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03 Novembro 2016

"Poderão as práticas libertadoras de Francisco abrir corações e mentes?", questiona Luiz Alberto Gómez de Souza, sociólogo.

Eis o artigo.

Lemos em O Globo de hoje, 1º de novembro: “Crivella também revelou uma curiosidade da campanha: disse que em momentos difíceis do 2º turno, recebeu, muitas vezes de madrugada, mensagens de apoio do arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. ‘Dom Orani, puxa vida... De madrugada... Nos momentos mais impactantes... Quando havia aqueles abalos sísmicos, quem mandava mensagem? Dom Orani, os padres...’”.

Com um pouco de ironia poderia eu insinuar: Solidariedade corporativa entre dois bispos? Alguém, em troca, ingenuamente declararia: “Prova de ecumenismo”. Ora, nós sabemos que a Igreja Universal, com um plano de poder, não tem nada de ecumênica. Leiam o livro do bispo Macedo, tio do bispo Crivella, “Plano de poder” (2008).Ali ele fala da ascensão dos evangélicos como determinada pela Bíblia: ”grande projeto de nação pretendida por Deus... Bíblia é um livro que sugere resistência, tomada e estabelecimento do poder político ou de governo”. Na véspera, na coluna de Ancelmo Gois, do mesmo O Globo, podemos ler: “Marcelo Crivella... não esconde que sua meta é chegar à Presidência da República”.

Ecumenismo é a ida de Francisco a Lund, ontem e hoje, para os 500 anos da Reforma de Lutero, o que deixa certos membros da instituição católica carioca pouco a vontade. Os mesmos que não difundem a Nota da Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e palavras da Comissão Permanente da CNBB sobre a atual política econômica do governo Temer, com o apoio, feliz surpresa, do arcebispo primaz de Salvador.

Mas logo descobrimos que, na verdade, há um encontro real de Crivella com posições ideológicas político-morais tradicionais no mundo católico (atenção, não Éticas, valha a distinção ) ambos de uma direita envergonhada, temerosa de posições progressistas na Igreja Católica e na sociedade.

Talvez um dia muitos católicos integristas, unidos ao fundamentalismo de certos neo-pentecostais, poderiam descobrir um pouco tarde, que pavimentaram o caminho para um plano de poder anti-democrata, anti-laico e anti-plural, que se voltaria contra eles, sacrilegamente Bíblia em mão. É isso que estariam preparando com uma terrível irresponsabilidade.

Poderão as práticas libertadoras de Francisco abrir corações e mentes? Há momentos em que não poderemos ceder à tentação do desânimo, mas acreditar na força do Espírito transformador.

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