Cura

Revista ihu on-line

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Mais Lidos

  • Em marcha, a Educação uberizada

    LER MAIS
  • CNBB prepara mobilização para homenagear 500 mil mortos pelo novo coronavírus

    LER MAIS
  • O Papa: a pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


07 Outubro 2016

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo Lucas 17,11-19 que corresponde ào 28° Domingo do Tempo Comum, ciclo C do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

O episódio é conhecido. Jesus cura dez leprosos enviando-os aos sacerdotes para que os autorizem a voltar sãos para as suas famílias. O relato podia ter terminado aqui. Ao evangelista, no entanto, interessa-lhe destacar a reação de um deles.

Uma vez curados, os leprosos desaparecem de cena. Nada sabemos deles. Parece como se nada tivesse acontecido nas suas vidas. No entanto, um deles “percebe que está curado” e compreende que algo grande lhe foi presenteado: Deus está na origem daquela cura. Entusiasmado, volta “louvando a Deus a grandes gritos” e “dando graças a Jesus”.

Em geral, os comentaristas interpretam a sua reação sob a forma de agradecimento: os nove são desagradecidos; só o que voltou sabe agradecer. Certamente é o que parece sugerir o relato. No entanto, Jesus não fala de agradecimento. Diz que o samaritano voltou “para dar glória a Deus”. E dar glória a Deus é muito mais do que dizer obrigado.

Dentro da pequena história de cada pessoa, provada por doenças, enfermidades e aflições, a cura é uma experiência privilegiada para dar glória a Deus como Salvador da nossa vida. Assim diz uma célebre fórmula de São Irineu de Leão: “O que a Deus lhe dá glória é um homem cheio de vida”. Esse corpo do leproso curado é um corpo que canta a glória de Deus.

Acreditamos saber tudo sobre o funcionamento do nosso organismo, mas a cura de uma grave doença não deixa de nos surpreender. sempre é um “mistério” experimentar em nós como se recupera a vida, como se reafirmam as nossas forças e como cresce a nossa confiança e a nossa liberdade.

Poucas experiências se podem viver tão radicais e básicas como a cura, para experimentar a vitória frente ao mal e ao triunfo da vida sobre a ameaça da morte. Por isso, ao nos curarmos, oferece-se a possibilidade de acolher de forma renovada Deus que vem a nós como fundamento do nosso ser e fonte de vida nova.

A medicina moderna permite hoje a muitas pessoas viver o processo de cura com mais frequência que em tempos passados. Temos de agradecer a quem nos cura, mas a cura pode ser, além disso, ocasião e estímulo para iniciar uma nova relação com Deus. Podemos passar da indiferença à fé, da rejeição ao acolhimento, da dúvida à confiança, do temor ao amor.

Este acolhimento saudável de Deus pode curar-nos de medos, vazios e feridas que nos fazem mal. Pode-nos enraizar à vida de forma mais saudável e liberta. Pode-nos sanar integralmente.

Para aprofundar a reflexão:

Acesse outros Comentários do Evangelho: clique aqui

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Cura - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV