“A fé não é uma fuga dos problemas da vida”, adverte o Papa Francisco

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15 Agosto 2017

“Quando uma pessoa não se agarra à Palavra do Senhor e consulta horóscopos e cartomantes, começa a afundar”, advertiu o Papa Francisco durante o Angelus. A Igreja é uma barca que “ao longo da travessia deve enfrentar também ventos contrários e tempestades que ameaçam afundá-la. O que a salva não são a coragem e as qualidades de seus homens: a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e em sua palavra. Esta é a garantia: a fé em Jesus e em sua palavra”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada por Vatican Insider, 13-08-2017. A tradução é de André Langer.

Antes da oração mariana, Francisco destacou que a fé “não é uma fuga dos problemas da vida, mas nos sustenta no caminho e lhe dá um sentido”. E invocou Nossa Senhora para que nos “ajude a permanecer firmes na fé para resistir às tempestades da vida, para permanecer na barca da Igreja rejeitando a tentação de subir nos botes fascinantes mas inseguros das ideologias, dos modismos e dos chavões”.

Refletindo sobre as Sagradas Escrituras com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, Jorge Mario Bergoglio recordou que, “hoje, a passagem do Evangelho narra o episódio de Jesus que, após ter rezado a noite inteira na orla do lago da Galileia, dirige-se para a barca de seus discípulos, caminhando sobre as águas”. A barca, acrescentou, “encontrava-se no meio do lago, parada, sem poder avançar, impedida por um vento contrário. Quando veem Jesus caminhando sobre as águas, os discípulos o confundem com um fantasma e ficam amedrontados”. Mas Jesus os tranquiliza: “Coragem, sou eu. Não tenham medo”.

Em seguida, o Papa observou que Pedro, “com seu ímpeto típico”, disse-lhe: “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro sobre a água’; e Jesus o chama, dizendo: ‘Vem’”. Pedro desce da barca e põe-se a caminhar sobre a água ao encontro de Jesus, mas sentindo o vento, fica com medo e começa a afundar. Então grita: “Senhor, salva-me!”, e Jesus estende-lhe a mão e o segura. “Esta passagem do Evangelho – explicou Francisco – contém um rico simbolismo e nos faz refletir sobre a nossa fé, seja como indivíduos ou como comunidade, também a fé de todos os que estamos aqui, hoje, nesta praça. A comunidade eclesial, esta comunidade eclesial tem fé? Como é a fé de cada um de nós e a fé da nossa comunidade? A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações”.

A invocação de Pedro “Senhor, manda-me ir ao teu encontro” e o seu grito “Senhor, salva-me” parecem-se muito com “o nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais difíceis da nossa vida e das nossas comunidades, marcadas por fragilidades internas e por dificuldades externas”. De fato, continuou o Papa, “a Pedro, nesse momento, a palavra segura de Jesus não lhe foi suficiente, palavra que era como corda estendida à qual se agarrar para enfrentar as águas hostis e turbulentas”.

E isso pode acontecer também conosco, disse Bergoglio: “O Evangelho deste domingo nos recorda que a fé no Senhor e na sua palavra não nos abre um caminho onde tudo é fácil e tranquilo; não nos poupa das tempestades da vida”.

Além disso, “a fé nos dá a segurança de uma Presença – não esqueçam isso: a fé nos dá a segurança de uma Presença, essa presença de Jesus –, uma Presença que nos impele a superar as tempestades existenciais, a certeza de uma mão que nos segura para ajudar-nos a enfrentar as dificuldades, indicando-nos o caminho inclusive quando está escuro”. Esta é uma imagem “fantástica da realidade da Igreja de todos os tempos: uma barca que, ao longo da travessia, deve enfrentar também ventos contrários e tempestades, que ameaçam afundá-la”.

Por isso, disse o Papa, “o que a salva não são a coragem e as qualidades de seus homens: a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e em sua palavra. Esta é a garantia: a fé em Jesus e em sua palavra. Nesta barca estamos seguros, apesar das nossas misérias e fraquezas, sobretudo quando nos colocamos de joelhos e adoramos o Senhor”.

Como os discípulos, que, no final, prostraram-se diante d’Ele dizendo: “‘Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus’”.

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