Governo chinês censura informações sobre morte de crianças encontradas no lixo em Guizhou

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10 Janeiro 2013

Desde a descoberta dos corpos de cinco garotos na província de Guizhou da China em meados de novembro, as autoridades chinesas procuram evitar atenção para o caso. A reportagem do "Spiegel" sobre as mortes também foi prejudicada.

No dia 15 de novembro de 2012, sete homens subiram ao palco no Grande Salão do Povo em Pequim. Um deles aproximou-se do pódio decorado com flores, diante das câmeras e microfones. O Partido Comunista acabara de nomeá-lo secretário-geral, disse ele, e "a pesada responsabilidade" de governar a China agora descansava sobre seus ombros e dos seis outros homens.

A reportagem é de Bernhard Zand, publicada na revista Der Spiegel e reproduzida pelo Portal Uol, 08-01-2013.

A aparência de Xi Jiping, nomeado líder do país, surpreendeu a maior parte dos correspondentes internacionais. Ele pediu desculpas pelo atraso antes de começar a elogiar os "amigos da imprensa" por serem tão "dedicados, profissionais e trabalhadores".

Era uma mensagem incomum em um país no qual jornalistas trabalham em condições difíceis. Um repórter da rede de notícias Al-Jazeera foi forçado a deixar o país em maio, e as autoridades chinesas bloquearam o acesso ao site da agência de notícias de negócios Bloomberg em junho e o do "New York Times" em outubro. Em agosto, os correspondentes das publicações alemãs na China pediram à chanceler Angela Merkel que pressionasse os chineses para que melhorassem as condições de trabalho dos jornalistas estrangeiros no país.

Muitos repórteres chineses também ficaram impressionados com o discurso de Xi, que diferiu dos discursos de seus predecessores. "Nosso povo tem grande entusiasmo pela vida", disse ele entre outras coisas. "Eles desejam que seus filhos cresçam melhor, trabalhem melhor e vivam melhor".

Província empobrecida

Naquele dia 15 de novembro, a cidade de Bijie, a cerca de 1.800 km a sudeste de Pequim, estava coberta pelo nevoeiro denso e frio famoso de Guizhou, uma das províncias mais pobres da China. À tarde, começou a chuviscar, e a temperatura caiu para 6º C, o dia mais frio daquele outono.

Um pedestre notou cinco meninos jogando futebol na calçada ao longo de Huandong Lu, uma rua ampla no subúrbio da cidade. As crianças, entre 9 e 13, estavam matando aula e estavam brincando no bairro há dias. Elas vestiam "parkas" imundas e calças de algodão leves, e uma delas não tinha meias. Elas passavam os dias em uma passagem subterrânea, na entrada de uma universidade local, pedindo dinheiro aos estudantes; à noite, dormiam em uma cabana improvisada de lona e detritos em um canteiro de obras.

Mas a noite do dia 15 de novembro estava tão fria que os meninos tiveram outra ideia. Eles subiram em uma das cinco lixeiras, cada uma de cerca de dois metros por um metro, ao lado da rua. Aí acenderam um fogo na lixeira e fecharam as quatro tampas por dentro.

Às 7h30 da manhã do dia seguinte, Sun Qingying, responsável pela coleta do lixo, abriu uma das tampas. Ela tem 83 anos, vive com o marido em uma cabana do outro lado da rua e começava seu trabalho diário, como sempre, nas cinco lixeiras na Huandong Lu. Ela tirou alguns pedaços de carvão da primeira lixeira e duas garrafas de plástico da segunda. Quando abriu a terceira, inicialmente foi confrontada com um cheiro acre de fogo, e depois reconheceu as cinco crianças sem vida deitadas lado a lado. Uma delas tinha espuma branca saindo da boca e do nariz. Ela tentou reanimar as crianças com um pau, mas elas não se mexeram. "Estão mortos! Estão mortos!", gritou. Um transeunte chamou a polícia.

Poucas horas depois, Li Yuanlong, 52, estava em pé em um ponto de ônibus em Bijie, onde ouviu duas outras pessoas dizendo que as cinco crianças tinham sido encontradas em uma lixeira perto da universidade.

Quando trabalhava como jornalista para o jornal estatal "Bijie Daily", Li escreveu uma série de reportagens sobre corrupção e abuso de poder que o deixou em maus lençóis com o governo local e distrital. Ele estava determinado a investigar a história que tinha acabado de ouvir. Em certa altura nos últimos anos, houve um momento em que Li sentiu que a conexão interna com seu país estava sendo destruída. Em 2005, depois de escrever um ensaio chamado "Como a pessoa se torna americano em espírito", ele foi processado e sentenciado a dois anos de prisão. Ele cumpriu toda a pena, grande parte dela em confinamento solitário.

Depois de ser liberado, Li vendeu seu apartamento e usou o dinheiro para pedir um visto americano para seu filho, Muzi. Para sua surpresa, o visto foi emitido, e hoje Muzi estuda em uma faculdade em Ohio.

Mortes chocam a China

Li começou a pesquisar a história no dia 16 de novembro, no dia que os cinco garotos foram achados. Ele postou sua primeira reportagem na Internet na manhã seguinte, mas ninguém pareceu notar. Li continuou com sua pesquisa, fazendo telefonemas e entrevistando vizinhos e pedestres em Huandong Lu. No dia 18 de novembro, ele postou na Internet uma segunda reportagem detalhada.

Desta vez, a reação foi imediata e intensa. Horas depois, a reportagem de Li era a história mais lida e mais comentada na Internet na China. "Não acredito que algo assim aconteça na China hoje", escreveu uma pessoa. "Onde estão as autoridades que deveriam estar lidando com esses casos, e onde estão os pais?", observou outro leitor: "Mesmo se você morre em uma lixeira, você não é lixo". Por fim, uma terceira pessoa escreveu: "Descansem em paz. Não reencarnem na China".

O que foi tão chocante para os chineses, não foi apenas a morte dessas crianças. A tragédia de Bijie lembrou muitas histórias que ouviram na escola: o conto de fadas de Hans Christian Andersen "A menina dos fósforos", no qual uma menininha congela e morre na rua enquanto a burguesia passa sem prestar atenção.

"Capitalistas atrozes!", escreveu um blogueiro lembrando a história de Andersen. "Fomos educados assim ". Outro perguntou: "Por que esse senso de superioridade sobre nosso sistema?"

A reportagem do jornalista desempregado Li criou tanta pressão que a mídia oficial finalmente apresentou uma história. No dia 19 de novembro, a rede de televisão estatal Cctv contatou Li e pediu para ele que encontrasse a lixeira. No dia 20 de novembro, Dia Universal das Crianças, a agência estatal de notícias de Xinhua publicou uma reportagem que apontava as contradições entre as mortes das cinco crianças e as palavras de Xi.

Hoje, as autoridades em Bijie divulgaram os nomes dos meninos mortos: Zhonglin, 13, Zhongjing e Chong, 12, Zhonghong, 11 e Bo, 9, todos com o mesmo sobrenome, Tao. Eram primos, filhos de três irmãos, dois dos quais eram trabalhadores migrantes na próspera cidade de Shenzhen, perto de Hong Kong. Os meninos haviam sido deixados sob os cuidados do terceiro irmão, que estava tendo dificuldades para sobreviver na aldeia muito pobre onde morava. As condições eram tão ruins que os meninos tinham fugido. A cidade de Bijie também demitiu ou suspendeu oito funcionários, inclusive o diretor da escola de ensino fundamental onde as crianças estudavam e onde não eram vistas há semanas.

Mas as crianças não foram as únicas vitimas. Quando Li estava fazendo sua pesquisa para a Cctv, membros da segurança do governo estacionaram suas minivans na rua de Li e bateram em sua porta. Eles disseram que as coisas tinham ido longe demais, que o caso tinha sido resolvido e que ele deveria deletar seus blogs e parar de trabalhar na história. Li recusou-se. Então eles pegaram Li e sua mulher, botaram-nos em um carro, levaram-nos para a capital da província Guiyang e os enviaram de avião para Haikou ou Hainan, uma ilha no mar do Sul da China.

Quando alguém reconheceu o dissidente famoso na ilha, duas autoridades o arrastaram para outra cidade. Elas disseram a Li que as autoridades de fato tinham considerado dar-lhe um passaporte depois do 18º Congresso do Partido, para que pudesse visitar seu filho. Mas isso agora não era mais uma possibilidade, acrescentaram. "Imagine que você não verá seu filho nos próximos 10 anos, talvez pelo resto de sua vida", disseram. As autoridades então o forçaram a escrever um último texto para o blog, dizendo que estava viajando por motivos pessoais para resolver "uma questão de família". Depois disso, a voz de Li foi silenciada, e ele desapareceu do radar por quatro semanas.

"Ninguém prestava atenção neles"

Enquanto isso, o "Spiegel" também tinha começado a pesquisar o caso dos cinco garotos mortos. No final de dezembro, meu colega Wu Dandan e eu viajamos para Bijie. Não sabíamos onde estava Li Yuanlong, mas pouco depois de chegarmos à cidade, conseguimos entrar em contato com ele sem alarmar seus vigilantes. Nós o encontramos em uma esquina e, sem nos cumprimentarmos, o seguimos para seu apartamento, andando a metros de distância. Em seu apartamento, apenas uma sala era aquecida, ainda assim parcamente. Era a sala onde Li mantinha seu computador, ao qual ele tinha amarradas duas bandeirolas, nas cores das bandeiras britânica e americana.

Quando Li nos contou sobre sua prisão, sua pesquisa e seu sequestro, foi com a fúria abafada de um jornalista que tinha sido tantas vezes impedido de contar o que ele sabe. Quando falou sobre seu filho em Ohio, fez uma pausa e engoliu. E quando chegou no ponto da história em que a polícia bateu na sua porta, houve outra batida na porta. Li colocou o dedo na boca, desapareceu por alguns minutos, voltou e disse baixinho: "Era um dos seguranças do bairro. Ele percebeu o movimento". Poucos dias depois da sua volta de Hainan, o então presidente Hu Jintao passou por Bijie. Depois da visita, ele não foi mais tão vigiado quanto antes. Mas isso provavelmente ia mudar de novo.

Ficamos ali até pouco antes de meia noite, e Li tinha recebido inúmeros telefonemas em seu celular. Concordamos em encontrá-lo discretamente no dia seguinte em uma parte movimentada da cidade, perto da passagem subterrânea em que os cinco meninos passavam os dias antes de morrerem.

"Bem ao lado tem uma delegacia de polícia e um prédio da prefeitura’, disse Li. "As autoridades viam as crianças todas as manhãs por três semanas quando chegavam no escritório, mas ninguém prestava atenção neles".

Quando deixamos o apartamento de Li, vimos um homem atrás das escadas, e também vimos uma minivan estacionada na viela escura, as janelas ligeiramente abertas. Quando voltamos para o hotel, havia cinco policiais nos esperando. Eles filmaram nossa chegada, verificaram nossos documentos e depois nos acompanharam até nossos quartos. Eles queriam nos questionar, mas pedimos que esperassem até a manhã seguinte e fomos para um dos dois quartos. Depois de um tempo, os policiais deixaram nosso andar.

Li parecia tenso quando o encontramos brevemente na manhã seguinte. Naquela tarde, ele nos contatou e sugeriu que continuássemos nossa pesquisa sem ele, porque havia seguranças na porta da casa dele e ele achava que só nos causaria problemas.

Intimidação de fontes

Tivemos problemas de qualquer forma. Quando conversamos com os vizinhos e pedestres no local onde os corpos foram encontrados, algumas pessoas de fora intervieram depois de um tempo, instando-os a não falarem conosco e sugerindo que, caso o fizessem, haveria consequências.

Muitos se permitiram ser intimidados, mas alguns não. Mao Hai, aluno de engenharia mecânica de 21 anos, disse que se lembrava bem das crianças. "Estava frio, e eles ficavam sentados nos degraus aqui. Eles não faziam mal a ninguém". Outros, como uma mulher chamada Lu que dirige um restaurante, observaram como a polícia limpou rapidamente o local onde os corpos foram encontrados. Às 8h30, quando os vendedores chegaram às lojas, não havia mais nada para se ver, e as lixeiras foram removidas pouco depois, contou Lu.

Um homem chamado Zhao apresentou-se como vice-diretor do escritório local para estrangeiros e para chineses de além mar. Ele falava inglês e disse que tinha recebido a tarefa de trabalhar conosco. Pedimos a ele que nos deixasse em paz, mas ele continuou a se impor. Quando solicitamos entrevistas com autoridades da prefeitura, da previdência e da autoridade escolar, ele negou, mas disse que poderia arrumar uma viagem para a aldeia de onde os meninos vieram.

A viagem de três horas nos deixou uma forte impressão dos desafios envolvidos no governo da província de Guizhou. As estradas lamacentas estavam cheias de buracos do tamanho de banheiras, e centenas de crianças estavam tremendo no nevoeiro frio. A politica da China de um filho por casal não se aplica às minorias étnicas, muitas das quais moram em Guizhou. Ao mesmo tempo, a região é tão pobre que cerca de 2 milhões de habitantes de Bijie, que tem 7 milhões de habitantes, são forçados a trabalhar nas ricas cidades costeiras, como os pais de quatro dos meninos mortos.

Quando chegamos à aldeia, os vizinhos nos impediram de conversar com a família dos meninos. Não ficou claro para nós se era porque a família não queria nos ver ou se a presença de Zhao e de outros escoltas os intimidou.

Quando voltamos à cidade, um dos policiais do hotel se juntou a nós para jantar. Depois de pedir desculpas pela recepção rude na noite anterior, ele tentou averiguar quais eram nossos planos. Ele também sugeriu que evitássemos falar criticamente demais das condições de Bijie, notando que as críticas são ruins para o investimento na região. Nós continuamos sob observação. Os agentes do governo ficavam sentados no lobby e nos filmavam toda vez que saíamos do hotel.

Na manhã seguinte, as pessoas que planejávamos encontrar subitamente não apareceram. Outros receberam ligações advertindo-as sobre nós enquanto falávamos com elas. Quando Zhao interrompeu uma conversa que estávamos tendo com um morador local, pedi que nos deixasse a sós. Ele respondeu: "Está certo. Mas então vocês não serão mais assunto meu". Nós não entendemos como devíamos interpretar a frase, se era uma promessa ou uma ameaça.

Naquela tarde, chamamos um táxi para a viagem de volta à capital da província, Guiyang. Minutos depois, nosso motorista recebeu um telefonema que ele não quis comentar conosco. A viagem levou seis horas e, quando chegamos, tínhamos perdido nosso voo de volta para Pequim. Decidimos passar a noite em Guiyang. Pegamos outro taxi para a cidade, quando escolhemos ficar no hotel local Kempinski. Depois do check-in, passei as últimas fotos que tinha tirado em Bijie do meu cartão de memória da câmera para o laptop. Fomos jantar no restaurante do hotel perto das 21h.

Equipamento destruído


Quando voltamos, às 22h30, a luz do meu quarto estava acesa, a colcha tinha sido puxada e as cortinas fechadas. Quando liguei minha câmera, notei que meu cartão de memória estava vazio. Meu iPad tinha sido conectado incorretamente à tomada, e não consegui mais ligá-lo. Havia água caindo dos fones de ouvidos e do carregador. Um telefone celular que eu havia deixado no quarto também tinha sido submergido em água. Todos os arquivos do meu computador –e de meu colega- tinham sido deletados. Alguém tinha entrado em nossos quartos quando saímos e destruído nossos aparelhos.

Eu informei à gerência. Depois de meia hora, o gerente veio ao quarto e nos instou a deixar a província de Guizhou e evitar apresentar queixa. Eu me recusei. Em vez disso, fotografei as câmeras de vigilância instaladas no elevador e no corredor. As câmeras cobriam as portas do meu quarto e do meu assistente, o que significa que as pessoas que invadiram nossos quartos devem ter sido gravadas.

Nós demos queixa na manhã seguinte. Os policiais foram amigáveis e cooperativos e, quando falei das câmeras de vigilância, dois deles foram para o hotel conosco e pediram as fitas. O diretor de segurança do hotel e um dos funcionários foram para a sala de vigilância, mas não pudemos ir com eles.

Quando o funcionário voltou, depois de meia hora, ele nos disse que –infelizmente- nada tinha sido gravado entre os dias 26 de dezembro e 30 de dezembro. Eu sugeri que ele verificasse os registros das chaves eletrônicas e ele pediu a um funcionário do hotel que desse a ele os registros. O homem desapareceu por um momento e, quando voltou, disse: "Nosso hotel não mantém tais registros".

Nós voamos de volta para Pequim no domingo, dia 30 de dezembro. Na segunda-feira, dia 31, o "New York Times" informou que Chris Buckley, um de seus correspondentes na China, estava sendo forçado a deixar o país no último dia do ano.

Ouvimos falar pela última vez de Li Yuanlong na quinta-feira. Nós tínhamos pedido a ele que nos enviasse duas fotos que tinham sido gravadas no cartão de memória apagado. Eu tinha salvado outras fotos em um lugar seguro em meu disco rígido. Li nos disse que enviara as fotos e que estava bem.

As fotos, porém, nunca chegaram, e não conseguimos mais falar com Li.

Mantendo a tradição, Zhonglin, Zhongjing, Bo, Chong e Zhonghong foram enterrados sem cerimônia. Os dois pais que vieram de Shenzhen para o funeral já voltaram para a cidade, onde trabalham como garis.

Uma variedade de itens descartados continua jogada no canteiro de obras na rua Huandong Lu, onde as crianças dormiram por três semanas: uma raquete de badminton, uma vassoura quebrada, um pacote de achocolatado vazio, um copo de sorvete sujo.

Pouco antes do final do ano, a autoridade de Bijie responsável pela limpeza da cidade reagiu ao drama das cinco crianças mortas afixando o seguinte aviso em todas as lixeiras: "Estritamente proibido para pessoas e animais. Viole a proibição por risco próprio".

Os blogueiros da China ficaram sem palavras a princípio, mas depois protestaram. Os avisos foram retirados.

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