O dia do excesso

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04 Agosto 2018

Quarta-feira, 1º de agosto, a humanidade alcançou o limite do consumo de todos os recursos que a terra gera e reproduz ao longe de um ano. Na quinta-feira, 2-8-2018, entramos em um déficit ecológico, consumindo as reservas ambientais planetárias e jogando resíduos que rebaixam as capacidades dos ecossistemas.

O comentário é de Eduardo Gudynas, publicado por Ambiental.net, em 01-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Este limiar é o Dia do Excesso, ou de sobrecapacidade. A partir do que se calcula, se chega a esse limite em datas cada vez mais cedo. Ao inicio dos anos 1970, mais ou menos se coincidia com o calendário do ano, ou seja, que se aproveitava o equivalente ao que o planeta produzia ou regenerava no mesmo ano. Esse limiar começou a se adiantar. A meados da década de 1990, o limite do excesso estava em outubro, enquanto que agora se alcança em agosto.

A partir da quinta-feira se ocupam os recursos que as gerações futuras necessitariam. É que o consumo da humanidade é imenso. Por exemplo, em um ano a soma de todos os recursos extraído, os minerais, hidrocarbonetos, madeiras, alimentos, grãos, peixes, etc. todo eles totaliza 70 bilhões de toneladas.

Esse enorme volume mais a energia e água que necessita e os lixos que gera, equivalem a mais de um planeta terra e meio. Por certo, isso esconde muitas diferenças. Se todos vivêssemos com o estilo de consumo estadunidense devoraríamos os recursos de uns cinco planetas Terra; se fôssemos austeros com na Índia, nossas necessidades seriam de um pouco mais de meio planeta Terra.


Evolução da relação entre a capacidade ecológica da Terra e a apropriação de recursos naturais que fazem os humanos. O balanço de um pra um se quebrou no início da década de 1970, e atualmente se necessita o equivalente a 1,7 planetas terra para sustentar a intensidade de apropriação anual.

Os economistas e políticos se alarmam pelos déficits fiscais ou comerciais, porém não parece lhes interessar muito esse déficit ecológico, e nem sequer promovem seus próprios cálculos para entender de onde se encontra a economia da Natureza nacional.

É uma perda invisível para a economia convencional, e por isso se segue depredando a Natureza. Desse modo esse déficit não deixou de crescer faz quase 50 anos, alcançando uma gravidade alarmante que deveria nos mover a todos uma reação urgente.

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