Bento XVI contesta cardeal Marx e nega que seu pontificado tenha sido excessivo

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14 Setembro 2016

O papa emérito alemão Bento XVI rechaça as críticas que o acusam de ter dirigido um pontificado ostentoso e caracterizado por excessos, como registra um livro de entrevistas sobre o seu papado, que foi apresentado pelo seu secretário, Georg Gänswein, e seu biógrafo, Peter Seewald, em Munique.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 13-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pouco antes da renúncia, em 2013, o cardeal Reinhard Marx criticou a "conduta de corte" da Cúria Romana. Agora, Bento XVI enfrenta as acusações e diz que não sabe o que o religioso queria dizer com o seu comentário.

"Sempre vivemos de maneira simples, desde sempre, desde a minha infância", ressaltou Joseph Ratzinger na publicação.

O secretário pessoal do pontífice alemão, Georg Gänswein, jogou mais lenha na fogueira. Durante a apresentação do livro, ele acusou o cardeal Marx indiretamente de desconhecimento e recomendou-lhe ser cauteloso.

"É preciso ser cauteloso com as próprias declarações ou com as avaliações que são feitas de que uma situação que não se conhece bem, ou quando abrimos a porta da própria casa", reiterou.

Nesse sentido, o ex-secretário do pontífice alemão assinalou que as apreciações de Marx foram "no mínimo assombrosas".

Além disso, Gänswein apontou que Bento XVI é incrivelmente crítico de si mesmo. "Ele se desmistifica continuamente", afirmou, durante a apresentação da obra.

Ele também enfatizou que, talvez, o papa emérito nunca se mostrou tão humano quanto nessa obra que agora acaba de ser publicada, "com suas grandes fortalezas e suas pequenas debilidades e enfermidades".

A esse respeito, ele rejeitou a imagem de "Grande Inquisidor" que foi traçada de Bento XVI nos últimos anos.

Na opinião de Gänswein, a renúncia como papa teve seu equivalente na vida de Joseph Ratzinger cerca de 70 anos atrás, quando, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o papa decidiu jogar a toalha como soldado e voltar para casa, embora sua deserção implicasse a pena de morte.

"Essa experiência da juventude foi provavelmente uma chave velada para entender a sua renúncia em 2013, quando ele decidiu, pela segunda vez, tranquilamente, voltar para casa", disse.

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