O saudosismo não deve criar obstáculos à vida religiosa, diz Papa Francisco

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26 Junho 2017

O Papa Francisco convidou os religiosos ressurreicionistas, recebidos em audiência por ocasião do seu Capítulo Geral, para não serem “saudosistas, mas homens que, movidos pela fé no Deus da história e da vida, proclamam a chegada da aurora mesmo em plena noite”, destacando que “a saudade de um passado que pode ter sido frutífero em vocações e grandioso em obras” não deve impedir de “ver a vida que o Senhor faz brotar” junto aos religiosos “no tempo presente”. Francisco indicou Madalena como exemplo dos missionários “em saída”, recomendou “coragem para ir até os nossos sepulcros pessoais e comunitários” para ser profetas da alegria e exortou para ser testemunhas de uma vida fraterna em comunidade em um mundo como o atual “dilacerado e violento”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 24-06-2017. A tradução é de André Langer.

Os ressurreicionistas são filhos espirituais de Bogdan Janski, apóstolo dos poloneses que migraram para a França no século XIX depois da derrota da insurreição de 1830-1831 contra a dominação russa. “Queremos compartilhar a esperança da ressurreição com a sociedade e com o mundo”, disse, na abertura, o Superior Geral desta congregação reunida nestes dias (11-15 de junho) para o 33º Capítulo Geral intitulado, este ano: “Testemunhas da presença do Senhor Ressuscitado, da Comunidade para o mundo”. “Estamos impressionados com suas palavras que dizem que devemos ter cheiro de ovelhas, e descobrimos durante estes dias que devemos ter o cheiro dos nossos irmãos”.

“Proponho-lhes como exemplo Maria Madalena”, disse o Papa, “a apóstola dos apóstolos que, na manhã da Páscoa, após ter encontrado o Jesus Ressuscitado, o anuncia aos outros discípulos. Ela procurava o Jesus morto e o encontra vivo. E esta é a alegre Boa Notícia que ela leva aos outros: Cristo está vivo e tem o poder de vencer a morte e dar-nos a vida eterna”. Francisco começou por aí a fazer uma primeira reflexão: “A saudade de um passado que pode ter sido frutífero em vocações e grandioso em obras não deve impedi-los de ver a vida que o Senhor faz germinar no tempo presente. Vocês não são homens saudosistas, mas homens que, movidos pela fé no Deus da história e da vida, anunciam a chegada da aurora mesmo em plena noite. Homens contemplativos que, com o olhar do coração fixo no Senhor, sabem ver aquilo que os outros não são capazes, homens que sabem proclamar com audácia que o Espírito vem, que Cristo está vivo e que é o Senhor”.

Em segundo lugar, “Maria Madalena, assim como as demais mulheres que vão ao sepulcro, é mulher ‘em saída’, que abandonou seu ‘ninho’ e se pôs a caminho, que sabe arriscar-se. O Espírito chama também vocês, Irmãos da Ressurreição, para serem homens a caminho, um Instituto ‘em saída’ para as periferias humanas, ali onde for necessário levar a luz do Evangelho. Convoco vocês para serem buscadores do rosto de Deus, ali onde se encontra: não nos sepulcros – ‘Por que vocês procuram entre os mortos aquele que está vivo?’ –, mas onde vive: na comunidade e na missão”.

Para Francisco, os religiosos devem sempre “ter memória agradecida do passado, viver no presente com paixão, abraçar o futuro com esperança. Memória agradecida do passado: não arqueologia, porque o carisma é sempre uma fonte de água viva, não uma garrafa de água destilada. Paixão para manter sempre vivo e jovial o primeiro amor, que é Jesus. Esperança: sabendo que Jesus está conosco e guia os nossos passos como guiou os passos dos nossos fundadores”.

O Papa quis destacar que “uma maneira concreta” de manifestar a ressurreição “é a vida fraterna em comunidade. Trata-se de acolher os irmãos que o Senhor nos dá, não – enfatizou Jorge Mario Bergoglio – aqueles que nós escolhemos, mas aqueles que o Senhor nos dá”. “É um presente que não pode ser manipulado nem desprezado, um presente que devemos acolher com respeito, porque nele, especialmente se for fraco e frágil, Cristo vem ao meu encontro”. Por isso, o Papa convidou os ressurreicionistas para serem “construtores de comunidades evangélicas e não seus meros consumidores”, e insistiu na necessidade de que as comunidades sejam “abertas à missão e fujam da autorreferencialidade que leva à morte”. “Em uma sociedade que tende a nivelar e massificar tudo, onde a injustiça divide de maneira dilacerante e violenta, não devemos perder o testemunho da vida fraterna em comunidade”.

Para concluir, o Papa exortou os religiosos da Congregação da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo para serem “profetas da alegria e da esperança pascal”. “A luz do mistério pascal recupera a esperança, uma ‘esperança confiante’, como disse o Papa Bento XVI (na encíclica Spe Salvi, ndr)”, destacou Francisco. Uma esperança que “lhes permitirá remover as pedras dos sepulcros e lhes dará a força necessária para anunciar a Boa Notícia em meio a esta cultura tantas vezes marcada pela morte. Se tivermos a coragem de ir até os nossos sepulcros pessoais, veremos como Jesus é capaz de ressuscitar. E isso – disse o Papa – nos fará recuperar a esperança, a felicidade e a paixão da primeira hora”.

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