Retiro do Advento: Semana Introdutória. 'Na mística da Encarnação'

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26 Novembro 2018

O 'Retiro do Advento: 'Na mística da Encarnação' é uma proposta de Exercícios Espirituais para rezar diariamente ao longo das quatro semanas do Tempo do Advento. O material é preparado pelo padre Luís Renato Carvalho de Oliveira, e disponibilizado no sítio jesuitasbrasil.com.

Eis o roteiro para a Semana Introdutória do Advento.

O Sagrado Tempo do Advento que vamos iniciar, como uma pessoa que fala, assim nos exorta: “Levantem a cabeça e olhem para cima. Está próxima a libertação. Vejam o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória. Descendentes de Davi, ele vem fazer valer a lei e a justiça na terra. Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante. Estejam atentos e rezem para poder ficar de pé diante do Filho do Homem, quando ele vier com todos os seus santos. Cuidado! Que seus corações não estejam pesados e façam vocês caírem. É preciso estar de pé quando ele vier. Cuidado então com os excessos da embriaguez e as preocupações da vida! Não tornem elas insensíveis os seus corações. Coração insensível não sente, não se percebe nem percebe os outros. É de pedra. Que Deus lhes conceda poderem crescer no amor fraterno. Procurem ser santos aos olhos de Deus. Não fiquem parados. Façam progressos.”   

 

 Assim começamos o Tempo do Advento, olhando para frente e olhado para cima. Advento significa vinda, chegada. A vinda que esperamos é o retorno daquele que foi elevado para o céu e virá do mesmo modo como foi visto partir para o céu. Boas orientações nos são dadas pelos textos sagrados lidos, proclamados e rezados nesta liturgia. Sugestões práticas em relação a comida e a bebida, sugestões práticas também em relação a nossa vida espiritual: a busca da santidade na prática da caridade fraterna.

É tempo de progresso. Progredir significa dar passos para a frente. Se o Senhor está vindo, apressemo-nos em encontrá-lo. Avancemos em direção a ele, que vem ao nosso encontro. Escrevendo aos filipenses,

São Paulo mostra ter consciência de que ainda não alcançou Jesus Cristo e sabe que não é perfeito, mas vai prosseguindo para ver se o alcança, “pois que também já fui alcançado por Cristo Jesus.”

 

Segunda-feira (26.11)

Lucas 21,1-4: Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas.

Esta narrativa de Lucas vem em seguida à advertência de Jesus contra a prática dos escribas. Estes escribas, enquanto fazem questão de ostentar piedade e prestígio, devoram as casas das viúvas. Em continuidade a esta denúncia, segue a narrativa da oferta da pobre viúva. O templo de Jerusalém tinha um anexo, o Tesouro, onde eram guardadas as riquezas e depositadas as ofertas através de pequenas aberturas externas. Jesus, ostensivamente, senta-se diante do Tesouro para observar.

 

Terça-feira (27.11)

Lucas 21,5-11: Não ficará pedra sobre pedra

Em meio ao barulho do povo no templo, alguns admiram a magnificência da construção. O templo, reconstruído depois do exílio, parece que foi realmente modesto se comparado com o primeiro, construído por Salomão. Contudo, para a época de Jesus, aquele modesto templo do pós-exílio era outra coisa totalmente diferente.

Herodes o Grande, com mania de grandeza por natureza, buscando reconciliar-se com os judeus, havia-se encarregado de remodelá-lo, com ampliações e com soluções que ainda surpreendem a engenharia moderna. Isto para entender por que os visitantes se maravilhavam tanto com aquela obra. Além da magnificência do edifício e a pompa da obra como tal, o templo significava tudo para Israel, não somente por sua convicção de que era o lugar da Presença, lugar onde habitava o Nome de Deus ou sua Glória (Ezequiel 43, 4), mas porque, como estrutura institucional, determinava todos os objetivos políticos, econômicos, sociais e religiosos da nação.

 

Quarta-feira (28.11)

Lucas 21,12-19: Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça.

Continuamos com as palavras que Jesus começa a dirigir a seus discípulos no versículo 10. Tanto o versículo 10b como 11 são um recurso literário de Lucas, próprio da literatura apocalíptica, e não são para meter medo nem terror, nem são, como certas interpretações fundamentalistas pretendem, um anúncio sobre o fim do mundo.

Uma ordem de coisas que tenha sido construída sobre violência e sangue de inocentes tem de cair, esse sistema carrega em si mesmo a dinamite que terminará por destruí-lo. Isto é o que quer descrever Lucas com estas imagens que, repito, são mais de esperança e de garantia de que algum dia os sistemas injustos terminarão por auto-destruir- se, do que de terror ou medo.

“Antes de tudo isto, vocês serão perseguidos...” (v. 12). Prevê Jesus uma reação violenta por parte das autoridades judaicas (leva-los-ão às sinagogas) e das autoridades romanas (diante de governadores e reis). Por causa de quê? Por estar o discípulo empenhado ativamente na transformação da ordem injusta, anunciando, denunciando e realizando os sinais do Reino, exatamente como fez o Mestre. Daí que quase os mesmos termos que anunciam sua Paixão, anunciam também o caminho de sofrimento para seus seguidores.

 

Quinta-feira (29.11)

Lucas 21,20-28: Levantai-vos e erguei a cabeça, porque vossa libertação está próxima.

A destruição de Jerusalém pela Babilônia já havia sido interpretada pelo povo judeu como castigo por terem pecado contra Deus. Por outro lado, Ciro da Pérsia, cruel conquistador, foi considerado um messias, escolhido por Deus, por ter feito um acordo para a volta das elites exiladas a fim de reconstruírem Jerusalém. Agora, Jerusalém está prestes a ser destruída de novo. Toda esta violência, que é fruto da ambição e do conflito de poderes, ainda é vista como vontade de Deus. Jesus ofereceu a paz a Jerusalém e ao mundo. Aqueles que a rejeitam caminham para a autodestruição. Os discípulos de Jesus, libertos desta espiral de violência, de cabeça erguida continuam sua missão de anunciar e construir a paz.

 

Sexta-feira (30.11)

Mateus 4, 18-22. “Segui- me, e eu farei de vós pescadores de homens.”

Hoje lemos S. Mateus que nos fala do apóstolo Santo André, cuja festa celebramos. Jesus caminhava na beira do Mar da Galileia, quando viu os dois irmãos, Simão Pedro e André. Chamou-os e eles o seguiram. O relato de Marcos é idêntico ao de Mateus. Lucas fala do chamado de Pedro, mas não menciona seu irmão André. No Evangelho de São João, André é discípulo de São João Batista. Ele segue Jesus com outro companheiro, quando João Batista mostra Jesus e diz que ele é o Cordeiro de Deus. Eles permanecem uma parte do dia com Jesus. André é mencionado doze vezes nos Evangelhos. Ele aparece na multiplicação dos pães e quando os gregos querem ver Jesus. Santo André, o primeiro a ser chamado, anunciou o Evangelho nas regiões da Ásia Menor. Fundou a Igreja em Constantinopla.

 

Sábado (01.12)

Repetição ou Lucas 21,34-36. Estejam vigilantes!

Ontem, o evangelho nos falava da importância de se ficar atento aos sinais dos tempos para se poder perceber a proximidade e a chegada do reino. Hoje, ensina-nos que é preciso estar preparados para a chegada do Filho do Homem.

O “ficar preparados” implica, segundo o evangelho de hoje, não se deixar absorver pela rotina dos dias, já que nessa rotina há situações e fatos que podem tornar-nos insensíveis, sobretudo, aqueles menos úteis para a vida como são os vícios, as bebedeiras (v. 34). Quem é absorvido por estas coisas pode facilmente ser surpreendido “naquele dia” e cair como numa armadilha.

 

Grupo de partilha das orações da semana

Você já se organizou em grupo, com outros participantes do Retiro do Advento, para partilhar a vida e a oração pessoal da semana? A partilha da oração pessoal em grupo e com um acompanhante faz parte da dinâmica do Retiro do Advento, que é uma modalidade dos Exercícios na Vida Cotidiana.

 

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