‘O que vimos foi aterrador’, diz parlamentar sobre exploração sexual no Pará

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Por: Cesar Sanson | 27 Fevereiro 2013

Os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e José Augusto Maia (PTB-PE), que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caso de exploração sexual em Vitória do Xingu e de tráfico de perto próximo ao canteiro de obras da usina de Belo Monte, no Pará, irão avaliar o conteúdo dos depoimentos das quatro pessoas que foram presas suspeitas aliciar jovens para a prostituição no Pará.

A reportagem é do portal G1 do Pará, 26-02-2013.

Os depoimentos foram colhidos na noite da última segunda-feira (25) na sede da Delegacia Geral de Polícia, em Belém, pelos parlamentares e pela delegada-geral adjunta Christiane Lobato, e Simone Edoron, diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil.

“Foram quatro horas de depoimentos gravados. E o que podemos adiantar até agora é que as informações são totalmente contraditórias, não condizem com o teor do que foi denunciado pelas vítimas. Nós precisamos analisar esse material com calma.”, disse o deputado Arnaldo Jordy em entrevista ao G1.

Explicações

De acordo com o parlamentar, o próximo passo da CPI será, a partir das informações prestadas pelos presos, consultar os outros membros da comissão para avançar no processo de investigação, ouvir os esclarecimentos da Norte Energia e do Consórcio Construtor Belo Monte, para, ao final, pedir o indiciamento de todos os envolvidos no caso.

“A avaliação preliminar que pode ser feita é que o tráfico de pessoas está caracterizado de fato. Mas precisamos ainda buscar esclarecimentos com a Norte Energia e o CCBM porque não acreditamos que eles ignorem uma situação grave como essa ou pior, que isso esteja acontecendo tendo a conivência deles”, esclareceu Jordy.

Ainda segundo Jordy, após a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Altamira, no sudoeste paraense, na manhã da última segunda-feira (26), os deputados visitaram, pela tarde, as instalações do canteiro de obras de Belo Monte e lá constataram a existência de uma boate. “O que vimos foi aterrador: quartos que eram verdadeiros cubículos sem janelas, um calor infernal, portas com fechaduras que abriam apenas pelo lado de fora, condições inóspitas e totalmente degradantes para a vida humana”, revelou o deputado.

A equipe de reportagem do G1 entrou em contato com a assessoria do CCBM, que, em nota, disse que o imóvel citado pelos parlamentares funcionaria em uma chácara na zona rural daquele município, em terreno particular de propriedade desconhecida e distante cerca de 20 km do canteiro de obras mais próximo.

Ainda de acordo com o consórcio construtor, nenhuma das áreas localizadas no perímetro mencionado seria de titularidade da Norte Energia e, portanto, de sua responsabilidade. A Norte Energia só seria responsável pelas áreas efetivamente adquiridas.

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