Bernie Sanders cumprimentou o Papa Francisco em Santa Marta

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18 Abril 2016

No fim, o encontro ocorreu. Bernie Sanders e a esposa puderam cumprimentar o Papa Francisco na Domus Santa Marta (onde estavam hospedados) antes da partida do pontífice para Lesbos. "Nesta manhã [de sábado], quando eu saía para ir ao aeroporto, o senador Sanders estava ali. Ele sabia que eu estava saindo e teve a gentileza de me cumprimentar. Nada de mais. Chama-se educação. Se alguém pensa que fazer uma saudação é especulação política, então precisa de um psiquiatra", respondeu o papa a uma pergunta sobre o encontro que teve com o candidato às eleições presidenciais dos EUA.

A reportagem é do sítio Faro di Roma, 16-04-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O papa especificou que "ele estava com a esposa e com outro casal de esposos". "O senador – explicou Francisco – estava hospedado em Santa Marta, como todos os outros participantes do congresso pela Centesimus annus, exceto os dois chefes de Estado, que talvez estavam hospedados nas suas embaixadas".

Na última sexta-feira, Sanders se disse "impressionado com o Papa Francisco e com a sua visão de uma economia mundial que trabalhe para todas as pessoas". O candidato democrata nas primárias quis prestar homenagem pessoalmente ao pontífice, participando, nesse sábado, no Vaticano, do encontro promovido pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais. E o fez, primeiro, tomando a palavra na sala da Casina Pio IV – em que estavam presentes, dentre outros oradores, também os presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales – e, depois, conversando com os jornalistas na entrada do Pellegrino.

"O papa realmente desempenhou um papel histórico para tentar criar uma nova economia mundial e uma nova visão para o planeta. Não podemos seguir em frente com a ganância", afirmou Sanders, salientando em particular que a "visão econômica do Papa Francisco sobre as mudanças climáticas é fundamental".

E, se a globalização foi usada "como pretexto para uma desregulamentação dos bancos, pondo fim a décadas de proteção legal para os trabalhadores e as pequenas empresas", condenando a "globalização da indiferença", o próprio papa, afirmou Sanders, "é seguramente a maior demonstração mundial contra tal concessão ao desespero e ao cinismo. Ele abriu os olhos do mundo com o apelo à misericórdia, à justiça e às possibilidades de um mundo melhor. Ele está inspirando o mundo para encontrar um novo consenso global para o nosso bem comum". Por isso, explicou, "aceitei perder um dia de campanha eleitoral, ao aceitar o convite. E ter estado aqui foi a coisa certa".

O chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, o arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo, leu na sala uma mensagem de saudação do papa, que pedia desculpas por não ter podido ir cumprimentar os participantes do congresso, porque tinha se dado conta de que "seria difícil" em vista da partida para Lesbos, agendada para o sábado de manhã.

Justamente na última quinta-feira, observa o L'Osservatore Romano, os candidatos à nomeação democrata, Bernie Sanders e Hillary Clinton, se confrontaram diante de milhões de eleitores ao vivo na televisão, no Navy Yard do Brooklyn. Um dos pontos cruciais sobre os quais mais se discutiu foi o da reforma das finanças e a necessidade de esclarecer a relação entre finanças e política. Um tema crucial sobre o qual o governo democrata de Obama se desgastou muito, especialmente com a chamada reforma de Wall Street, mas que ainda é contestada por muitos.

Outro tema-chave foi o das armas, que tragicamente voltou à atualidade depois dos massacres e dos tiroteios dos últimos meses. Ambos os candidatos também disseram estar de acordo sobre a necessidade de abrir na Síria uma transição democrática que ponha fim à violência e assegure para toda a região um futuro de paz e de estabilidade. Os dois também pediram que os países europeus contribuam mais com as forças da Otan.

No debate, o que estava em jogo era muito alto: em poucos dias, haverá as primárias (democratas e republicanas) em Nova York, um dos Estados com o maior número de delegados em jogo na disputa à Casa Branca.

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