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09 Setembro 2016

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.


Foto: Arquivo Pessoal | Faustino Teixeira

Se Eu Pudesse Trincar a Terra Toda

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade como a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedo e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

Alberto Caeiro

Fonte: Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992, p. 216 (O guardador de rebanhos, poema XXI).


Imagem: Wikipedia

Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa): Personagem ficcional de Fernando Pessoa ligado à natureza, que desconsiderava o pensamento filosófico. Um poeta "simples", que considerava a "sensação como única realidade", sempre em busca de um "objetivismo absoluto". 

Fernando Antônio Nogueira Pessoa (1988 - 1935): Escritor, astrólogo, crítico literário, filósofo e comentarista político português. O mais famoso poeta português teve seu trabalho marcado pela criação de heterônimos, que eram personalidades poéticas completas, "com identidades que, em princípio falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifestação artística própria e diversa do autor original". É autor de muitos livros e poemas, entre eles, O Guardador de Rebanhos (1925), Mensagem (1934), Poemas de Alberto Caeiro (1946), Poemas Dramáticos (1952), O EU profundo e os outros eus (1974) e Livro do Desassossego (1984).

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