Batismo do Senhor – Ano C – Vida e salvação para a humanidade

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Por: MpvM | 11 Janeiro 2019

"A celebração de hoje deve fazer-nos vivenciar e comprometer com o nosso batismo. Pois pelo batismo fomos “enxertados” em Cristo e com Ele somos identificados como sacerdotes, profetas e reis. O batismo é uma realidade dinâmica. Ele cria relações intensas e dinamismos vitais com Deus e com os irmãos.

"Além de mergulharmos na comunhão trinitária, mergulhamos na comunhão com toda a igreja e com a humanidade inteira. E impele-nos a prosseguirmos um caminho comprometido com o projeto de Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida."

 

A reflexão é de Maria da Graça Rodrigues, leiga. Ela é bacharel  em teologia  pela Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF (1999), possui pós-graduação  em metodologia do ensino religioso (2000) e em aconselhamento e psicologia  pastoral  (2002) pela Escola Superior de Teologia - EST. Também possui pós-graduação  em espiritualidade franciscana pela ESTEF (2017).

Referências bíblicas
1ª Leitura: Is 40,1-5.9-11
Salmo: 103(104),1-4.24-25.27-30
2ª Leitura: Tt 2,11-14; 3,4-7
Evangelho: Lc 3,15-16.21-22

Festa do Batismo do Senhor! É com esta festa que encerramos o tempo do Natal. A Palavra de Deus que nos é dirigida nos traz ricos elementos de reflexão.

A primeira leitura nos traz um texto de Is 42, 1-4.6.7, que pertence ao primeiro dos quatro cânticos do Servo.

Este texto escolhido na celebração do Batismo do Senhor coloca-nos na revelação da pessoa de Jesus Cristo e da sua Missão. Ele é o Filho de Deus a quem o Pai apresentou, consagrou e ungiu com o Espírito Santo.

“Eis o meu servo”. Em primeiro plano, não está claro se é uma personalidade individual (um rei de Judá, o profeta, ou o messias), ou uma coletividade (todo o povo de Israel ou parte dele), ou um indivíduo como símbolo de todo povo. O texto anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus, que seria enviado aos homens, para instaurar um mundo de paz sem fim.

Esse “Servo” é nosso Senhor Jesus Cristo, que veio para concretizar a vontade de Deus Pai, na missão salvífica de todo ser humano. Jesus realiza-a na humildade e simplicidade, não recorrendo ao seu poder divino. O seu estilo é de profunda mansidão, paz, comunhão com Deus e com todos por quem se faz doação e construção de um mundo novo e livre. O seu agir é de benção, de oferta de vida e de plena humanidade.

O salmo responsorial (Sl 28/20, 1ª.2.3ac-4.3b.9b-10) nos mostra que o Senhor desce as águas para nos fazer ressurgir pessoas novas, transformar a nossa vida. “O Senhor abençoará seu povo na paz”.

A segunda leitura (At 10,34-38) nos fala do anúncio proclamado por Pedro para os companheiros pagãos do centurião Cornélio (At 10,34-43). Pedro anuncia a missão de Jesus como Messias e Filho de Deus a partir de seu batismo por João. Por meio de Cristo, o Pai restabelece o reinado da justiça, que os apóstolos e os mártires, com a Igreja testemunham. Deus não faz distinção de pessoas, nação, raça ou cor, mas todos são chamados a fazerem parte do seu Reino, na prática da justiça e do temor do Senhor.

Esse evento é de suma importância, pois significa a investidura de Jesus para sua missão messiânica. Jesus é o Messias, o “ungido” com o Espírito Santo.

No Evangelho de hoje (Lc 3,15-16.21-22), o Senhor traz como boa notícia o batismo do Senhor, revelando para nós quem é Jesus, o que Ele fez, quem são os seus seguidores, quem são chamados a realizar na sociedade, o compromisso com Deus na construção de um mundo justo e igualitário. É preciso vivê-lo no compromisso com o Evangelho, como verdadeiros cristãos, em prol da Igreja e dos irmãos, que padecem injustiças, e não conhecem Jesus.

O batismo por João era o batismo de conversão, provavelmente um rito de iniciação à comunidade messiânica. João era a última testemunha do tempo da antiga aliança. O batismo de Jesus por João marca o começo de um novo tempo, o tempo em que Deus vem ao mundo feito gente, trazendo vida e salvação para a humanidade. João estava batizando o povo no Rio Jordão, para preparar o povo, a chegada do Messias. Ele anunciava: “Depois de mim virá alguém mais forte que eu.”(Lc 16) “E eu nem sou digno de desamarrar as suas sandálias”. Jesus Cristo é o ungido, das promessas de Deus, que chegou, apresentado como o “forte” por João Batista.

Toda esta narrativa é um convite para reconhecer quem é Jesus e para avaliar o valor do batismo, semelhante ao de Jesus, mas diferente do de João.

A celebração de hoje deve fazer-nos vivenciar e comprometer com o nosso batismo. Pois pelo batismo fomos “enxertados” em Cristo e com Ele somos identificados como sacerdotes, profetas e reis. O batismo é uma realidade dinâmica. Ele cria relações intensas e dinamismos vitais com Deus e com os irmãos.

Além de mergulharmos na comunhão trinitária, mergulhamos na comunhão com toda a igreja e com a humanidade inteira. E impele-nos a prosseguirmos um caminho comprometido com o projeto de Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida.

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