O Natal e o fracasso do pensamento. Entrevista com Jean-Luc Marion

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02 Janeiro 2011

Não se julga um filósofo dos meios de comunicação. Jean-Luc Marion (1) é um intelectual de renome, reconhecido internacionalmente. Um ano atrás, ele foi oficialmente aceito na Academia Francesa; ocupou a vaga do cardeal Jean-Marie Lustiger de quem era amigo e conselheiro. Professor titular da cátedra de metafísica na Sorbonne – sucessor de Emmanuel Levinas, para ele um dos melhores filósofos do século XX – ocupa, na Universidade de Chicago, a que foi de Paul Ricoeur. Oferece-nos a sua reflexão sobre Deus, a fé e a Igreja.

A reportagem é de Josephine Bataille, publicada no jornal dos bispos italianos, Avvenire, 19-12-2010. A tradução é de Anete Amorim Pezzini.

Eis a entrevista.

Levinas, Ricoeur, Lustiger: o que evoca no senhor essa impressionante sucessão tripla?

Eu tento não pensar sobre essas coisas que um pouco me assusta, principalmente porque não houve nada premeditado. Minha vida é como eu imaginei que seria – eu sempre soube que, grosso modo, eu ia escrever livros de filosofia – e, ainda assim, eu nunca pensei que seria assim, de modo tão institucionalmente completo. Eu coloquei meus trabalhos uns em cima dos outros, como se constrói um muro de tijolos, o restante veio cada vez como um plus, quase com facilidade. Que meus livros sejam traduzidos, e, se eu escrever e isso criar uma imagem pública, não digo que eu seja completamente indiferente, mas, em certo um sentido, não é mais problema meu. É como se predispusessem as condições para um desenvolvimento que, de fato, não controlo.

Filósofo para quem a questão de Deus é uma questão fundamental, ele também é, antes de tudo, um crente. As duas dimensões estão ligadas?

Nascido em uma família católica firme em seus princípios, mas despreocupada com os detalhes, eu nunca tive contas em suspenso com a religião nem a sensação de que pudesse haver um conflito entre razão e fé. Mas eu sempre distingui os limites. Por outro lado, para mim, a ideia de ter de justificar-se filosoficamente a fé cristã é ridícula. Quando jovem, eu sonhava em ser um matemático, um centroavante do time de futebol do Racing Club da França e um campeão olímpico dos 1.500 metros. Também considerei a pintura; e eu devia escolher. Como me agradava pensar e discutir, a minha escolha recaiu sobre a filosofia. Como todas as atividades, também essa pode entrar em relação com a fé, mas não se trata de uma relação privilegiada ou obrigação. É-se um filósofo e cristão como se é jogador de futebol, pintor ou carpinteiro e cristão.

Em que os pensadores que proclamam a "morte de Deus" foram cruciais em suas reflexões sobre Deus?

Nos anos em que estudei filosofia, lia-se Nietzsche e falava-se muito da "morte de Deus". Mas, no final, trata-se de uma dimensão essencial da revelação cristã, segundo a qual Deus sobrevive na sua própria morte e integra-a! Então, o tema logo me pareceu demasiado grave para deixá-lo à polêmica anticristã. Na realidade, o que é a "morte de Deus" senão a constatação de que a definição de Deus que é dada – pensa-se-o como a origem do mundo, o mestre da moral, responsável pelo bem… – não se sustenta? Nós não negociamos com Deus, mas com uma certa filosofia (metafísica) que construiu aquele Deus. A "morte de Deus" é o fim de um Deus que tinha de morrer, porque não era mais Deus há muito tempo! Longe de fechá-la, esses pensadores reabriram a questão.

Para o senhor, o ponto não era tanto contradizer, quanto reconhecer uma falha do raciocínio filosófico?

Que relação poderia ter Deus com todas as definições que lhe impomos, quando falamos sobre ele? Aqueles que pensam que sabem as coisas em que acreditam são idólatras, assim como aqueles que afirmam saber o que não acreditam. Que seja impossível acessar Deus como se acessa o restante dos seres é algo sobre o que os crentes e não crentes sempre concordam. Ninguém jamais viu a Deus, diz o Evangelho de João (1, 18), e lá permanece sempre profundamente desconhecido, também reconhece Santo Tomás, na Súmula contra os Gentios.

Não se pode ter certeza sobre a questão de Deus?

Para explicar como o mundo vai, não precisamos de Deus, "hipótese inútil", como Laplace dizia. Por outro lado, quando se considera o que supera cada experiência humana possível, é-se obrigado a levantar a questão de Deus, isto é, daquele a quem nada é impossível. E reconhecer, ao mesmo tempo, que se trata de uma questão que nós jamais poderemos responder sozinhos. A peculiaridade de Deus é de ser parte daquilo que para nós é impossível. O impossível abre o lugar do divino.

Por que o ateísmo, em sua opinião, carece de lógica?

Porque nós não podemos dizer que Deus é impossível apenas porque nós, seres humanos, não podemos conhecê-lo: Deus está além do nosso conhecimento, por definição! Quando se diz que não é possível que Deus exista, apenas se combate uma representação de Deus que havíamos feito. Mas não resolve com certeza a questão de Deus, demostrando que não existe. A questão de Deus não pode ser jamais resolvida com o negativo, permanece aberta por definição. Sempre sobrevive à "morte de Deus", a história do pensamento é uma testemunha. Deus é sempre, pelo menos, "possível". Essa é uma certeza, e já diz muita coisa.

Uma vez que Deus é incognoscível, como a filosofia deve abordar a questão de Deus?

Perguntando-se não sobre o que Deus é – uma tarefa ilusória –, mas sobre a modalidade de relação que podemos ter com ele. Os pensadores da "morte de Deus" têm mostrado que entrar em um relacionamento de conhecimento com Deus não era adequado para a questão de Deus, porque Deus não é um "objeto de conhecimento" como os outros, que possa ser descrito e definido. A questão foi colocada em novos termos. Isso é o que me permitiu fazer essa forma de filosofia chamada fenomenologia: ela descreve a maneira como as coisas – ou pessoas – se dão, manifestam-se a nós, ainda antes de podermos considerá-las como objetos com uma óptica de conhecimento. Isso abre um campo muito mais vasto de reflexão.

Portanto, a Revelação não é uma "resposta" à questão da existência de Deus…

Os crentes são as pessoas que centram a questão de Deus sobre a forma de relação que podemos ter com ele. Ele nos ama? É amável? Tem-se acesso a ele? Salva da morte? O cristianismo é a revelação de que tal relação; é um Deus que diz, vós sois meus e eu sou vosso.

Em sua jornada de fé nunca passou por questionamentos assim humanos?

Eu confesso, sem querer chocar, nunca pensei seriamente que Deus não existisse. E não tenho dúvidas de um único artigo do Credo. Na verdade, ao contrário, tenho dificuldade de entender que não se possa acreditar, tanto mais que, à medida que envelheço, parece-me sempre mais evidente a harmonia das coisas. Por outro lado, a possibilidade de os homens rejeitarem a evidência é uma questão filosófica que me interessa muito: toda a vida é feita de evidências que não se veem. Então, eu não duvido da existência de Deus, mas eu duvido muito da minha própria, e isso parece mais racional. Há sempre ótimas razões para duvidar de si mesmo: conhecer-se e conhecer seus próprios limites. Eu experimentei algumas vezes, como todos, dificuldades na minha maneira de ser cristão: faz-se assim frequentemente o mal que não se quer, para retomar a fórmula de São Paulo, e às vezes também o que se quer. Mas, se nem sempre fiz tudo o que se deve fazer quando se é cristão, não é por isso que cheguei à conclusão de ter de mudar a moral cristã.

Em que ponto a filosofia cede o caminho para a fé?

O argumento filosófico simplesmente afirma que Deus é possível. Não se é obrigado a aventurar-se mais além. Se assim o fizer, é possível fazê-lo de várias maneiras: teologia, mas também poesia. Assim, a fé não é o único resultado possível da questão. Mas ela não pode sequer ser considerada um passo além da razão: é parte de um quadro absolutamente racional.

A Revelação responde à pergunta deixada em aberto pela filosofia?

Na verdade, não. Quando a Revelação chega e impõe-se historicamente não carrega uma "resposta", pois que vem modificar as perguntas, fazendo nascer uma lógica completamente nova. A Revelação produz a própria racionalidade, que os homens possam reconhecer, porquanto não seja o produto da sua inteligência. E, pelos seus efeitos civilizatórios, a revelação judaico-cristã está em uma boa posição. Promoveu o desenvolvimento da pintura e da música; impôs à filosofia perguntas que nunca haviam sido feitas antes; reclamou a independência da razão e da laicidade; a partir do interrogar-se sobre a representação do sagrado no ícone, levantou a reflexão sobre a imagem, sobre a capacidade de imitação, sobre o laço que ela entretece, de fato, entre o visível e o invisível.

Qual é a tarefa da teologia, se o homem não pode dizer nada sobre Deus?

A teologia deve partir da tomada de consciência de que Deus não se resume em qualquer definição: ela não é designada para dizer o que é Deus, mas como ele nos ama e como nós podemos amá-lo. Em poucas palavras, ela deve explicar em detalhe o conteúdo da Revelação, que a espiritualidade é uma forma de realizar.

O senhor está possuído da experiência amorosa de vida. Isto é, em última instância, a questão central da filosofia?

Eu sempre pensei que a realidade era apenas uma questão de amor. Uma das razões pelas quais eu acho que seja racional tornar-se cristãos é porque fala-se com o melhor do amor. Tudo o que fazemos, de uma forma ou de outra, fazemo-lo para responder a uma pergunta amorosa, para saber se eu amo e sou amado. Até o motor do conhecimento é o amor, uma vez que nos interessamos por aquilo que nos agrada. Então acho que é irracional partir de um ponto de vista diferente do amor, quando a vida cotidiana mostra-nos que só o amor é essencial para os seres humanos. E se o amor define o horizonte último da condição humana, de fato torna-se também o da racionalidade.

Se a racionalidade agisse em conjunto com o amor, então inteligência e verdade são os assuntos do coração.

Digamos que existem diferentes níveis de racionalidade. As perguntas lógicas, a matemática, a física, a técnica, abstratas não requerem uma racionalidade complexa, uma vez que, em princípio, podemos dominar todos os parâmetros. Arte, política, fé e amor são mais difíceis que matemática, porque há mais informações contingentes para gerenciar. Quando se tem a ver com fenômenos desse tipo é mais difícil saber e, por conseguinte, decidir, e está-se mais exposto ao erro. Isso não significa que esses fenômenos não possam dar lugar a decisões racionais. Mas eles têm sua forma de demonstração, os seus critérios específicos e, portanto, uma verdade própria. Pode-se assumir como verdade que alguém nos ama por um conjunto de indicadores que não têm nada a ver com aqueles das provas científicas, e todavia ter-se certeza.

Essas verdades complexas exigem uma inteligência superior?

Elas precisam vir a colocar-se em um nível mais abrangente da racionalidade. É por isso que os grandes santos são geniais: a partir do ponto de vista espiritual em que se encontram, compreendem melhor a realidade em relação àqueles que permanecem em seu próprio nível. Na minha opinião este é o caso do cardeal Lustiger. É evidente que há uma racionalidade superior a do amor. Ou do ódio: Hitler, como outros tiranos, era temido não pela eficácia técnica, mas pelo projeto moral. Geralmente, aqueles que negam a realidade do bem e do mal, e de qualquer dimensão espiritual, omitindo uma parte da complexidade do dado, estão condenados a perder a racionalidade, e isso vale para a liderança política do mundo. A revelação cristã, pelo contrário, é de grande ajuda para acessar este ponto de vista de cima.

O que acha da reforma da Igreja, o senhor que viveu a era do Concílio?

O Vaticano, no momento, realmente não me havia interessado e ele me tomou vinte anos para perceber o que tinha sido dito de fundamental. Um Concílio sempre provoca uma crise, pois intervém sobre problemas existentes; aguarda uma geração para confirmar o diagnóstico e aplicar o que foi percebido e iniciado. Hoje estamos nesse ponto, e por isso é que hoje nós devemos trabalhar! De resto, as instituições são, por definição, imperfeitas. Imaginar-se que possa haver uma Igreja sem relações de poder, sonhar uma instituição pura e transparente, parece-me infantil. A santidade, na Igreja, coexiste com as estruturas de poder, não as substitui. Entre os discípulos já havia relações de poder!

A questão da instituição da Igreja é importante para o senhor?

Confesso que não me sinto diretamente envolvido no seu sucesso nem no seu fracasso. Penso na minha experiência universitária que, em quarenta anos, viu acontecer uma vintena de reformas universitárias e percebeu que seu trabalho não dependia todas aquelas flutuações… Temos espontaneamente uma interpretação política e secular do poder na Igreja como se fosse uma multinacional qualquer. Mas os problemas internos da Igreja sempre tiveram uma única via de resolução: quando os Santos tomam conta da situação e criam novos movimentos, nova espiritualidade. O que me espanta não é que existam defeitos na Igreja. É que não há apenas defeitos e que ela conserva-se por mais de vinte séculos, embora se tratando somente de homens pecadores, e tanto mais visivelmente pecadores na medida em que pretendem falar em nome do Santo por excelência. Dito isso, eu sempre tive a impressão de uma grande liberdade na Igreja Católica, e eu nunca tive dificuldade em expressar minha opinião quando eu tinha uma, a custo de inimizar-me com os tradicionalistas ou os progressistas. Na Igreja, como na sociedade, o verdadeiro problema não é a liberdade de palavra. É ter uma palavra que realmente diga alguma coisa.

O senhor ficou ao lado do arcebispo de Paris, Jean-Marie Lustiger, por vinte anos.

Sim, mas em certo sentido, Lustiger não era a instituição. Eu o conheci em 1968, no Quartier Latin, depois no Sainte-Jeanne-de-Chantal para onde eu dirigia-me para ouvir seus sermões. Assim, tornamo-nos amigos, e eu o visitava muito, dando-lhe a conhecer aqueles que o visitavam, como Emmanuel Levinas. Quando ele se tornou bispo de Paris, institucionalizou essa relação: desempenhei os papéis de conselheiro e intermediário, especialmente em assuntos intelectuais. Mas não se aconselhava Lustiger, ao contrário, era ele quem aconselhava. Quanto ao resto, sou um simples batizado, que é praticante, que paga o óbulo e conserva um fundo de anticlericalismo como cada verdadeiro católico. Simplesmente feliz por viver nesta Igreja, a única que temos e que é suficiente.

Nota:

Jean-Luc Marion

  • 1946 - Nasce em Meudon (Altos-do-Sena).
  • 1967- 1973 - Normalista e agregado de filosofia, ele se inicia em teologia sob a orientação de Louis Bouyer, Henri de Lubac, Jean Daniélou...
  • 1975 - Participa da fundação francesa da revista católica internacional Communio.
  • 1980-2000 - Conselheiro de J. M. Lustiger.
  • Após 1995 - Ocupa a cátedra de metafísica na Sorbonne, fazendo também carreira na Europa e na América do Norte.
  • 2008 - Eleito para a Academia Francesa.
  • 2010 - Publica Le croire pour le voir [O crer para ver] (Le Cerf) e Certitudes négatives (Grasset)

 

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