Pedro Arrupe. Cronologia de um profeta

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Por: Jonas | 06 Fevereiro 2016

Nasce no dia 14 de novembro de 1907, em Bilbao, na rua de “La pelota”. Seus pais, Marcelino Arrupe (arquiteto) e Dolores Gondra, eram naturais de Munguía, localidade próxima a Bilbao. Um dia após seu nascimento, recebe o batismo na basílica de Santiago, atualmente catedral.

 
Fonte: http://goo.gl/eYu7VU  

A cronologia é publicada por Jesuitas de la tierra de Loyola y de Javier. A tradução é do Cepat.

Nota da IHU On-Line: Hoje, 05-02-2016, quando se celebra o 25º ano da morte do Padre Pedro Arrupe, traduzimos e reproduzimos uma série de artigos, sobre sua vida e seu testemunho.

No dia 1º de outubro de 1914, entra no Colégio dos Escolapios de Bilbao, onde cursará o Ensino Médio até 1922.

No dia 29 de março de 1918, entra na Congregação Mariana de Santo Estanislau Kostka, “os Kostkas”, dirigida pelo Padre Basterra, o primeiro jesuíta que conheceu Arrupe. Pedro Arrupe (foto) chegou a ser vice-presidente dos “kostkas”.

Em 1923, começa o primeiro curso de Medicina na Faculdade de São Carlos de Madri. Suas notas são extraordinárias: em quase todas as matérias recebe honrarias. Severo Ochoa, que chegaria a ser prêmio Nobel e que então era companheiro de Arrupe, confessaria mais tarde: “Naquele ano, Pedro retirou de mim o prêmio extraordinário”.

Seu pai morre em 1926 e, pouco depois, decide fazer uma viagem a Lourdes com suas irmãs. Ali, assiste a mais de uma cura milagrosa, tendo a oportunidade de analisar como estudante de Medicina. Diria: “Senti Deus tão perto em seus milagres, que me arrastou violentamente atrás de si”.

No dia 25 de janeiro de 1927, entra na Companhia de Jesus, no noviciado de Loyola. O doutor Negrín, um de seus professores, fez o possível para não perder um aluno tão brilhante. Mais tarde, iria a Loyola para visitar Pedro: “Apesar de tudo, continua muito simpático”. Ali, abraçaram-se o futuro presidente do governo da República e o futuro geral da Companhia.

Pouco depois de ter começado seus estudos de Filosofia no Mosteiro de Oña (Burgos), chega o decreto de dissolução da Companhia na Espanha (1932). Arrupe parte para o exílio com seus companheiros e professores. Continuarão seus estudos em Marneffe (Bélgica). Para cursar Teologia é enviado a Valkenburg (Holanda). Na vizinha Alemanha, já surgia a fatídica sombra de Hitler e o nazismo. “Para mim – diria mais tarde – o encontro com a mentalidade nazista foi um tremendo choque cultural”.

No dia 30 de julho de 1936, recebe a ordenação sacerdotal em Marneffe. Em setembro, muda-se para os Estados Unidos para realizar estudos de moral médica.

No dia 6 de junho de 1938, recebe uma carta do Padre Geral lhe destinando à missão no Japão, missão que muitas vezes já havia solicitado a seus superiores.

No dia 30 de setembro, embarca em Seattle rumo a Yokohama.

Após vários meses de aprendizagem da língua e costumes japoneses, em junho de 1940, é destinado à Paróquia de Yamaguchi, tão cheia de recordações de São Francisco Xavier.

No dia posterior à entrada do Japão na Segunda Guerra Mundial, em 8 de dezembro de 1941, é colocado na prisão, sendo acusado de espionagem. Fica preso em um cubículo de dois metros. Ao final de um mês, é colocado em liberdade em razão da admiração que o seu bom comportamento e sua conversa provocou em carcereiros e juízes.

Poucos meses depois, é nomeado mestre de noviços. Parte para o noviciado de Nagatsuka, uma colina nas redondezas de Hiroshima.

No dia 6 de agosto de 1945, às oito da manhã, Arrupe é testemunha da explosão da bomba atômica sobre Hiroshima. Imediatamente, converte o noviciado em um hospital de emergência. Mais de 150 pessoas, queimadas pela irradiação, são atendidas. Mais tarde, Arrupe escreveria um livro sobre esta experiência: “Eu vivi a bomba atômica”.

É nomeado superior de todos os jesuítas do Japão, com o cargo de vice-provincial no dia 24 de março de 1954. Percorre o mundo pronunciando conferências para arrecadar fundos para a Igreja do Japão.

É eleito geral da Companhia de Jesus no dia 22 de maio de 1965. Soube enfrentar os tempos difíceis e renovadores vividos pela sociedade humana e, muito especialmente, a Igreja após o Concílio Vaticano II. Cheio de valor, de visão do presente e do futuro e, sobretudo, de uma inquebrantável fé em Deus, teve que sofrer incompreensões e contradições de todas as partes, inclusive, às vezes, das mais altas instâncias da Igreja. Contudo, demarcou algumas rotas, hoje já inapagáveis, para a Companhia de Jesus, que também não deixariam de influenciar outros setores da sociedade humana.

No dia 2 de dezembro de 1974, convoca a Congregação Geral 32. Significará um marco fundamental na história dos jesuítas, sobretudo pela proclamação de que nossa fé em Deus precisa ser decisivamente unida a nossa luta infatigável para abolir todas as injustiças que pesam sobre a humanidade.

No dia 7 de agosto de 1981, de volta do Oriente, onde havia ido visitar os jesuítas daquela parte do mundo, já em Roma, no táxi que lhe conduzia do aeroporto à cidade, sofre um derrame cerebral que lhe deixa incapacitado do lado direito. No dia seguinte, recebeu o sacramento dos enfermos.

No dia 26 de agosto, o Papa nomeia um delegado pessoal para atender o governo da Companhia na pessoa do jesuíta Padre Dezza. Desse modo, interrompe-se o processo normal de nomear um sucessor por meio de uma Congregação Geral. O Padre Arrupe e, com ele, toda a Companhia reagiram com dor, mas com obediência total às decisões do Romano Pontífice.

No dia 3 de setembro de 1983, por fim, reunida a Congregação Geral, o Padre Arrupe apresenta sua renúncia ao cargo diante de todos os Padres congregados. Poucos dias depois, o Padre Peter Hans Kolvenbach é eleito Geral da Companhia. Seu primeiro gesto foi abraçar o Padre Arrupe, enquanto lhe dizia: “Não vou mais lhe chamar de Padre Geral, mas continuarei lhe chamando pai”.

Após quase 10 anos de dolorosa inatividade e de oferenda física e psíquica pela Companhia, a Igreja e a Humanidade, no dia 5 de fevereiro de 1991, entrega sua alma a Deus, na casa dos jesuítas em Roma. Dias antes, já em agonia, havia recebido a visita de João Paulo II.

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