Uso constante de termelétricas divide o governo

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Por: Cesar Sanson | 14 Janeiro 2013

Mudança no sistema aumentaria o custo da eletricidade e a emissão de poluentes. Mas não é consenso nem no Ministério de Minas e Energia.

A reportagem é de Fernando Jasper e publicada pela Gazeta do Povo, 13-01-2012.

Ao mesmo tempo em que descarta a hipótese de racionamento, o governo federal estuda promover uma mudança radical no setor elétrico, com o objetivo de reduzir o risco de desabastecimento no médio e longo prazo.

O plano é colocar as usinas termelétricas a carvão e a gás natural na base do sistema, funcionando o tempo todo, e não apenas em caso de emergência. Se a ideia for levada adiante, o custo da energia e a emissão de poluentes vão subir. Mas a medida, polêmica, tem críticos dentro do próprio Ministério de Minas e Energia (MME).

No modelo atual, baseado na geração hidráulica, as térmicas funcionam como um seguro: a maioria é acionada só quando a falta de chuva reduz muito os reservatórios. O raciocínio de parte do governo é que a geração termelétrica constante abriria espaço para uma “poupança” maior de água, reduzindo as chances de situações críticas como a que o sistema enfrenta hoje. Ultimamente as térmicas têm respondido por quase 20% da geração de energia, quatro vezes mais que o normal.

A proposta de adoção de um sistema assumidamente “hidrotérmico” foi revelada na quinta-feira pelo secretário de planejamento do MME, Altino Ventura Filho, em entrevista ao jornal Valor. Ela tem a simpatia de alguns executivos e especialistas do setor elétrico porque, em tese, incluir as térmicas na base compensaria o descasamento entre o consumo de energia e a capacidade do país de armazenar água.

Reportagem publicada pela Gazeta do Povo na semana passada mostrou que, em dez anos, o consumo aumentou 60%, mas a quantidade de energia armazenável nas represas do país subiu menos, cerca de 20% – e deve crescer apenas 5% na próxima década, segundo projeção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Sem consenso

O plano do MME ganha contornos de medida desesperada porque só veio à tona em meio ao delicado momento que o setor atravessa. E não é consenso nem no ministério. Ao menos publicamente, a EPE – estatal ligada ao MME que tem a função de planejar o futuro do setor – nunca cogitou abandonar o modelo tradicional.

O mais recente Plano Decenal de Energia (PDE) da EPE, relativo ao período 2012-2021, afirma que “a expectativa de geração termelétrica neste horizonte (...) retrata apenas os despachos realizados para atendimento energético, ou seja, quando estas usinas entram em operação por solicitação do ONS [operador do sistema]”.

O diretor de estudos da EPE, José Carlos de Miranda Farias, também contrariou o secretário do MME. “Não existe estudo no sentido de colocar as térmicas sempre operando na base. Esse não é um critério econômico de planejamento”, disse Farias à agência Reuters. Segundo ele, a EPE mantém o plano de expansão com foco em hidrelétricas e fontes alternativas, como eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

 

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