“Morte e ressurreição, a Assunção de Maria”. Artigo de Xabier Pikaza

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19 Agosto 2016

“Para Maria, não há imortalidade da alma, mas ressurreição total da pessoa, ou seja, desenvolvimento e plenitude do corpo messiânico do qual Maria faz parte, como sabia a Igreja primitiva. Mas, o que o Papa disse de Maria pode e deve ser dito com ela de todos os que morrem no amor, na vida de Deus, do Deus que os recebe em sua Vida”, escreve Xabier Pikaza, teólogo espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, 15-08-2016. A tradução é de André Langer.
 
Eis o artigo.
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Foto: El Blog de X. Pikaza

A Igreja católica celebra no dia 15 de agosto o “dogma” da Assunção de Maria, que se inscreve no mistério da Ressurreição de Jesus, numa linha que está aberta a todos os crentes, isto é, a todos aqueles que reconhecem o caráter exemplar de seu caminho.

Na consciência da Igreja católica, Maria, a mãe de Jesus, foi a primeira a morrer e ressuscitar com ele, não em um sentido cronológico, mas de experiência e comunhão crente. Isso significa que Maria não morreu sozinha, nem tampouco “ressuscitou” de uma forma isolada, mas que o fez com Jesus, seu Filho, abrindo um caminho de comunhão e esperança para todos os crentes.

Nessa linha, penso que devemos falar da morte e ressurreição (elevação ou plenificação) de Maria, como sinal e promessa da ressurreição para todos os que confessam o mistério de Jesus (para todos os homens e mulheres). Há outras figuras importantes no Cristianismo, a começar por Pedro e Paulo, João Batista e os profetas de Israel, mas dentre todos a Igreja destaca o caminho crente de Maria, por conaturalidade, por respeito à história de Jesus, por agradecimento crente.

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Foto: El Blog de X. Pikaza

Por isso, quero fazer hoje algumas reflexões sobre a Morte e a Ressurreição (Assunção) da Mãe de Jesus, numa linha antes antropológica, sem deter-me em dados bíblicos, nem em dogmas da Igreja.

– Historicamente, após a morte de Jesus, Maria fez parte da comunidade judeu-cristã de Jerusalém, onde foi venerada como Gebyra (Mãe do Senhor). Ali morreu, sendo enterrada, possivelmente, no lugar que agora se chama Basílica da Assunção (junto à torrente do Cedrón, perto do Horto das Oliveiras).

A imagem 1 recorda o lugar onde ela foi enterrada, conforme uma tradição que parece confiável. Os fiéis da sua comunidade (os judeu-cristãos de Tiago) buscaram para ela um sepulcro honroso, na região baixa da cidade de Jerusalém, fora das muralhas.

Ali se manteve a tradição da vida e morte da Mãe de Jesus, no contexto de uma Igreja judeu-cristã, que manteve certa independência em relação às Igrejas helenistas.

A imagem 2, a fachada da atual Basílica da Assunção, com o lugar da sepultura de Maria, que está nas mãos de Cristãos ortodoxos orientais. É uma igreja humilde, de origem antiga, com fachada romana “ocidental”, do século XII, construída nos tempos das Cruzadas. Segue sendo a Igreja Mariana mais importante do Cristianismo, embora os cristãos católicos não a tenham muito em conta e “prefiram”, às vezes, os modernos Santuários Marianos, desde Santa Maria a Maior de Roma, até as Basílicas de Guadalupe (Espanha e México), Lourdes e Fátima.

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Foto: El Blog de X. Pikaza

– A Igreja helenista posterior, partindo dos Evangelhos de Lucas e de João, destacou o valor simbólico da Mãe de Jesus, por sua decisão a serviço da fé (da encarnação do Filho de Deus), de maneira que ela veio a transformar-se logo em sinal e testemunha de vida cristã, tanto no Oriente (na Igreja ortodoxa atual), como no Ocidente.

Nessa linha, a Igreja “descobrirá” e confessará mais tarde que Maria morreu com Jesus (vinculada ao seu mistério) e que ressuscitou com ele (de um modo radical, não puramente físico)... Dessa maneira, sobre essa base, a Igreja estabeleceu a Festa da Assunção de Maria aos céus.

A partir desse fundo (como herdeiro das Igrejas helenistas e querendo recuperar a vida histórica de Maria, uma mulher judia, mãe querida de Jesus) quero oferecer nesta festa uma simples reflexão sobre o sinal da Assunção de Maria.

Nessa linha, proporcionarei uma reflexão que pode ser inspirada na imagem 3, que é o ícone tradicional da festa da Morte e Assunção de Maria.

Conforme uma antiga tradição, Maria morreu rodeada pelos Apóstolos, que foram despedi-la. O próprio Jesus “desceu” para recolher sua “alma” (sua identidade pessoal, sua vida inteira, seu corpo e alma em sentido atual) e introduzi-la no mistério da humanidade que culmina em Deus.

No princípio está a morte. Somente o homem nasce, somente o homem morre. Assim morreu a Virgem Maria.

As restantes plantas e animais não nascem nem morrem, mas fazem parte de um continuum biológico, sem identidade pessoal.

Somente o homem nasce, somente o homem morre... Foi o que destacaram sobretudo os judeus, o povo de Maria; eles não quiseram fugir da morte, como fizeram outras culturas. Dessa maneira, olhando frente a frente para a morte, aprenderam e souberam que a morte nos reduz à suma solidão, podendo, ao mesmo tempo, abrir-nos à vida dos outros (por quem morremos, com quem morremos).

Se não morrêssemos não deixaríamos lugar no mundo para os que vêm depois. Se não morrêssemos tornaríamos impossível a vida dos nossos sucessores. Temos que morrer para que outros vivam, abrindo com nossa vida e morte um corpo no qual podem encarnar-se e continuar o caminho de Deus.

A morte nos dá medo, o medo supremo

Mas, somente pela morte podemos ter verdadeiro gozo e dar a vida aos outros.

“Pela morte, pelo medo da morte, começa o conhecimento de Tudo... Todo o mortal vive na angústia da morte; cada novo nascimento aumenta as razões da angústia, porque aumenta a mortalidade.”

Assim Rosenzweig começa seu livro mais inquietante e iluminador de antropologia judaica (La Estrella de la Redención. Salamanca: Sígueme, 1977, p. 43-44).

Em um sentido, esse saber sobre a morte é maldição, como viu o relato do “pecado exemplar” de Adão/Eva, em Gn 2-3: “no dia em que dela comer, você morrerá...”. Mas, em outro sentido, este morrer (saber que se morre) pode e deve transformar-se em bênção, no momento culminante de si à vida, à vida de Deus, à vida dos outros. Somente os homens podem morrer pelos outros; só os homens podem dar realmente a sua vida, abrir seu corpo, para que outros vivam do seu próprio corpo (como Jesus, como Maria).

Só porque sabemos que vamos morrer podemos viver, arriscar-nos e amar de verdade os outros. Um homem deste mundo, condenado a não morrer, seria o maior dos monstros, um ser angustiado e angustiante.

Morrer é muito difícil. Mas muito mais difícil seria não morrer

Uma vida para sempre só tem sentido quando mudarem as condições deste mundo, como quis Jesus, como quis e querem milhões de pessoas que esperam e desejam uma ressurreição. Só pela morte (quando damos a vida aos outros, como Jesus na cruz) pode haver ressurreição (ascensão ao céu).

Foi isso que os cristãos descobriram na Páscoa de Jesus, sabendo que Jesus morreu porque vivia, morreu para viver (para que chegue o Reino), morreu para que outros vivam. Foi isso que a Igreja viu, descobrindo que todos os crentes (todos os pobres!) morrem e ressuscitam e sobem ao céu com Jesus, a um céu de carne, de corpo e alma. Por isso, puderam aplicar esta experiência a Maria, mãe e irmão de todos, em Jesus.

Somente quem aceita a morte pode viver em plenitude

Somente quem aceita a morte (e que é capaz de morrer no amor e por amor) pode viver em plenitude, vive para sempre (como vemos em Maria).

O autor judeu já citado, Rosenzweig, acredita que muitos filósofos e pensadores religiosos quiseram enganar os homens com uma mentira piedosa, dizendo que são imortais e acrescentando que a morte é apenas uma aparência. Pois bem, esse consolo é mentiroso e situa-se na linha da evasão gnóstica ou espiritualista.

Nenhuma resposta compassiva pode aquietar os homens, que nascem e morrem; nenhuma teoria teórica pode convencê-los. Os homens morrem, é o destino; morrem e não são felizes... mas seriam ainda mais infelizes se não pudessem morrer. Os homens morrem, mas podem descobrir na morte a mão de Deus e oferecer sua mão de amor a todos, como fez Jesus e como fez Maria.

Morrer cristão é dar a vida

Nesse contexto, situa-se a resposta da fé, quando afirma que o sentido da vida está em viver para os outros... e que, dessa maneira, a própria morte, sem perder sua bravura e dureza e enigma (Meus Deus, meu Deus, por que me abandonaste?), converte-se em sinal de solidariedade, em vida que se abre (como viu de um modo impressionante o Evangelho de João, ao descobrir que do lado aberto de Jesus brota a vida, de maneira que a própria morte já é ressurreição).

Pois, bem, a Igreja acreditou que Maria morreu como Jesus, dando a vida. Por isso, venera-a na morte, como sinal de Ressurreição e de Ascensão (Assunção). Este é o conteúdo da fé, da fé na carne ressuscitada e compartilhada.

Assunção de Maria

Morremos sozinhos, mas morremos, ao mesmo tempo, para todos e com todos. Morremos em Deus, de maneira que a nossa vida (a nossa carne) possa tornar-se vida e carne (corpo) para os outros.

Esta é a fé que os judeus continuam a depositar nas mãos de Deus em quem esperam; esta é a fé que os cristãos descobrem e proclamam na ressurreição de Jesus que, ao morrer pelos outros, desvelou e realizou por sua páscoa o grande dom da vida de Deus: fez-se “corpo messiânico” para todos.

Nesta linha entende-se o dogma da Assunção de Maria, que é mulher, mãe de Jesus, que “sobe aos céus como mulher plena”, isto é, como pessoa em forma de mulher. Esta é a fé que Pio XII definiu em 1950, acentuando a vinculação da Mãe com o seu Filho Jesus Cristo, dizendo que “a imaculada Mãe de Deus... cumprido o curso da sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (Denziger-Hünnermann 3903).

Este dogma pode ser aplicado a milhares e milhões de cristãos (que creem na ressurreição), mas também aos milhares de milhões que não creem, mas que vivem, talvez sem saber, dentro da Vida que é Deus.

O Papa disse que Maria, completou seu caminho, terminou (morreu) alcançando a glória messiânica de Cristo, seu Filho, vindo a apresentar-se assim como um sinal para o conjunto da humanidade, que também há de ser elevada em carne (corpo e alma) à glória de Deus, que é a justiça fraterna, que é a comunhão de vida entre os homens e as mulheres.

Para Maria, não há imortalidade da alma, mas ressurreição total da pessoa, ou seja, desenvolvimento e plenitude do corpo messiânico do qual Maria faz parte, como sabia a Igreja primitiva. Mas, o que o Papa disse de Maria pode e deve ser dito com ela de todos os que morrem no amor, na vida de Deus, do Deus que os recebe em sua Vida.

Um curso, uma corrida: em corpo e alma

O Papa disse que, “transcorrido o curso” da vida de Maria, ela completou sua “corrida” em Deus. Foi uma corrida para a morte, em comunhão com os outros, através de Cristo, seu filho, e de todos os restantes filhos e irmãos seus (Cf. Mc 3, 31-35). Pois bem, cumprido esse curso vital, que começou pelo nascimento, Maria foi assumida (assunta) à glória de Deus, que se identifica com a própria Ressurreição e Ascensão messiânica de seu Filho Jesus, que se expressa e expande no caminho da Igreja.

Um tipo de antropologia helenista, dominante na Igreja, veio afirmando que a alma dos justos sobe ao céu após a morte (porque ela é imortal), mas que o corpo tem que esperar até a ressurreição do fim dos tempos. Contra isso, situando-se em um caminho diferente de experiência antropológica e de culminação pascal, este dogma afirma que Maria completou sua vida em Deus, por meio de Jesus, em corpo e alma, isto é, como carne pessoal, ou melhor dito, como pessoa histórica, em comunhão com as outras pessoas que estiveram e seguem estando implicadas em sua vida.

Este dogma nos situa no centro do mistério cristão, vinculado à morte e ressurreição de Jesus, vinculado ao “corpo e alma” dos homens e mulheres, de todos aqueles que, de um modo ou de outro, talvez sem saber, estão unidos a Jesus. Como eu disse, este dogma não nega a morte, não diz que a alma seja imortal por sua natureza; não cinde ou separa Maria do resto dos fiéis, como se a ela tivesse sido oferecido algo que não se dá aos outros, como se ela fosse a única que morre e sobe (ressuscita) ao terminar o curso da sua vida.

Ao contrário, este dogma abre para todos os crentes uma mesma experiência pascal, assumindo com Jesus a morte. Maria aparece assim como a primeira cristã completa, pois a vemos em Jesus e por Jesus como a primeira dos ressuscitados.

Maria Rainha

A tradição da Igreja vinculou a Assunção com a Coroação de Maria como rainha do céu e da terra. Ela é Rainha de tal forma que todos somos com ela (por Jesus) os reis. Evidentemente, trata-se de uma imagem, mas é muito significativa: através de sua vida messiânica, a serviço do evangelho de Jesus, tendo superado toda forma particular ou egoísta de busca de si, Maria foi recebida no mistério da Trindade de maneira que o Pai e o Filho unidos a coroam com o Espírito Santo (que pode aparecer em forma de pomba).

Desta maneira, sua própria carne fica integrada ao mistério de Deus, mas não em nome próprio, de um modo exclusivo, senão em nome e do conjunto da história humana.

Deus, humanidade suprema

O próprio Deus que se encarnou em Jesus recebe em sua glória a carne de sua humanidade (seu grande corpo messiânico), a começar pela carne de Maria, sua mãe. Por isso, dirá o Vaticano II que ela não pode ser separada dos crentes, pois seu caminho segue sendo o caminho da Igreja, ou melhor dito, da humanidade inteira, aberta para Deus através de uma solidariedade de vida e morte, de geração e solidariedade encarnada (Cf. Lumen Gentium, 63-65).

Não faz sentido falar de uma Assunção exclusiva de Maria, pois isso iria contra o grande princípio da união dos crentes na carne. Os artigos finais da confissão de fé (creio na comunhão dos santos e na ressurreição da carne) só podem ser entendidos se eles estiverem ligados entre si, de maneira que se fale ao mesmo tempo de uma comunhão da carne da história (não um plano de ideias ou princípios gerais), para superar assim o pecado e a injustiça na terra, e de uma ressurreição dos mortos, na culminância da história.

Assunção em corpo e alma, o homem ser mortal

O homem é um ser que nasce “pela graça de Deus” e que parece morrer por múltiplas razões (pela condição biológica, pela experiência biográfica, talvez por algum tipo de pecado...). O certo é que só o homem morre, pois ele é o único que nasce. As restantes plantas e animais não nascem nem morrem, pois fazem parte de um continuum biológico, sem identidade pessoal.

Cada homem, ao contrário, é autopresença, identifica-se consigo mesmo a partir de Deus, é único no mundo e na história. “Pela morte, pelo medo da morte começa o conhecimento de Tudo... Todo o mortal vive na angústia da morte; cada novo nascimento aumenta as razões da angústia, porque aumenta a mortalidade”. Assim começava Rosenzweig seu livro mais inquietante e iluminador de antropologia judaica. Pois bem, este morrer pode ser entendido como expressão do amor de Deus, como momento culminante de um encontro pessoal com Deus e de abertura aos outros. Foi isto que os cristãos descobriram na Páscoa de Jesus; foi isso que a Igreja divulgou e aplicou a Maria.

Rosenzweig acredita que muitos filósofos e pensadores religiosos quiseram enganar os homens com a piedosa mentira de que eles são imortais, acrescentando que a morte é apenas aparência. Pois bem, esse consolo é mentiroso e situa-se na linha da evasão gnóstica ou espiritualista.

Nenhuma resposta compassiva pode aquietar os homens, que nascem e morrem; nenhuma teoria teórica pode convencê-los. Não há outra resposta senão a fé no Deus da Vida, que se expressa na própria entrega da vida a favor dos outros, ou seja, no caminho e entrega da morte, não contra ela. Só se pode superar a dor da morte aceitando-a. Esta é a fé que os judeus seguem colocando nas mãos de Deus, em quem esperam; esta é a fé que os cristãos descobrem e proclamam na ressurreição de Jesus que, ao morrer pelos outros, desvelou e realizou por sua páscoa o grande dom da vida de Deus.

Nessa linha se entende o dogma da Assunção

O dogma não diz como Maria morreu e alguns puderam afirmar que foi arrebatada diretamente (sem ter morrido no sentido externo) à Glória do Cristo, como 1Tes 4, 17 faz supor para os justos da última geração, mas essa opinião não tem fundamento na tradição da Igreja.

Maria morreu e foi enterrada, e é muito provável que tenha sido sepultada nos arredores da igreja de Maria que está junto à torrente do Cedrón de Jerusalém, perto do Getsêmani, no sopé do Horto das Oliveiras, e que sua memória se conservasse ali, no contexto de uma comunidade judeu-cristã que não foi reconhecida pela Igreja helenista posterior de Jerusalém.

Seja como for, a Igreja sabe que Maria completou seu caminho, alcançando a glória messiânica de Cristo, seu Filho, e abrindo um caminho para o conjunto da humanidade, que está sendo elevada em carne a Deus.

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