Egito celebra os 800 anos do encontro entre Francisco e o sultão

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05 Outubro 2017

“Os frades franciscanos no Egito começaram as celebrações dos 800 anos da vinda de São Francisco para cá”, em terras egípcias, em 1219. A afirmação é do conselheiro do Custódio da Terra Santa, o Pe. Ibrahim Faltas, às margens de uma primeira celebração realizada nessa segunda-feira à noite no Cairo.

A reportagem é publicada por Avvenire, 03-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As celebrações vão durar dois anos, e a ênfase será posta no encontro entre o Pobrezinho e o sultão al-Malik al-Kamil em Damietta. “A próxima etapa será uma celebração em março no Egito”, explicou o religioso. “Depois, todos os franciscanos do Egito farão uma festa” nas respectivas cidades.

O encontro, que se articulou em discursos, projeção de filmes, entregas de prêmios, cantos corais e uma oração, ocorreu por cerca de três horas no Centro Católico Egípcio do Cinema, anexado à Igreja de São José. Participaram, dentre outros, o embaixador da Itália no Egito, Giampaolo Cantini, e o núncio apostólico, o arcebispo Bruno Musarò.

O embaixador italiano, no seu discurso, lembrou o “grande valor simbólico” do gesto do santo de Assis: “Ele nos ensina valores da compreensão mútua e do respeito pelo outro”, demonstrando “que o engajamento no diálogo entre as religiões não é um esforço inútil, mas, ao contrário, hoje, mais do que nunca, é indispensável para derrotar a ameaça de terrorismo e do integrismo”.

O núncio Musarò lembrou que “somente uma pessoa cheia de Deus, movida pelo Espírito Santo” como o irmão de Assis, “podia ter a coragem, o ardor de se unir à cruzada e vir até aqui ao Egito: ele tinha testemunhado com profunda dor a batalha feroz entre os cruzados e os muçulmanos que defendiam o porto e a fortaleza de Damietta. Pelo seu desejo de paz, ele sentiu a necessidade de se encontrar com o Sultão”.

São Francisco “pediu permissão ao cardeal Pelagio, que liderava a quinta cruzada”, disse Musarò, apontando que este “estava um tanto incerto se devia dar ou não essa permissão”, mas, “no fim, acabou lhe dando”.

“Encontrando-se em uma situação de guerra, o cardeal Pelagio fez com que ele fosse acompanhado de uma bandeira branca”, os guardas que “vigiavam a residência do sultão, ao ver um homem tão simples e tão gentil, sequer pensaram em fazê-lo entrar”, mas depois o admitiram à sua presença e “até o sultão ficou surpreso”.

“Ele o ouviu no seu pedido de paz” e, após a audiência, deu-lhe “muitos, muitos presentes”, dos quais “seria interessante saber em que consistiam”.

Francisco recusou esses presentes”, porque “tinha desposado a Nossa Senhora Pobreza”. E, “algo que Francisco nunca teria esperado, o sultão fez com que ele voltasse ao seu acampamento acompanhado por uma escolta de honra”.

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