Principal assessor do papa considera 'preocupantes' as ameaças do ISIS a Roma

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28 Agosto 2017

O principal assessor do papa Francisco, o cardeal italiano Pietro Parolin, reconheceu, no sábado, que "não há como não se preocupar" ao assistir a um vídeo recentemente publicado pelo ISIS ameaçando Roma e chamando lobos solitários para atacar o Vaticano. No entanto, acrescentou, o vídeo não levou a Santa Sé a aumentar os níveis de segurança.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 26-8-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O principal assessor do Papa Francisco reconheceu, no sábado, que "não há como não se preocupar" diante de um vídeo recentemente publicado pelo ISIS ameaçando Roma e chamando lobos solitários para atropelar o público ao redor do Vaticano.

"Eu vi, sim, ontem, o vídeo que apareceu na TV: evidentemente, não há como não se preocupar. Principalmente por causa desse ódio insensato que existe", declarou o cardeal italiano Pietro Parolin aos repórteres, durante uma reunião católica na cidade italiana de Rimini.

O prelado também disse que, até onde sabe, nenhuma nova medida de segurança está em vigor no Vaticano por consequência direta do vídeo, e o estado de alerta é o mesmo de antes.

Paloma García Ovejero, porta-voz do papa, emitiu uma mensagem similar na sexta-feira, depois que o vídeo, que mostrava um terrorista rasgando uma imagem de Francisco, foi divulgado.

"Não detectamos nenhum sinal no Vaticano que levaria a ficar mais preocupados", afirmou. "Não aumentamos as medidas de segurança porque o controle já é muito alto. A Praça de São Pedro, como os peregrinos e turistas podem comprovar, está sempre muito bem protegida".

Considerando o aumento de ataques terroristas em toda a Europa, o Vaticano aumentou a segurança nas áreas ao redor da Praça de São Pedro, principalmente após os ataques terroristas em Paris, em novembro de 2015. Logo depois, o trânsito da Via della Conciliazione, a principal rua que conduz à praça, estava fechado. Foram colocados potes pesados com palmeiras nas ruas laterais, e a presença militar e policial é evidente todos os dias, assim como a segurança, que parece as de aeroporto, nos dias em que o Papa Francisco está presente.

"Nada mudou nos últimos dias nem nos últimos meses", disse García Ovejero, observando que a sede da Igreja Católica é protegida por "homens altamente qualificados", particularmente a força policial do Vaticano, conhecida como Gendarmerie Vaticana, que está em constante contato com forças-tarefa, tanto na Itália como no exterior.

É evidente, acrescentou, que a segurança é uma questão muito importante para a Santa Sé. Por isso, "ela é garantida para quem trabalha ou mora aqui, bem como para quem vem do exterior".

Apesar das preocupações com a segurança, "o papa Francisco não mudou nada em sua agenda, e nem vai mudar. Além disso, continuará a fomentar o diálogo, criando pontes, defendendo a paz. Com muçulmanos e cristãos", afirmou.

Em relação a um drone que sobrevoou a zona do Vaticano em que são proibidos voos, no início do sábado, disse que não criou nenhum alerta novo.

No início desta semana, após novas ameaças de apoiadores do ISIS, o chefe da Guarda Suíça, o exército pessoal do papa, disse que o corpo de elite está pronto para enfrentar qualquer ataque terrorista. O comandante Christoph Graf disse ao site católico suíço cath.ch que "talvez seja apenas uma questão de tempo até que um ataque como esse aconteça em Roma, mas também estamos preparados para isso".

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