“O padre deve identificar-se sempre com o seu povo”

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05 Setembro 2017

“Assim deve ser: o sacerdote sempre identificado com o seu povo, de tal maneira que seu tempo, sua vida, sua pessoa sejam para os seus irmãos”. Dessa forma, o Papa Francisco traçou as linhas do ideal presbiteral, em uma carta que dirigiu ao bispo argentino de Viedma, Esteban María Laxague, em memória do beato Ceferino Namuncurá, filho do povo mapuche que viu frustrados seus desejos de ser padre quando morreu em 1905 com apenas 19 anos.

A reportagem é de Religión Digital, 02-09-2017. A tradução é de André Langer.

A carta do Papa foi escrita por ocasião do 10º aniversário de beatificação (11 de novembro de 2007) e do 131º aniversário de nascimento (26 de agosto de 1886) de Namuncurá, indígena que abraçou a fé em Jesus Cristo e a família salesiana e que morreu em Roma de tuberculose.

Com gratidão, o Santo Padre recorda o dia da beatificação de Ceferino, há 10 anos. “Ficou gravado na minha memória aquela multidão de pessoas que vieram de muitos lugares”, afirma o Pontífice, “aqueles rostos cheios de alegria pela beatificação de um dos seus, que nunca esqueceu suas raízes, seu povo, sua cultura”.

“Gosto de pensar no desejo que Ceferino tinha de ser sacerdote para servir o seu povo”, escreve o bispo de Roma. “A juventude”, destaca o pontífice, “sabe responder com generosidade quando é apresentada a Cristo com um testemunho de vida autêntico e verdadeiro, como o de Ceferino”.

“Oxalá, muitos jovens encontrem hoje em Jesus o amor de suas vidas e o impulso para entregar-se aos demais”, termina o Pontífice sua mensagem.

Texto completo da carta do Papa Francisco

Querido irmão:

Recebi sua atenciosa carta, pela qual me faz participar da peregrinação anual a Chimpay por ocasião do aniversário de Ceferino Namuncurá. Agradeço-lhe por isso.

Lembro bem do dia da beatificação, já há 10 anos. Ficou gravado na minha memória aquela multidão de pessoas que vieram de muitos lugares. Aqueles rostos cheios de alegria pela beatificação de um dos seus, que nunca esqueceu suas raízes, seu povo, sua cultura.

Gosto de pensar no desejo que Ceferino tinha de ser sacerdote para servir o seu povo. Assim deve ser: o sacerdote sempre identificado com o seu povo, de tal maneira que seu tempo, sua vida, sua pessoa sejam para os seus irmãos. A juventude sabe responder com generosidade quando é apresentada a Cristo com um testemunho de vida autêntico e verdadeiro, como o de Ceferino. Oxalá, muitos jovens encontrem hoje em Jesus o amor de suas vidas e o impulso para entregar-se aos demais.

Peço-lhe que faça chegar aos peregrinos a minha recordação e a minha oração. Tenho vocês muito presentes no meu coração. E, por favor, não deixem de rezar por mim.

Que o Senhor os abençoe e Nossa Senhora os cuide.

Fraternalmente,

Francisco

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