Uma inédita renúncia de bispos locais, na Argentina, desde que Francisco se tornou Papa

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08 Agosto 2017

Não são frequentes as renúncias antecipadas de bispos. Ou seja, sua renúncia antes de completarem os 75 anos, a idade para apresentá-la ao Papa, de acordo com as normas eclesiásticas. No entanto, na Igreja argentina, nos últimos três anos, ocorreram quatro renúncias de bispos, envolvidas em rumores acerca de seus verdadeiros motivos: desde enfrentamentos com o clero sob sua responsabilidade, passando por abuso de autoridade e gestões econômicas pouco claras, até condutas inapropriadas.

A reportagem é de Sergio Rubin, publicada por Clarín, 06-08-2017. A tradução é do Cepat.

Seria um erro igualar a gravidade dos casos. As supostas razões são diversas. Assim como também atribuir as saídas ao fato de que, em três dos quatro casos, se tratava de bispos com pouca sintonia com Francisco, nomeados antes de sua eleição. O certo é que os conflitos – menores ou maiores – existiram e as renúncias – oferecidas ou pedidas – ocorreram. E aprofundaram a renovação de um Episcopado já com mais de um terço de seus membros nomeados pelo atual Papa.

A série de renúncias começou em maio de 2014 com o arcebispo de Rosário, dom José Luiz Mollaghan, em conflito com o seu clero, que o acusou de maus-tratos. E que nunca sintonizou com Bergoglio. Mas, Mollaghan – especialista em direito canônico – teve novo destino por decisão de Francisco: passou a atuar na Congregação para a Doutrina da Fé, da Santa Sé, na área de estudo das denúncias de pedofilia cometidas por integrantes do clero, embora resida em Buenos Aires.

Acompanhou-lhe, em novembro de 2015, a saída do bispo de Zárate-Campana, dom Oscar Sarlinga, envolvido em uma combinação escandalosa de denúncias de má gestão econômica e condutas impróprias. E desde sempre localizado no caminho contrário a Bergoglio, ligado a supostas manobras para substituir ao hoje Pontífice do arcebispado de Buenos Aires, nos tempos do governo kirchnerista. Mas, também com bons vínculos com ex-menemistas.

Em maio passado, renunciou por razões de saúde o arcebispo de Tucumán, dom Alfredo Zecca, de tinha uma relação complicada com parte de seu clero e criticado por sua atuação no caso Viroche, o sacerdote que apareceu morto em sua paróquia, em um fato que para a Igreja se tratou de um suicídio e não de um assassinato produto de uma vingança do narcotráfico. Não obstante, Zecca – também de pouca sintonia com Bergoglio – ocuparia um cargo na área educacional do Episcopado por ser um especialista no tema (foi reitor da UCA).

E, nos últimos dias, renunciou o bispo de Orán, dom Gustavo Zanchetta, o único nomeado durante o pontificado de Francisco. Zanchetta argumentou problemas de saúde, mas era questionado por gestão econômica pouco clara e abuso de poder, entre outras coisas.

Não se descarta que um quinto bispo também possa renunciar, nos próximos dias, por não ter atuado com firmeza diante de uma denúncia de abuso sexual contra um de seus sacerdotes. Sendo assim as coisas, o que era raro – a renúncia antecipada de um bispo – deixou de ser nos últimos anos no país. Ao passo que, pela mão de Francisco, outra Igreja no país está sendo moldada.

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