Da “Street Art” à “Street Theology”. As duas faces do papa super-herói

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10 Agosto 2017

Há algumas semanas, nas lojas de souvenirs da Praça de São Pedro e arredores, estão à venda camisetas com Francisco na veste de um “Superpapa”.

A reportagem é de Sandro Magister, publicada por Settimo Cielo, 09-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A efígie não é nova. Ela apareceu em 2014 em um muro da Via Plauto, a poucos passos do Vaticano, e poucas horas depois foi apagada. Mas tornou famoso o seu autor, Mauro Pallotta, 45 anos, romano, nome artístico Maupal. E, desde então, povoa a web.

 

Em outubro passado, Maupal representou o papa novamente, em um novo mural, no Vicolo del Campanile, desta vez, jogando o jogo da velha, desenhando o símbolo da paz, com um guarda suíço dando-lhe cobertura. Esse novo desenho também foi apagado dentro de poucas horas, mas também já tinha entrado para a história.

 

Assim, quando uma empresa de moda teve a ideia de reproduzir em uma camiseta o primeiro dos dois desenhos, ninguém no Vaticano opôs resistência. Ao contrário, o Mons. Dario Viganò, prefeito da recém-criada Secretaria para a Comunicação e muito próximo do papa, expressou todo o seu louvor. Que, aliás, coincidia com o do artista, segundo o qual o Papa Francisco é “um homem que, com a sua simplicidade e grande abertura às necessidades reais das pessoas, infunde confiança e esperança assim como um super-herói”.

Assegurados a Maupal os direitos autorais, a empresa percorreu com sucesso o processo para as necessárias autorizações vaticanas, com contrato regular e com o beneplácito final da Secretaria de Estado.

 

Em troca da licença para comercializar a imagem de Francisco como “Superpapa”, a Santa Sé exigiu que 9% do preço de venda de cada camiseta seja doado ao Óbolo de São Pedro, isto é, ao “cofrinho” das ofertas feitas diretamente ao papa em todo o mundo.

Até aqui, nenhuma surpresa, com um papa como Jorge Mario Bergoglio, em perfeita simbiose com os mecanismos midiáticos e publicitários.

Mas há um livro, publicado há um ano, que, desde a capa, esta também polemicamente inspirada na arte de rua, levanta sérias interrogações sobre a bondade dessa festiva adesão do papa reinante aos cânones comunicativos atuais.

 

O autor, Enrico Maria Radaelli, discípulo do filósofo suíço Romano Amerio, é uma das vozes mais cultas da crítica teológica dos desvios da Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II. E presta um bom serviço ao mostrar como, com o Papa Francisco, esse desvio não é apenas de imagem, mas principalmente de doutrina.

Para ele, a “teologia de rua”, personificada por Bergoglio e pelo seu magistério, está para a teologia clássica assim como a “Street Art” de um Kendridge ou de um Basquiat – ou, por que não?, de um Maupal – está para a arte imortal de um Giotto ou de um Michelangelo.

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