista levou à assinatura do Documento de Ravenna, em que, pela primeira vez depois de mil anos, cristãos de Oriente e de Ocidente esboçaram uma posição comum sobre a relação entre os bispos, o seu "protos" ou primeiro – ou seja, o papa, bispo de Roma – e sobre os poderes e a autoridade deste último sobre todos os cristãos.

Em estudo, está agora a análise de como efetivamente se articulou o "primado" do bispo de Roma nos primeiros séculos da história cristã, antes da ruptura entre Oriente e Ocidente. E entre os ortodoxos certamente não passou despercebido que Francisco falou de si mesmo como bispo de Roma logo depois da sua eleição.

Na manhã dessa sexta-feira, o papa lembrou o trabalho da comissão sobre o "delicado tema da relação teológica e eclesiológica entre primado e sinodalidade na vida da Igreja". "É significativo – observou – que hoje consigamos refletir juntos, na verdade e na caridade, sobre essas temáticas, começando pelo que nos reúne, sem, contudo, esconder o que ainda nos separa".

No seu discurso, o Papa Bergoglio recomendou que o diálogo entre católicos e ortodoxos não ocorra sob a insígnia do "minimalismo teológico", que visa simplesmente a alcançar um "compromisso" por baixo, mas que leve ao "aprofundamento da única verdade que Cristo deu à sua Igreja e que nunca cessamos de compreender melhor movidos pelo Espírito Santo".

"Por isso – acrescentou –, não devemos ter medo do encontro e do verdadeiro diálogo. Ele não nos afasta da verdade; ao contrário, através de uma troca de dons, conduz-nos, sob a orientação do Espírito da verdade, a toda a verdade".

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