Setembro amarelo e a relevância em falar sobre o suicídio

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09 Setembro 2016

Alguns meses vêm sendo coloridos para conscientização da população acerca de temas relevantes e comuns, e Setembro é a vez de falar em suicídio.

"Ah, mas que tema pesado." Mais pesado ainda, te garanto, é o fardo que as pessoas com tendências suicidas carregam. Primeiro porque "é feio" pensar em suicídio, mais ainda falar sobre ele. Segundo porque, no final das contas, o suicida é uma pessoa que esqueceu o sentido de compartilhar.

O comentário é de Matê da Luz, terapeuta, em artigo publicado por Jornal GGN, 09-09-2016.

Você sabia que o Brasil é o oitavo país do mundo com maior índice de mortes assim? Pois é, acho que está mais do que na hora de abrandar a abordagem da temática e falar sobre ela.

Este é um ponto de vista individual, compartilhado em algumas linhas terapêuticas que têm como premissa o dividir para curar e, ao meu ver, tem eficácia na prevenção de sentimentos de não-pertencimento, revalorização do indivíduo e possível resgate de auto-estima e equilíbrio, pilares fundamentais para querer viver. O falar sobre acalma, além de promover uma troca onde a pessoa com tendências desgostosas tem a oportunidade de se sentir válida, ouvida, encorajada a vasculhar seus escombros e recomeçar, de novo e de novo, quantas vezes forem necessárias.

Todo suicida é alguém que carrega uma sensação teoricamente inexplicável de "não adianta continuar". O desequilíbrio psíquico leva ao desequilíbrio químico e, na grande maioria dos casos, o amparo de medicamentos regulados e acompanhados por um psiquiatra são fundamentais, além da terapia convencional, esta que atua na dissolução dos nós e, quem sabe promova laços com a própria existência.

O Conselho Federal de Medicina - CFM - distribui gratuitamente a cartilha "Suicídio: informando para prevenir", que contém, dentre outras informações, abordagem para identificação e conduta idela para o possível suicida, além de um capítulo inteiro sobre a responsabilidade e prevenção além do sistema de saúde, que diz respeito à participação ativa da família no processo pró-vida.

Algumas instituições bastante confiáveis também promovem ações especiais durante todo o mês de Setembro, chamando a atenção da sociedade para o tema e nos convidando a dialogar sobre o tema fora da pauta de psiquiatria e psicologia, trazendo para mais perto de nós a empatia para com estas pessoas que, muito mais do que vez ou outra, têm enorme necessidade de serem ouvidas, escutadas e reinseridas.

Vale a leitura, o interesse, a participação nas ações, para que este seja mais um tema que saia da lista de tabus e passe a ser tratado como passivo de cura, o que, ao meu ver, só é possível quando olhado sob os olhos da expressão.

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