Francisco: que os santuários acolham a todos, até mesmo a turistas curiosos e a pecadores

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22 Janeiro 2016

O peregrino que chega aos santuários, seja quem seja, “jovem ou ancião, rico ou pobre, enfermo ou perturbado, ou um turista curioso, pode encontrar a necessária acolhida, porque em cada um há um coração que busca a Deus, às vezes sem se dar conta plenamente”. Disse o Papa Francisco no discurso aos diretores dos Santuários, que estão em Roma para viver sua jornada jubilar, passando pela Porta Santa de São Pedro, assim como os fiéis passaram pelas respectivas portas de seus santuários neste primeiro Ano Santo descentralizado que prevê a concessão da indulgência plenária em todas as Catedrais do mundo e nos santuários indicados pelos bispos diocesanos.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 21-01-2016. A tradução Evlyn Louise Zilch.

Francisco indicou uma “palavra-chave” durante a audiência: “acolhimento”. “Com o acolhimento, por assim dizer, ‘todos jogamos’. Uma acolhida afetuosa, festiva, cordial e paciente! Os Evangelhos apresentam-nos a Jesus sempre acolhedor, deixando que se cheguem a Ele, especialmente os doentes, os pecadores, os marginalizados. E lembremos sua expressão: ‘Quem os recebe, recebe a mim; e quem recebe a mim, recebe Aquele que me enviou’. Jesus falou sobre a acolhida, mas sobretudo a praticou. Quando nos disse que os pecadores, por exemplo Mateus ou Zaqueu, acolheram a Jesus em suas casas e em suas mesas, é porque se sentiram essencialmente acolhidos por Jesus, e isto mudou suas vidas. É interessante que o livro dos Atos dos Apóstolos conclua com a cena de São Paulo que, aqui, em Roma, acolhia a todos os que iam vê-lo. Sua casa, aonde vivia como prisioneiro, era o lugar em que anunciava o Evangelho. O acolhimento é determinante para a evangelização. Às vezes é suficiente uma palavra, um sorriso, para fazer com que uma pessoa sinta-se acolhida e bem-quista. O peregrino que chega ao santuário frequentemente está cansado, faminto, sedento... E muitas vezes precisa ser bem acolhido tanto a nível material com a nível espiritual. É importante que o peregrino que atravessa a entrada do santuário sinta-se tratado mais do que como um hóspede, como um familiar. Deve sentir-se em sua casa, esperado, amado e visto com olhos de misericórdia”.

“Que seja quem for, jovem ou ancião, rico ou pobre, enfermo ou perturbado, ou um turista curioso – destacou Jorge Mario Bergoglio –, que possa encontrar a acolhida necessária, porque em cada um existe um coração que busca a Deus, às vezes sem se dar conta plenamente. Tratemos de que cada peregrino tenha a alegria de sentir-se finalmente compreendido e amado. Desta maneira, ao voltar para casa, sentirá saudade do que experimentou e terá desejo de voltar, mas, sobretudo, quererá seguir pelo caminho da fé em sua vida cotidiana”.

Um “acolhimento completamente especial”, afirmou o Papa, “é o que oferecem os ministros do perdão de Deus. O santuário é a casa do perdão, na qual cada um encontra-se com a ternura do Pai que tem misericórdia por todos, sem exceção. Que quem se aproxima do confessionário o faça porque se arrepende do próprio pecado. Sinta a necessidade de aproximar-se do confessionário. Perceba claramente que Deus não o condena, mas que o acolhe e o abraça, como o pai do filho pródigo, para restituir-lhe a dignidade de filho. Os sacerdotes que tem um ministério nos santuários devem ter o coração impregnado de misericórdia; sua atitude deve ser a de um pai”.

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