A Espanha fecha um mosteiro por mês

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27 Janeiro 2017

A falta de vocações e a ausência de entradas precipitam os fechamentos; algumas comunidades religiosas pedem ajuda a bancos de alimentos.

A reportagem é de Jesus Bastante, publicada por Vida Nueva, 26-01-2017. A tradução é de André Langer.

“A situação de muitos conventos femininos é muito alarmante e preocupante. Há falta de vocações e muitas comunidades estão fechando. Pelo menos mais de uma por mês na Espanha”, alerta o padre claretiano Eleutério López, diretor do Claune, instituto pontifício que se dedica a suprir as carências materiais e de formação dos conventos espanhóis.

Por ocasião do Dia da Vida Consagrada, que a Igreja celebra no próximo dia 02 de fevereiro, a revista Vida Nueva elaborou um relatório que revela que dois terços dos 800 mosteiros existentes no país – dos 3 mil que há em todo o mundo – estariam em situação de serem fechados sem demora.

O motivo? As doações diminuíram e os trabalhos que as irmãs tradicionalmente faziam – como a confeitaria – já não são suficientes para cobrir os custos, reabilitar os históricos mosteiros e cobrir as cotas da Seguridade Social. De fato, há conventos que não chegam nem aos 100 euros brutos ao mês de ingressos e se viram obrigados a recorrer aos bancos de alimentos para poder comer.

“Não se trata de um caso excepcional. Conheço muitas congregações”, explica o padre Eleutério, cuja organização destinou, em 2016, meio milhão de euros para auxiliar 50 comunidades em dificuldades.

Um exemplo deste inverno vocacional é o mosteiro das irmãs capuchinhas da localidade de San Fernando, de Cádiz. Ontem, as quatro últimas religiosas deixaram o convento – todas elas octogenárias – após 128 anos de presença na Ilha, para transferir-se para a sede que sua congregação mantém em El Puerto de Santa María.

Os planos da diocese de Cádiz passam por realojar em San Fernando um novo instituto religioso. Através da recente constituição apostólica Vultum Dei Quarere, o Papa Francisco buscou oferecer novas ferramentas aos conventos de clausura para tentar revitalizá-los ou, sendo isto inviável, colocar todos os meios ao seu dispor para dignificar o fechamento.

Concomitantemente, a Espanha também assiste a um florescimento de novas comunidades contemporâneas que viram encher os seus claustros dos conventos de seiva jovem. É o caso das mais de 200 religiosas que pertencem ao Instituto Iesu Communio – com conventos em Lerma e Alguilera (Burgos) – ou as Carmelitas Samaritanas do Sagrado Coração – presentes em Valladolid e Valdediós (Astúrias).

“As novas expressões de vida contemplativa são um presente para a Igreja, mas devemos esperar para que se aquilatem na humilde e discreta fidelidade que sempre granjeia a passagem do tempo”, aprecia Jesús Sanz, arcebispo de Oviedo e responsável pela vida contemplativa na Comissão Episcopal para a Vida Consagrada.

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