O mercado sempre mais vasto do "cloud computing"

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06 Janeiro 2011

Até 2013, o mercado da cloud computing irá atingir os 150 bilhões de dólares. Adeus aos pendrives USB e discos rígidos externos: podemos salvar dados, músicas e fotos via Internet graças aos servidores. A revolução da nuvem vai aposentar o computador pessoal.

A reportagem é de Angelo Aquaro, publicada no jornala La Repubblica, 04-01-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Oh no". Você esqueceu mais uma vez aquelas anotações no computador de casa. Mas não as havia salvo em seu pendrive USB? Claro que sim, mas o pendrive acabou na mochila do seu filho... Nesse ponto, você tem duas possibilidades: voltar para casa ou correr para a escola. Mas com esse tráfego não vai ser possível. E agora? Na verdade, haveria uma outra solução. Confiar-se ao céu. Ou melhor, à nuvem.

Ah, a nuvem, a "cloud": a "cloud computing" do qual se fala sempre mais. Para as empresas, é um mercado que, daqui a dois anos, irá ultrapassar os 150 bilhões de dólares. Para os reles mortais, é o céu a ser tocado finalmente com um dedo. As anotações esquecidas em casa? Com a nuvem, elas não são mais um problema. O computador de casa revive virtualmente no do escritório: via Internet. Subam na nuvem por meio do serviço de Internet que vocês escolheram. E naveguem até a escrivaninha do seu PC que está a quilômetros de distância.

A revolução está debaixo dos nossos olhos. Até agora, consideramos a Web como um sistema ao qual ir para pescar informações para depois baixá-las nos nossos PCs. A palavra de ordem foi justamente "download", baixar. Mas a memória dos nossos computadores se tornaram sempre menores. Assim, de um lado começou a corrida aos drives, aos discos, às memórias externas, sempre mais poderosas. De outro, aos pendrives USB sempre menores, para o transporte.

A nova evolução é do conceito. Por que encher os armários de cada quando podemos estacionar tudo nos servidores, nas garagens virtuais administradas por computadores (externos) sempre mais poderosos? A nuvem libera o espaço de casa e permite que fiquemos sempre conectados, eternamente "ao vivo", acessando pela Internet a qualquer aparelho, do PC ao celular. E às empresas a nuvem permite que se abatam os custos de aquisição e de gestão de uma rede de informática: calculadoras, programas, pessoal.

Antes de ser caçado, até o WikiLeaks residia na nuvem de um dos maiores operadores do mundo: a Amazon. Neste ano, Jeff Bezos ganhou um pouco menos de um bilhão de dólares com a cloud computing. É 3% dos lucros. Mas o homem que, há 10 anos, em primeiro lugar apostou no supermercado virtual agora defende que logo a nuvem também irá gerar a mesma reviravolta.

O seu produto de ponta, o Amazon S3, é dirigido principalmente às empresas. Mas além dos gigantes como o Windows e o Google – e da oferta limitada da Apple com o MobileMe – há uma solução para toda exigência por parte dos privados: do Ubuntu One ao Zumo Drive passando pelo Box.net. Porque isso não significa que você queria levar para a nuvem todo o seu arquivo. Talvez só o material do escritório. Ou as suas fotos. Ou a sua música.

A música é justamente o setor que se move mais. Já há lojas virtuais como a Rhapsody ou a Spotify que, ao invés de fazer com que você baixe as canções, fazem com que você as escute apenas – sob pagamento prévio. O iTunes também está para se lançar no mercado, e o Gene Munster, um dos mais apreciados especialistas da Apple, prevê 90% da nuvem do iTunes até o final do ano. Outros serviços como o Mp3Tunes permitem, ao contrário, que se carregue a sua música na nuvem: e também levá-la por aí como você quiser.

Mas "cloud" também é a palavra mágica do Google. Que com o Google Docs já lançou o desafio ao Words do Windows. Você não precisa nem adquirir o programa de edição de texto, nem baixar os documentos: entre com a senha do seu Gmail e escreva e salve tudo online. Assim como a livraria que o Google recém lançou, o Google Books, está totalmente na nuvem: os livros para se ler no PC, no celular, até na televisão.

Os especialistas chamam-no de Invisible Computer. É o título do livro com o qual, há quase 12 anos, Donald Norman predisse "o fim do computador", que será apresentado nesta semana na feira Ces de Las Vegas. Leitores, iPads, tablets, celulares: os "dispositivos informáticos" já estão substituindo o velho PC, mesmo que portátil. E o que torna um iPad mais poderoso do que um elaborador 10 vezes maior? Justamente a nuvem: que se mantém em contato sempre e em todo o lugar e oferece um arquivo ilimitado.

É a vingança de Tales. O grande filósofo grego, diz a tradição, morreu por não ter visto um alçapão. Tinha a cabeça sempre nas nuvens, é verdade. Mas porque via muito longe.

 

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