Líderes religiosos marcham contra o racismo de Donald Trump

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31 Agosto 2017

Com a memória do “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King, mais de 1.000 líderes religiosos marcharam, 54 anos depois, em Washington, pelos direitos civis e contra o Governo de Donald Trump.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 30-08-2017. A tradução é do Cepat.

Junto ao imponente monumento a Luther King, na esplanada do National Mall, recordaram que a justiça pela qual lutou o reverendo está longe de se tornar realidade e alertaram sobre a gravidade do momento atual.

“Por que estamos aqui? Estamos aqui para que o país saiba que não toleraremos o racismo. Estamos aqui para que o país saiba que não toleraremos o fanatismo”, dizia um dos oradores, entre fortes aplausos.

Com essa vocação, religiosos de todo o país e de diferentes confissões se uniram na Marcha dos 1.000 Ministros pela Justiça, organizada pela ONG de direitos civis National Action Network.

Seu presidente, o influente reverendo Al Sharpton, já disse antes da marcha que a violência racista do dia 12 de agosto em Charlottesville, Virginia, havia dado “um novo significado”, este ano, ao aniversário da Marcha sobre Washington, de Luther King.

“Charlottesville deu uma nova energia, muitos ministros telefonaram dizendo que este é o momento de fazer uma declaração moral. O presidente [Trump] pediu unidade e vamos mostrar unidade. A pergunta é: ‘de qual lado está o presidente?’”, afirmou Sharpton.

Na marcha de hoje, esteve muito presente a demonstração de força de grupos de ódio como o Ku Klux Klan (KKK), os supremacistas brancos e os neonazistas em Charlottesville, assim como a resposta do presidente.

O país esperava uma condenação inequívoca de seu presidente aos grupos supremacistas, mas o que disse Trump é que havia “violência e ódio” (esse dia nem sequer falou de racismo) em “muitos lados”.

“Cortou-me o coração ver o que ocorreu em Charlottesville, mas não me surpreendeu, porque temos um presidente que promove o ódio. Hoje é muito importante estar neste protesto. Está sendo criado um clima incivilizado, no qual estes grupos se sentem encorajados e floresce o ódio”, comentou Sam, pastora da Igreja Comunitária Metropolitana de Washington.

 

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