Papa Francisco: ''O clericalismo é a perversão mais difícil de eliminar''

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17 Setembro 2018

O Papa Francisco se encontrou com o clero na catedral de Palermo, na Itália, nesse sábado, 15: “O clericalismo é a perversão mais difícil de eliminar. A Igreja não está acima do mundo, mas dentro do mundo, para fazê-lo fermentar, como fermento na massa. Por isso, queridos irmãos, toda forma de clericalismo deve ser banida”.

A reportagem é publicada por Tv2000, 15-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Aos jovens, o Francisco afirmou:

“Reze com as suas palavras: com aquilo que vem do seu coração. É a oração mais bonita. Jesus sempre nos chama a ir para águas mais profundas: não se contente em olhar para o horizonte a partir da praia; não, vá em frente. Jesus não quer que você fique no banco, ele o convida a entrar em campo. Ele não quer você nos bastidores a espiar os outros ou na arquibancada a comentar, mas quer você no palco. Ponha-se em jogo! Você tem medo de fazer um ‘papelão’? Faça-o, paciência. Todos já fizemos muitos, muitos. Perder a fama não é o drama da vida. O drama da vida, ao contrário, é não colocar a fama em jogo: esse é o drama, é não dar a vida! É melhor cavalgar os sonhos belos com algum ‘papelão’ do que se tornar aposentado da vida tranquila – de barriga cheia, ali, cômodos. É melhor bons idealistas do que preguiçosos realistas: é melhor ser Dom Quixote do que Sancho Pança!

“Nós somos bons em fazer distinções, até mesmo justas e finas, mas às vezes nos esquecemos da simplicidade da fé. E o que a fé nos diz? ‘Deus ama a quem dá com alegria’ (2Cor 9, 7). Amor e alegria: isso é acolhida. Para viver, não se pode apenas distinguir, muitas vezes para se justificar. É preciso se envolver. Eu digo isso em dialeto? Em dialeto humano: é preciso se sujar as mãos! Entenderam? Se vocês não forem capazes de se sujar as mãos, nunca serão acolhedores, nunca pensarão no outro, nas necessidades alheias. Caros, ‘a vida não se explica, se vive!’ Deixemos as explicações para depois; mas viver a vida. A vida se vive. Isso não é meu, foi um grande autor desta terra quem disse isso. Vale ainda mais para a vida cristã: a vida cristã se vive. A primeira pergunta a se fazer é: coloco as minhas habilidades, os meus talentos, tudo o que eu sei fazer à disposição? Tenho tempo para os outros? Sou acolhedor com os outros? Ativo um pouco de amor concreto nos meus dias?

“Precisamos de homens e mulheres de verdade, não de pessoas que fingem ser homens e mulheres. Homens e mulheres de verdade, que denunciam as más práticas e a exploração. Não tenham medo de denunciar, de gritar! Precisamos de homens e mulheres que vivam relações livres e libertadoras, que amem os mais fracos e se apaixonem pela legalidade, espelho de honestidade interior. Precisamos de homens e mulheres que façam o que dizem – fazer o que se diz – e que digam não ao ‘fingimento’ desenfreado. Fazer o que eu quero levar adiante, e não dar uma pincelada de verniz e continuar assim, não. A vida não se faz a pinceladas de verniz; a vida se faz no compromisso, na luta, na denúncia, na discussão, em jogar a própria vida por um ideal; nos sonhos... Façam isso, e assim vai. Ser acolhedor significa ser você mesmo, estar a serviço dos outros, sujar-se as mãos.”

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