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22 Junho 2018

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4, 35-41 que corresponde ao 12° Domingo do Tempo Comum, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

A barca em que vai Jesus e os Seus discípulos vê-se presa por uma daquelas tormentas imprevistas e furiosas que se levantam no lago da Galileia ao entardecer de alguns dias de calor. Marcos descreve o episódio para despertar a fé das comunidades cristãs, que vivem momentos difíceis.

O relato não é uma história tranquilizadora para consolar a nós cristãos de hoje com a promessa de uma proteção divina que permita à Igreja passear tranquila através da história. É a chamada decisiva de Jesus para fazer com Ele a travessia em tempos difíceis: «Por que sois tão covardes?”. Ainda não tendes fé?».

Marcos prepara a cena desde o início. Diz-nos que era «ao cair da tarde». Rapidamente caíram as trevas da noite sobre o lago. É Jesus quem toma a iniciativa daquela estranha travessia: «Vamos para a outra margem». A expressão não é nada inocente. Convida-os a passar juntos, na mesma barca, para outro mundo, mais além do conhecido: a região pagã da Decápolis.

De repente levanta-se uma forte tormenta, e as ondas batem contra a frágil embarcação, inundando-a. A cena é patética: na parte dianteira, os discípulos lutando impotentes contra a tempestade; na popa, num lugar mais elevado, Jesus dormindo tranquilamente sobre uma cabeceira.

Aterrorizados, os discípulos despertam Jesus. Não captam a confiança de Jesus no Pai. A única coisa que veem Nele é uma incrível falta de interesse por eles. Estão cheios de medo e nervosismo: «Mestre, não te importa que pereçamos?».

Jesus não se justifica. Coloca-se de pé e pronuncia uma espécie de exorcismo: o vento cessa de rugir e faz-se uma grande calma. Jesus aproveita essa paz e silêncio grandes para fazer-lhes duas perguntas que hoje chegam até nós: «Por que sois tão covardes? Ainda não tendes fé?».

O que está acontecendo com nós cristãos? Por que são tantos os nossos medos para afrontar este tempo crucial e tão pouca a nossa confiança em Jesus? Não é o medo de afundar que nos está bloqueando? Não é a busca cega de segurança que nos impede de fazer uma leitura mais lúcida, responsável e confiada destes tempos?

Por que resistimos a ver que Deus está conduzindo a Igreja até um futuro mais fiel a Jesus e ao Seu Evangelho? Por que procuramos segurança no conhecido e estabelecido no passado, e não escutamos a chamada de Jesus a «passar para a outra margem» para semear humildemente a Sua Boa Nova num mundo indiferente a Deus, mas tão necessitado de esperança?

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