Charles Taylor. Um prêmio importante para o filósofo canadense

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Reitor da Unisinos rejeita medalha oferecida pelo Itamaraty

    LER MAIS
  • Carta dos epidemiologistas à população brasileira

    LER MAIS
  • A Bíblia como vocês nunca leram

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


08 Outubro 2016

O filósofo canadense Charles Taylor é o primeiro vencedor do Prêmio Berggruen. O prêmio de US$ 1 milhão do Instituto Berggruen é concedido anualmente a um pensador cujas ideias são de grande importância para a formação da auto-compreensão humana e para o avanço da humanidade. Para saber mais sobre o prêmio, visite a página do prêmio Berggruen.

A reportagem foi publicada por Berggruen, 04-10-2016. A tradução é de Evlyn Louise Zilch.

Um dos filósofos mais importantes do mundo, Taylor é influente em todas as ciências humanas, ciências sociais e nos assuntos públicos. Ele tem sido uma voz de liderança para a unidade do Canadá e para a preservação da identidade distinta de Quebec. E ele é um líder global em aprofundar o entendimento entre diferentes tradições intelectuais e civilizações.

Entre os mais influentes livros de Taylor estão ‘Explanation of Behaviour’ (1967) [Explanação do Comportamento], ‘Sources of the Self’ (1989) [As Fontes do Self, Editora Loyola, 1997], e A Secular Age (2007) [Uma era secular, Editora Unisinos, 2010].

Seu livro mais recente é The Language Animal (2016) [A linguagem animal]. O trabalho de Taylor nos impele a ver os seres humanos constituídos não só pela sua biologia ou por suas intenções pessoais, mas por sua incorporação em redes de relacionamentos significativos. Como ele escreveu em 1994, "Nós definimos a nossa identidade sempre no diálogo com, às vezes lutando contra, as coisas que nossos outros significativos querem ver em nós. Mesmo depois de superar alguns destes outros – os nossos pais, por exemplo – e eles desaparecem de nossas vidas, a conversa com eles continua dentro de nós enquanto vivemos".

O ganhador do Prêmio Berggruen é selecionado por um júri independente, que foi presidido este ano pelo professor da NYU, Kwame Anthony Appiah.


Membros do Júri do Prêmio Berggruen de 2016: Na frente (da esquerda para a direita): Antonio Damasio, Amy Gutmann, Michael Spence. Atrás (da esquerda para a direita): Leszek Borysiewicz, Alison Simmons, Kwame Anthony Appiah, Amartya Sen, Hui WANG. (Foto: Beleza Creative)

Abaixo selecionamos algumas citações de membros do júri que explicam a sua decisão de conceder o primeiro Prêmio Berggruen para Charles Taylor:

Charles Taylor é um ganhador brilhantemente apropriado, porque ele mudou a forma como as pessoas em todo o mundo pensam sobre algumas das questões mais básicas da vida humana", afirma Nicolas Berggruen, presidente do Instituto Berggruen.

"A própria vida de Taylor exemplifica a sabedoria que a filosofia comemora, trazendo a humildade intelectual, bem como conhecimento notável às relações pessoais, ensino, sabedoria e compromisso público", diz Craig Calhoun, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Berggruen.

"O trabalho de Charles Taylor vincula a ética, a filosofia política e a antropologia filosófica para abordar questões centrais da vida pública e privada". – Kwame Anthony Appiah, professor de filosofia na Universidade de Nova York.

Multiculturalism and the Politics of Recognition’ [O multiculturalismo e as Políticas de Reconhecimento] de Taylor "instantaneamente se tornou um texto clássico porque ele transmite uma profunda mensagem social de forma eloquente e sucinta que nunca foi tão essencial para o nosso mundo: ‘O devido reconhecimento não é apenas uma cortesia que devemos às pessoas. É uma necessidade humana vital’”. – Amy Gutmann, presidente da Universidade da Pensilvânia.

Integram o júri:

Kwame Anthony Appiah – Professor de Filosofia da Universidade de Nova York

Leszek Borysiewicz – Vice-presidente da Universidade de Cambridge

Antonio Damasio – Professor universitário, Professor de Neurociência, Psicologia e Filosofia em Dornsife, Diretor do Instituto do Cérebro e Criatividade, na Universidade do Sul da Califórnia

Amy Gutmann – Presidente da Universidade da Pensilvânia

Amartya Sen – Laureado com prêmio Nobel, Professor da Universidade Thomas W. Lamont, Professor de Economia e Filosofia na Universidade de Harvard

Alison Simmnos – Professora de Samuel H. Wolcott em Filosofia e Professora Universitária na Universidade de Harvard

Michael Spence – Laureado com Prêmio Nobel, Professor de William R. Berkley em Economia e Negócios na Universidade de Nova York, Professor Emérito de Philip H. Knight de Gestão na Escola de Pós-graduação em Negócios na Universidade de Stanford

Wang Hui – Professor no Departamento de Chinês e Literatura e no Departamento de História na Universidade de Tsinghua, Diretor no Instituto Tsinghua de Estudos Avançados em Humanidades e Ciências Sociais

George Yeo – Presidente da Universidade de Nalanda e ex-Ministro de Assuntos Estrangeiros, Singapura

Leia mais...

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Charles Taylor. Um prêmio importante para o filósofo canadense - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV