Argentina. Mulheres representam 75% das vítimas de violência

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Por: Lara Ely | 05 Outubro 2017

Uma pesquisa divulgada esta semana pela Oficina de Violência Doméstica - OVD da Argentina, órgão vinculado ao tribunal de Justiça do país, informou que desde setembro de 2016 ao mesmo mês de 2017, 15.246 personas foram alvo de violência, sendo que mulheres e crianças representam 76% deste total.

O Observatório existe há nove anos e desde a sua criação, mais de 120 mil pessoas foram atendidas por questões de violência familiar. Os principais registros foram em relação a danos psicológicos (98%), físicos (65%), simbólicos (64%), ambientais (40%), econômicos (33%), sociais (21%) e sexuais.

No ano passado, um estudo realizado em alusão ao Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres denominada 'Ni Una Menos' ("Nem Uma a Menos", em português) ouviu cerca de 60 mil mulheres. O resultado é que 97% das mulheres sofreram algum tipo de assédio em espaços públicos e privados do país, estatística que foi nomeada como 'Índice de Violência Machista'.

"Na Argentina, durante outubro de 2016, foram 21 feminicídios em 23 dias. E 170 entre janeiro e outubro. Esses números só confirmam a urgência e a enorme dimensão que representa o problema da violência machista na sociedade. Esta pesquisa também confirma isso", afirmou o relatório.

Outro estudo, chamado "Violência contra as mulheres no espaço público - A insegurança de que ninguém fala", divulgado este ano, é resultado de um inquérito realizado pela organização Mulheres da Mátria Latinoamericana (MuMaLá) a 1,3 mil mulheres com idades entre os 13 e os 80 anos, de 11 províncias da Argentina.

Raquel Vivanco, presidente do Observatório 'Ni Una Menos', explica que o relatório tem como objetivo dar visibilidade às situações de insegurança que as mulheres enfrentam diariamente no país. 

"A partir do estudo (...) damos conta que a partir dos 9 anos as mulheres começam a ser alvo de todo o tipo de situações que põem em risco a sua segurança no espaço público", disse, dando como exemplo assobios, buzinas e comentários sexualmente explícitos. O assédio de rua é, segundo Vivanco, um tipo de violência "naturalizada" com a qual as mulheres lidam diariamente e que "inibe" a sua liberdade e autonomia. A cidade de Buenos Aires, inclusive, aprovou em dezembro de 2016, uma lei que visa prevenir e combater o assédio nas ruas, conforme mostrou reportagem publicada no sítio do IHU On-Line.  

O estudo revela que quatro em cada dez mulheres na capital argentina foram abusadas nalgum momento da sua vida no interior de um transporte público. Segundo o estudo, 80% das inquiridas prefere ser acompanhada até à parada do ônibus e 70% viveu uma situação de violência enquanto esperava pelo transporte.

O estudo indica ainda que 90% das inquiridas mantém comunicação com algum conhecido enquanto viaja num táxi por motivos de segurança, se o condutor for um homem, e 74% diz nunca ter denunciado uma situação de assédio durante o trajeto. O Registo Nacional de Femicídios de 2016 realizado pela MuMaLá indica que a cada 26 horas um homem mata uma mulher por questões de gênero, e em 33% dos casos o crime decorre na via pública.

  

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