Venezuelanos em fuga chegam a Roraima, mas acolhida é precária

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22 Agosto 2017

Centro de Referência do Imigrante foi criado para dividir responsabilidades. Único abrigo em Boa Vista não tem como receber tantos venezuelanos.

A reportagem foi publicada por Jornal Nacional, 22-08-2017.

Trinta mil venezuelanos já atravessaram a fronteira com o Brasil em busca de uma vida melhor. Mas quem procura abrigo em Roraima, encontra uma situação muito precária.

O lar do Bernardo, a mulher e do filho de 13 anos é no único abrigo que existe em Roraima para receber venezuelanos.

Bernardo conta que está agradecido, mas sente falta de cuidados no abrigo para evitar doenças.

O espaço pouco lembra acolhimento. Não há bebedouro, os colchões são poucos, dentro não tem lugar para mais ninguém e, do lado de fora, eles se amontoam do jeito que dá.

Há nove meses, o governo do estado de Roraima criou o Centro de Referência do Imigrante. O objetivo era dividir responsabilidades com outras instituições para receber os venezuelanos em situação de risco.

Há dois meses, o governo federal enviou para o governo de Roraima quase R$ 500 mil para a manutenção do abrigo, mas nada mudou. O Ministério Público Federal cobra um plano de ação.

“Está com condições muito precárias, condições de higiene, condições de instalações, condições para dormir, condições de segurança. Então, nós fizemos recomendações de melhorias neste termo, mas também de profissionalização da gestão”, explicou o procurador da República Miguel Almeida Lima.

A prefeitura de Boa Vista diz que faz o que pode.

“Nós estamos nos comprometendo, são ações estruturais do abrigo a limpeza de lixo, retirada de mato, entulho, drenagem, iluminação e a coleta de lixo”, disse Marcela Medeiros, procuradora de Boa Vista.

Enquanto isso, as ruas de Boa Vista viraram o lar de famílias inteiras. A rodoviária de Boa Vista parece um acampamento: crianças dormem ao relento e dentro do prédio da rodoviária, mais venezuelanos.

Para o brasileiro que mora em Boa Vista fica o lamento de um problema que piora a cada dia.

“O que nos resta é ser solidário, esperar que o governo faça algo. É precário, chega a ser triste”, diz a moradora Joyce Soares.

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