Página eletrônica para ajudar filhos de sacerdotes católicos é procurado por mulheres do mundo todo

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31 Agosto 2017

Um site de autoajuda criado na Irlanda para dar assistência aos filhos dos padres católicos tem sido procurado por mulheres de todas as idades do mundo todo, desde a senhora de mais de 80 anos de Boston até a mãe de uma criança de três anos das Filipinas.

A informação é de Patsy McGarry, publicada por National Catholic Reporter, 29-08-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

"Isso prova que o problema não se limita ao passado. Continua existindo", afirmou Vincent Doyle (34), fundador do site www.copinginternational.com, que é financiado pelo arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin.

Ele disse ao jornal The Irish Times, na terça-feira, que desde meados de agosto 1.062 pessoas logaram no site, que teve 8 mil visitas e 38 mil acessos de 53 países.

Seu pai, padre John J Doyle, de Co Longford, morreu em 1995. Após confirmar a paternidade do padre em 2011, ele assumiu o sobrenome.

Um artigo publicado no site em 2015 afirma que os acordos de confidencialidade com as mães dos filhos dos sacerdotes eram "uma forma de chantagem contra a mãe e a criança". Escrito pelo conceituado advogado canônico dos EUA, Pe Tom Doyle, afirma que "não há razão válida para tais acordos ou contratos sob qualquer circunstância".

Em 2015, em resposta às observações do Pe. Doyle, os bispos católicos da Irlanda disseram que um acordo de confidencialidade era possível "se as partes entrarem em acordo livremente, com o objetivo último de proteger os interesses da criança".

Esse acordo seria "injusto" se "a mãe fosse indevidamente pressionada" ou se fosse usado "principalmente para proteger a reputação do sacerdote ou a Igreja institucional, criando um véu de sigilo", disseram.

Em uma carta aberta em apoio ao trabalho da Coping International, o Arcebispo Martin disse que estava disposto a "ajudar, gratuitamente, qualquer filho de sacerdote que o procurasse".

Peter Murphy, filho do falecido Bispo de Galway Eamonn Casey, recentemente disse ao Boston Globe que a divulgação da identidade de seu pai, em 1992, significou tornar-se uma celebridade instantânea. Ele tinha 17 anos e morava com sua mãe Annie Murphy em Connecticut, nos EUA.

Em um artigo do Spotlight sobre o Coping International, Murphy declarou: "Falei com um (repórter) irlandês de manhã, fui para a escola e pensei: "OK, é só isso". Mas quando cheguei em casa, eu diria que mais de 100 jornalistas estavam ao redor do condomínio", disse ele ao Globe.

O repórter irlandês com quem falou foi Conor O'Clery, correspondente de Washington do jornal.

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